a simple life

O que eu tenho a dizer sobre minha vida no momento (e podemos encerrar os trabalhos de autocompreensão de hoje por aqui):

Quando comecei a tocar guitarra e cantar, eu era adolescente. E quando adolescente, apesar de amar Black Sabbath e Stones desde sempre, eu era ~~emo~~. Isso significa um repertório inacreditável de músicas sobre uma vida triste, injusta e cujo mundo estava desabando. Por melhor que as coisas estivessem. Porque era do drama que eu me nutria.

Dessas bandas todas que eu curtia, a que eu mais tocava era Simple Plan. Era fácil, eu amava os caras, tava na moda e nas apresentações o público (aka nossos pais) sabia cantar junto – meu professor do conservatório obviamente levava isso em conta na hora de escolher o que ia ensinar porque depois eu teria o que apresentar nas audições.

TRÊS foram as músicas que mais marcaram esse meu período:

1- Welcome To My Life
2- Untitled
3- Perfect

Sabia tocar e cantar até de trás pra frente porque aparentemente elas resumiam minha existência. E tudo bem, eu tocava e cantava até de trás pra frente. Era isso.

Agora vamos aos finalmentes: é muito patético quando quase dez anos depois você ouve essas músicas e (além de questionar o próprio gosto, obviamente) sofre do mesmo jeito? Com problemas diferentes e um pouco menos de drama mas, ainda assim, tendo a mesma sensação?

Porque cara…

Talvez o excesso de drama da minha vida não tenha ficado na adolescência.

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