it’s all that i’ve got.

eu tava pensando. minha vida é boa, sabe? tenho amor em casa, uma família linda que me apoia incondicionalmente. tenho o trabalho que escolhi, fazendo o que gosto. tenho amigos. e atualmente, agora em 2012, eu tenho sido eu mesma com mais intensidade do que em todos os anos anteriores – e olha que eu nunca fui de me reprimir.

depois de pensar nisso, boa é até pouco pra dizer. minha vida é incrível.

mas assim, não é nada demais, pô. é só resultado.

e preciso de paz também, por favor. sério, sério, sério.
sou feliz em ser quem sou, sim. mas o universo podia parar de intervir mandando gente louca pra me atormentar e tornar alguns dias (ou meses, no caso) insuportáveis. já acreditei que cabia somente a mim, mas não. não é.

tem horas que o incômodo é tanto que o controle vai embora.

porque aparentemente quanto mais corto qualquer tipo de loucura nociva da minha vida, mais loucuras novas aparecem pra me infernizar. é só ficar em paz que logo surge uma tempestade.

por isso é que às vezes da vontade de fingir não estar bem mesmo quando tudo parece ok, como se ajudasse as pessoas a entenderem o que está acontecendo. como se tudo pegasse a gente sempre com a guarda baixa. porque as pessoas parecem respeitar mais quando a gente expõe as feridas.

a gente não pega um copo de requeijão com o mesmo cuidado com que pega uma taça de cristal , né?

olha, galera, não sei. às vezes eu sinto falta da adolescência. de viver uma tristeza eterna. parece que a gente apanha mais quando tá feliz. e cara… não tenta me tirar essa alegria. é tudo que eu tenho.

busca a tua, sabe? é foda de chegar lá, mas quando você consegue é incrível.

agora… se continuar a insistir, então ok. I’ll be just fine pretending I’m not. I’m far from lonely and it’s all that I’ve got.

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