it’s all that i’ve got.

eu tava pensando. minha vida é boa, sabe? tenho amor em casa, uma família linda que me apoia incondicionalmente. tenho o trabalho que escolhi, fazendo o que gosto. tenho amigos. e atualmente, agora em 2012, eu tenho sido eu mesma com mais intensidade do que em todos os anos anteriores – e olha que eu nunca fui de me reprimir.

depois de pensar nisso, boa é até pouco pra dizer. minha vida é incrível.

mas assim, não é nada demais, pô. é só resultado.

e preciso de paz também, por favor. sério, sério, sério.
sou feliz em ser quem sou, sim. mas o universo podia parar de intervir mandando gente louca pra me atormentar e tornar alguns dias (ou meses, no caso) insuportáveis. já acreditei que cabia somente a mim, mas não. não é.

tem horas que o incômodo é tanto que o controle vai embora.

porque aparentemente quanto mais corto qualquer tipo de loucura nociva da minha vida, mais loucuras novas aparecem pra me infernizar. é só ficar em paz que logo surge uma tempestade.

por isso é que às vezes da vontade de fingir não estar bem mesmo quando tudo parece ok, como se ajudasse as pessoas a entenderem o que está acontecendo. como se tudo pegasse a gente sempre com a guarda baixa. porque as pessoas parecem respeitar mais quando a gente expõe as feridas.

a gente não pega um copo de requeijão com o mesmo cuidado com que pega uma taça de cristal , né?

olha, galera, não sei. às vezes eu sinto falta da adolescência. de viver uma tristeza eterna. parece que a gente apanha mais quando tá feliz. e cara… não tenta me tirar essa alegria. é tudo que eu tenho.

busca a tua, sabe? é foda de chegar lá, mas quando você consegue é incrível.

agora… se continuar a insistir, então ok. I’ll be just fine pretending I’m not. I’m far from lonely and it’s all that I’ve got.

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these words i write keep me from total madness

hoje seria o aniversario de 92 anos de um dos meus grandes mestres: charles bukowski.

eu já falei dele aqui algumas vezes e nem pretendo me prolongar, sou péssima para isso. falar sobre o que mexe com meu coração faz tudo parecer tão menor do que de fato é.

e sinceramente esse aniversario não poderia ser em melhor hora: numa fase da minha vida que tinha tudo para ser maravilhosa, mas está horrível. em tantos aspectos que nem sei descrever.

calma, não estou dizendo que lembrar dele na pior hora é que é bom.

mas que eu preciso tomar uma atitude, é claro. mesmo estando ainda sem muita noção do que fazer ou reação perante a essa merda toda.

daí eu cheguei a algumas conclusões noite passada e o aniversario do único velho safado da minha vida veio pra me lembrar de pelo menos três lições que aprendi com ele e que andava me esquecendo de seguir.

três lições que um dia eu talvez compartilhe aqui.

hoje eu só tenho a dizer mesmo que o que eu escolhi para a minha vida foi algo que me mantivesse livre da loucura total. se estou enlouquecendo, plano b. por favor.

no mais, não darei parabéns a um morto. mas a quem quer que seja que um dia me plantou no coração o desejo de conhece-lo (e aí há anos sem fim contabilizados), MUITO OBRIGADA.

ta na pele e no coração.

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