patinando no tempo

Depois de muito ouvir Aninha falar do Timehop – um serviço que manda, diariamente, um email com suas publicações feitas há exatamente um ano nas redes sociais que você escolher – resolvi aderir. Porque eu sou assim, adoro relembrar (qualquer um que lê esse blog sabe disso).

E a parte mais legal é que a sensação é a mesma de quando eu releio o blog: tudo mudou, mas não mudou quase nada.

Por exemplo: no dia 25 de abril de 2011, uma segunda-feira, eu não estava trabalhando ainda – a dedicação ao TCC era total e o layout estava me matando. Era Embaixadora Sonora e estava ajudando a divulgar um aplicativo que escolhia as músicas que tocariam na YouPix. Surtava com a notícia de que o Ecad havia repassado quase 130 mil para um falsário

…e desejava um filhinho assim:

Hoje, 25 de abril de 2012, já estou formada. É quarta-feira e estou cheia de antibióticos e antiinflamatórios graças a uma quantidade de pus na garganta suficiente para quase fechá-la, o que me prendeu à cama ontem o dia todo. O Sonora continua sendo meu aplicativo favorito para ouvir música por streaming — aliás, vou daqui até a agência com ele na atividade no meu celular. Sim, mesmo doente desse jeito estou indo para o trabalho – do qual me despeço na sexta pra começar num novo no dia 30.

Mas o que não mudou MESMO foi o meu desejo de ter um bebê Ramone. Vê se pode…

times like these

Há quase dez anos (estava na oitava série?) eu tinha um CD com essa música. Daqueles que você gastava uns três dias de conexão discada no Kazaa baixando faixa a faixa e depois gravava com o maior carinho, sabe? E ouvia essa no loop, às vezes chorando feito uma criança (o que, de fato, eu era), sem entender nada. Passou um tempão. Tanto tempo que eu mal lembrava disso até o início do mês, quando aconteceu algo que eu nunca havia imaginado.

Ganha um prêmio quem encontrar na foto a menina serelepe que ficava ouvindo Times Like These no discman enquanto o professor de matemática passava a correção dos exercícios na lousa.

Pouco mais de dez dias atrás pude ouvi-la ao vivo. Da forma mais intensa possível: no Jóquei lotado, esmagada entre milhares de pessoas que também estavam ali e compartilhavam daquela loucura comigo. Pessoas que talvez também não acreditassem que um dia fossem viver isso. Estava com muita dor, cansada, preocupada. Mas Dave Grohl cantava Times Like These pra mim. Pessoalmente. Por alguns minutos, nada disso importava. Senti muita vontade de chorar, apesar de não fazê-lo.

E continuo sem entender nada, como há dez anos.

Mas é tão bom me entregar… Dar play de novo e de novo. E de novo. It’s times like these, you give and give again.

And again.

camaleoa

é o quarto mês de 2012 e eu já vivi tao intensamente que é como se valesse por toda uma vida. o ano em que conheci lugares incríveis no mundo, me apeguei a pessoas fascinantes, descobri sensações que pensei que nunca fosse experimentar. eu vi joan jett ao vivo de pertinho, finalmente me formei. encontrei em mim verdades há muito escondidas e descobri que não tem mesmo nada melhor nessa vida do que fazer o que a gente tem vontade, na hora em que tem vontade.

descobri que eu posso tudo que eu quiser, que isso não é só uma frase de efeito.

principalmente, descobri em mim um ser humano que, depois de muito apanhar, aprendeu a praticar o desapego. e que, por mais altos e baixos que possa estar vivendo, por mais questionamentos existenciais, profissionais, filosóficos e até sentimentais que faça todos os dias… enfim pode dizer: eu sou feliz.

por minha causa, e de mais ninguém.
e isso é que é o mais impressionante. 🙂

a gente só vive uma vez, né?