Under pressure

É triste, mas parece que eu só paro para escrever aqui quando as coisas estão desmoronando. Não sei, por mais que eu fuja o quanto posso, o blog ainda é meu melhor-amigo-diarinho quando não tenho mais para onde correr. O problema é que eu já passei da idade em que me expor é algo natural, esperado, razoável. E se tenho falhado já em controlar as emoções no Twitter e no Facebook, por aqui seria ainda pior se começasse a falar. Então eu só vim mostrar que estou viva. Que estou sofrendo: aqui, ali, por preocupação ou por tristeza, por saudade ou dúvidas, eu sofro ainda. Parece que o ano resolveu começar dando errado, ou que meu inferno astral chegou mais cedo em 2012. Será que foi a virada esquisita em Paris? Ou é só a adolescência indo embora de vez? Vida de adulto não é fácil, né? Não que tivessem me prometido o contrário. Enfim, eu vou empurrando-a com a barriga (enorme) até ela parar de me boicotar. E vou insistir no bom humor (por mais que ele só dure quando estou usando os fones de ouvido). Porque é assim, a gente tem que se acostumar a viver under pressure. Ou se esforçar pra mudar.


Escola Freddie e Bowie de desabafos sob pressão.

E é torcer pra essas minhas angústias e oscilações de humor não respingarem em mais ninguém (nem me tirarem mais do que a vida já levou).

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