três de setembro


aqui eu ia repetir amargamente o quanto doi não ter teu sorriso por perto todos os dias e nem sentir teu cheiro ao acordar de manhã. ia lamentar não ser amada por ti e pra quê, me diga? iria mudar alguma coisa?

faz sol lá fora, é véspera de feriado e eu posso ouvir aquele disco do black keys à exaustão enquanto tento não lembrar de tudo que te dei e tudo que me destes e tudo que não aconteceu.

(foda-se o mundo caindo ou as coisas dando errado por aí tem mulheres lindas e bailarinas dançam como se não houvesse mais nada e a doçura de uns e outros contagia o ambiente. até mesmo ver o sangue de alguém faz bem — às vezes o meu próprio. nem tudo vai sempre dar certo e só o que importa é poder ver as coisas belas acontecerem)

o amor dura o tempo de um cigarro, amigo, que eu parei de fumar faz tempo.

6 comentários em “três de setembro”

  1. Bom, confesso que passei por aqui porque, por alguma razão googlística, vim parar nas fotos da Pitty. Mas a última frase, ahhh a última frase. Eu só fumo quando tou (muito) bêbado. Ta tudo explicado!

    Ariane: Poxa, a Pitty te trouxe e o cigarro te segurou! Seja bem-vindo, então. 😉

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