apaixonada, eu?

e essa coisa de ficar sonhando com o guri o tempo todo, acordada e dormindo, online e offline? e esse desespero estranho porque a qualquer momento a campainha pode tocar e pelo vidro da porta ser o sorriso dele a te dizer oi enquanto giras a chave, maltrapilha, cansada, querendo enfiar a cara num buraco? caralho, de novo não, não é mesmo?

não que adiante alguma coisa questionar. agora já sentes isso e não há muito o que fazer senão torcer para que o destino pare de fazer com que os dois se cruzem. por favor.

(mas também não vá ficar vendo vídeos dele no youtube e digitando o nome dele no google todo dia atrás de novidades, que ninguém é de ferro e não tens como te defender de ti mesma.)

três de setembro


aqui eu ia repetir amargamente o quanto doi não ter teu sorriso por perto todos os dias e nem sentir teu cheiro ao acordar de manhã. ia lamentar não ser amada por ti e pra quê, me diga? iria mudar alguma coisa?

faz sol lá fora, é véspera de feriado e eu posso ouvir aquele disco do black keys à exaustão enquanto tento não lembrar de tudo que te dei e tudo que me destes e tudo que não aconteceu.

(foda-se o mundo caindo ou as coisas dando errado por aí tem mulheres lindas e bailarinas dançam como se não houvesse mais nada e a doçura de uns e outros contagia o ambiente. até mesmo ver o sangue de alguém faz bem — às vezes o meu próprio. nem tudo vai sempre dar certo e só o que importa é poder ver as coisas belas acontecerem)

o amor dura o tempo de um cigarro, amigo, que eu parei de fumar faz tempo.