lemme go home

Never open again, by e v e n bastou ver a Dr. Arnaldo vazia através da janela do ônibus. 21h, São Paulo finalmente conseguiu: sentia-me só. profundamente só, como nunca antes. Alameda Santos de tantos passeios, projetos, madrugadas insanas e até o colo mais marcante da minha vida. o colo que já não me está disponível. rua Augusta dos finais de semana loucos, das fotos tiradas num mar de insegurança entre mendigos empresários descolados trabalhadores shows entrevistas, entre as idas e vindas em que meu fim se iniciou. Frei Caneca do paquerinha malandro que pensou que pudesse tirar proveito da minha carência, da minha dor. na cabeça: demandas, entrevistas de emprego, colegas de trabalho, músicas & livros inacabados. andava fumando todos os cigarros como se essa porra resolvesse alguma coisa. e aí ouvir amigos (onde estão eles quando a gente precisa? onde eu estava quando precisaram de mim?). amigos. desencanto. desencanto. olhos pesando, cabeça pesando, A VIDA pesando. e um constante “desde quando sou ruim assim?” martelando na cabeça.

[e quem disser que há para onde fugir ou como recomeçar vai ter que explicar passo a passo, porque quero ser feliz.]

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