dose do dia

“love don’t live here anymore, just emptiness and memories of what we had before… you went away, found another place to stay, another home… you abandoned me, love don’t live here anymore, just a vancancy… love don’t live here anymore.”

meu 2009 foi exatamente essa música.

all that jazz

lluuvv

eu ainda lia, eventualmente, os feeds do twitter dele. tentativa estúpida de não ficar TÃO longe. depois de deletar de tudo, depois de não conversar mais, o que me resta? o que me resta além dessas coisas infinitamente banais?

veja bem: [socialmediaéofuturo] descobri inclusive que cada vez mais temos pessoas em comum nas nossas listas [reflita, ambos temos twitter desde 2006 e até mês passado não tínhamos quase nenhum contato em comum]. estamos cada vez mais perto sempre que mais distantes.

e eu sinto uma saudade misturada com dor e com vitória [depois me dou conta de que fui derrotada mais uma vez]. aí a vida continua, são milhares de trabalhos pra entregar, provas pra estudar, o emprego a mil e eu sequer consigo dormir ou fazer o que tem de ser feito. é só pensar nele, em nós, no passado. só isso que tenho sido capaz de fazer. [além de perder cabelo e engordar em PG]

sinto que não ficaria com ele nunca mais. no entanto, nunca senti tanto ciúme, tanta saudade, tanta vontade de estar de novo beijando aquela boca e conversando banalidades na cama numa tarde de novembro. acho que sou muito idiota. ou esse é um karma [pesado pra caralho] que eu vou ter de suportar.

& karma is a bitch.

Diálogo

bg: blablabla manifesto futurista whiskas sachet

– Ai, Ari, ele tem caminho da felicidade!
– Ô… Da minha, pelo menos, ele tem faz anos, Fran!
– Tem sim, menina, sério. Eu vi. *cara de safado*
– Ai, ai… *suspiro*

E é isso que não mata os seminários de história da arte.

so you want to be a writer?


mestre supremo

de Charles Bukowski

if it doesn’t come bursting out of you
in spite of everything,
don’t do it.
unless it comes unasked out of your
heart and your mind and your mouth
and your gut,
don’t do it.
if you have to sit for hours
staring at your computer screen
or hunched over your
typewriter
searching for words,
don’t do it.
if you’re doing it for money or
fame,
don’t do it.
if you’re doing it because you want
women in your bed,
don’t do it.
if you have to sit there and
rewrite it again and again,
don’t do it.
if it’s hard work just thinking about doing it,
don’t do it.
if you’re trying to write like somebody
else,
forget about it.

if you have to wait for it to roar out of
you,
then wait patiently.
if it never does roar out of you,
do something else.

if you first have to read it to your wife
or your girlfriend or your boyfriend
or your parents or to anybody at all,
you’re not ready.

don’t be like so many writers,
don’t be like so many thousands of
people who call themselves writers,
don’t be dull and boring and
pretentious, don’t be consumed with self-
love.
the libraries of the world have
yawned themselves to
sleep
over your kind.
don’t add to that.
don’t do it.
unless it comes out of
your soul like a rocket,
unless being still would
drive you to madness or
suicide or murder,
don’t do it.
unless the sun inside you is
burning your gut,
don’t do it.

when it is truly time,
and if you have been chosen,
it will do it by
itself and it will keep on doing it
until you die or it dies in you.

there is no other way.

and there never was.

19112009

é claro que queria estar comemorando hoje um ano ao seu lado. é claro que queria mais beijos conversas fotografias risadas directs sms sexo fugas shows cigarros desencontros dramas reconciliações e é claro que ainda encontro você em discos 4:20 fiestas focus escadão FNACs livros chocolates cafés filmes em qualquer coisa que se possa imaginar. mas um dia me disseram que quando amamos de verdade, não PRECISAMOS estar com alguém, apenas QUEREMOS isso. e é assim que me sinto agora. querendo você por perto, mesmo sabendo que está longe, e que não, não volta. nunca quis que acabasse assim, cada um pro seu lado. nunca quis passar noites e noites sem dormir tentando descobrir onde errei. nunca quis acordar chorando sem querer acreditar que foi tudo pura invenção da minha mente.uma coisa é certa: cresci muito nesse tempo. aprendi muita coisa. hoje, por mais imatura que eu ainda seja, posso dizer que você, grandiosamente, fez de mim uma nova mulher. adoraria comemorar hoje um ano ao seu lado. mas só de saber que faz um ano que comecei a crescer de verdade, já é suficiente. no fim, essa ferida toda passa. o que fica são as cicatrizes – junto com a maturidade. tudo coisa que se constrói ao longo do tempo.

lemme go home

Never open again, by e v e n bastou ver a Dr. Arnaldo vazia através da janela do ônibus. 21h, São Paulo finalmente conseguiu: sentia-me só. profundamente só, como nunca antes. Alameda Santos de tantos passeios, projetos, madrugadas insanas e até o colo mais marcante da minha vida. o colo que já não me está disponível. rua Augusta dos finais de semana loucos, das fotos tiradas num mar de insegurança entre mendigos empresários descolados trabalhadores shows entrevistas, entre as idas e vindas em que meu fim se iniciou. Frei Caneca do paquerinha malandro que pensou que pudesse tirar proveito da minha carência, da minha dor. na cabeça: demandas, entrevistas de emprego, colegas de trabalho, músicas & livros inacabados. andava fumando todos os cigarros como se essa porra resolvesse alguma coisa. e aí ouvir amigos (onde estão eles quando a gente precisa? onde eu estava quando precisaram de mim?). amigos. desencanto. desencanto. olhos pesando, cabeça pesando, A VIDA pesando. e um constante “desde quando sou ruim assim?” martelando na cabeça.

[e quem disser que há para onde fugir ou como recomeçar vai ter que explicar passo a passo, porque quero ser feliz.]

rascunhos

encontrei num papelzinho amassado no fundo da bolsa:

“coisas que preciso fazer o mais rápido possível:
– organizar minha vida
– voltar a ter um diário
– escrever a última carta
– arranjar um amor
– comprar um ipod
– esquecer

(e ser um pouco menos Maysa – aka falar e beber somente o necessário)”

agora, com algumas dessas metas cumpridas, penso: como às vezes sonho pequeno…

bad trip

dias de FEBRE, VÔMITO & DELÍRIOS. uma merda. além de tudo & ajudando a piorar a situação, acumulam-se trabalhos da faculdade. EU FUCKING ESTOU SOFRENDO PRA CARAMBA, apesar do sorriso no rosto.

a gente vai fingindo que tá bem, mas a verdade é que amor arranca até a última gotinha de sangue. pior: tem puto que ainda acha que é mimimi.

[aí vem o jornal & me diz que mulheres que fumam chegam à menopausa com menos massa óssea do que as outras. somente respondo uma coisa: foda-se, acho suficiente – acho até exagero – chegar à menopausa. eu quero mais é que um homem de verdade apareça e leve o último resquício de sanidade que há em mim SEM ME DEIXAR SOZINHA & INFELIZ logo em seguida. ROCKNROLL, alegrias em forma de veneno e UM HOMEM DE VERDADE, porra. /bota porra nisso]

& me deixa que essa carência me faz ficar AZEDA.

depois de uma dose ou duas

– Cê sabe que essa sua paixonite não vai te levar à lugar nenhum, né?
– Sei.
– Então, mas se quiser que role alguma coisa…
– Não me olha com essa cara. Uma trepadinha eu não quero. Já falei sobre a vida ser mais que sexo.
– Azar o seu.

Amigo sincero:com certeza tens um pra te fazer sentir fracassado.

reencontro

.

Mia: Don’t you hate that?
Vincent: What?
Mia: Uncomfortable silences. Why do we feel it’s necessary to yak about bullshit in order to be comfortable?
Vincent: I don’t know. That’s a good question.
Mia: That’s when you know you’ve found somebody special. When you can just shut the fuck up for a minute and comfortably enjoy the silence.

[sempre me sacode por dentro quando vejo pulp fiction.]