Segunda-feira

Primeiro tem o defeito de me soltar demais, confiar demais, gostar demais de todo mundo. Isso me assusta. Ninguém se revela tanto e tão rápido quanto eu (não que eu tenha algo de ruim pra revelar, mas isso geralmente espanta os outros).

Depois vem a parte de fazer aquilo que antes eu já até tinha feito, mas não a sério. Até estou me atrapalhando, mas tenho feito meu melhor. Daí… Um elogio bem de leve e fiquei feliz como não ficava há tempos.

Quando senti vontade de chorar, quando surtei, olhei pro lado e me senti tão bem… Bizarro isso.

( Acho que daqui a ânsia de “não pertencer” não me incomoda… )

Esse é o tipo de coisa que eu não deveria postar aqui, mas vá lá. É o meu blog, e eu nunca me policiei muito mesmo.

Como dói, como é difícil… Não sei se dá pra seguir fingindo que não é nada.

dilema pós-moderno #2

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de que te adianta, minha amiga, virar uma tequila pra tomar coragem de puxar papo com AQUELE paquera que você sonda de longe há meses, se essa mesma tequila que te faz conseguir falar com ele também reduz uma de suas obras de arte favoritas à “foto da maçã na cara” e faz ele te olhar com cara de “tirem essa louca de perto de mim” logo após dois segundos de diálogo?

chorar, né. só resta chorar.

Banalidades

Às vezes tenho certeza de que não sirvo pra blogar. A cada dia conheço um blog mais interessante. E aqui eu tenho banalidades e mimimi. Sinto isso desde sempre. No entanto, antigamente, quando sentia isso, abandonava meus blogs. Hoje em dia (digamos, de um ano pra cá), eu faço exatamente o contrário. Pego mais amor ao lovemaltine. Aquele papo de ninguém é igual a ninguém ou ninguém leva jeito pra tudo até parece clichê, mas faz um puta sentido. E se cada dia mais gente nova aparece por aqui, significa que talvez eu não leve o maior jeito pra blogar, mas saiba falar de mim e do que eu sinto. E algumas pessoas (que geralmente sentem coisas parecidas e não sabem explicar, ou sentem-se sozinhas na situação) gostam disso. Daí eu concluo que esse blog tem alguma finalidade, ué. E aí eu me sinto feliz, pelo menos por algum tempinho. Mesmo que seja por dividir banalidades como as que eu posto aqui.

bobagens

Decidi: quero um namorado que me dê Neruda, fale comigo sobre Vinícius e não se importe de ouvir Jobim enquanto fazemos amor.

(e a @lini brigou comigo porque usei “fazer amor”, mas eu ainda acho que “transamos” quebra toda a poesia.)

calendário

essa semana eu preciso analisar uma obra do acervo permanente do masp, escrever uma microrreportagem curiosa sobre são paulo, telefonar para algumas bandas que estão esperando contato há meses, procurar centenas de coisas a respeito de barrigas de aluguel, ler milhares de textos acumulados de economia, arranjar uma desculpa muito boa para não ir ao médico e, finalmente, passar no banco porque quero meu rico dinheirinho e ele está empatando minha foda.

não mencionei trabalho, porque de trabalhar eu gosto.
mas bem que eu podia passar uns três dias na beira do mar, com sombra, água de coco, caio fernando abreu, para uma menina com uma flor e talvez um iphone com um sinal 3g decente pra twittar de vez em quando.

às vezes eu sinto uma vontade fodida de fugir do mundo.

11 de setembro de 2009

(porque não temos foto juntos)
(porque não temos foto juntos)

“The only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous of everything at the same time, the ones who never yawn or say a commonplace thing, but burn, burn, burn, like fabulous yellow roman candles exploding like spiders across the stars…”

(Kerouac)

e eu poderia lembrar de 11 de setembro por muitas razões, mas, desde ontem, essa combinação de onze com nove ficará marcada na minha história como a primeira vez em que fiz uma declaração de amor bem sucedida.

parabéns, dézão. eu amo você. 🙂

dilema pós-moderno #1

Todos os dias eu preciso vê-lo. Uma, duas, várias vezes. E sempre arranjo uma nova desculpa, um disfarce. Sem dar o braço a torcer, absorvo cada uma de suas palavras. Reflito. Concordo, discordo, rio, sinto ciúme, raiva, às vezes até repudio o maldito – mas nunca quero senti-lo menos que muito de perto. Nunca interagimos de verdade. Fico à espreita, admirando-o de longe. Nem tão de longe: ele aparece, todos os dias, à minha porta, dizendo que há algo novo. Quando não aparece, eu, já em desespero, vou atrás e, incansavelmente, passeio por seu passado. Mais uma vez.

Está ficando perigoso. Está ficando sério.

Acho que estou apaixonada por um feed rss.

Loop mental do dia

I’ve been roaming around
Always looking down and all I see
Painted faces, build the places I can’t reach

You know that I can use somebody
You know that I can use somebody

Someone like you, and all you know, and how you speak
Countless lovers under cover of the street

You know that I can use somebody
You know that I can use somebody
Someone like you

Off in the night, while you live it up, I’m off to sleep
Waging wars to shape the poet and the beat
I hope it’s gonna make you notice
I hope it’s gonna make you notice

Someone like me
Someone like me
Someone like me, somebody

Someone like you, somebody
Someone like you, somebody
Someone like you, somebody

I’ve been roaming around,
Always looking down at all I see

Me fez lembrar dele, e eu disse na caruda. Não quero mais nada, mesmo…