Valeu, Tatá!

3544244164_2d128d57b7_m3543432353_9f33310e2e_m Se Tatá Aeroplano imaginava que mexeria tanto assim com alguém quando compôs as letras do Cérebro Eletrônico, então ele realmente merece essa minha paixãozinha platônica. Se não imaginava, merece da mesma forma – porque putaquepariu, eu nunca sonhei tanto com alguém na minha vida depois de um show (Assim, sonhar literalmente, do tipo estar em shows do Tatá sempre que eu durmo. Sem romances infantis, haha). Aliás, um cara tem que ser muito bom pra escrever algo que entre na nossa cabeça a ponto de fazer, numa segunda-feira às cinco da manhã, a gente se levantar da cama cantando repetidas vezes antes mesmo de enfiar uma roupa (e continuar cantando até chegar à faculdade, às seis e meia).

(pausa: comecei pensando em escrever uma coisa e acabei escrevendo outra totalmente diferente, what means esse é um texto totalmente piegas, embora não devesse.)

Conheci o Cérebro há uns dois anos, mas nunca havia lhe dado a devida atenção. Gostava das letras, das músicas, cantava de cor os álbuns, mas, no auge da minha pós-adolescência, o que me atraía era o Jumbo Elektro – toda aquela rebeldiazinha implícita, o instrumental e a voz marcante do Gunter na linha tênue entre sexy e engraçada (hihihi), mexendo com tudo por dentro – piração e embromation geral. Tanto que, no último show, lembro de ter olhado para o amigo de um amigo (Sérgio?), e dito: “Ahh, que demora, quero Jumbo logo!”. Ele até tentou defender com um “Os caras são foda, vai!”, mas eu já tinha a resposta pronta – “Eles são foda, mas pirar com Jumbo é bem melhor”.

Não dá pra explicar o que um show é capaz de fazer com a gente. Na mesma noite em que eu torci pro Cérebro sair logo do palco, ouvi ao vivo – se não pela primeira vez, pelo menos em circunstâncias inéditas: Uma amiga no baixo astral (combinação álcool e dilemas românticos) + o cara de quem eu mais gostei até hoje ali, ao meu lado, me tratando quase como uma desconhecida + uma paquerinha saudável (e proibida) rolando entre mim e o cara do Marlboro vermelho. Aquela música nunca me soou tão libertadora. Foi quase um grito de “foda-se!” pra todo mundo naquela atmosfera sufocante. Eu, maquiagem borrada, vestidinho vermelho e meia calça preta, rasgada pelo vaivém cambaleante de quem, passiva ou ativamente, já havia ingerido mais álcool e fumaças do que deveria, percebi que ia ainda muito além e mudei meu humor na hora. Acabou o show do Cérebro, acabou o do Jumbo, acabou a noite em que (pela primeira vez na vida) nos divertimos “feito animaizinhos no cio” (palavras, agora com certeza, do Sérgio). ficou comigo até a manhã seguinte – e foi suficiente pra eu reencontrar meus álbuns da banda, deixados de lado há algum tempo, e ouvi-los agora com merecida atenção extra.

(pausa 2: embora Dê não seja a minha música favorita deles, foi ela quem marcou a noite. logo, eu recomendo que vocês ouçam aqui: )

Outro dia, lendo o blog do Tatá, descobri que ele é um dos caras que eu ainda quero entrevistar com minha companheira Tory numa mesa de bar ou sentado na beira do palco, clima de velhos amigos. Acho que não começou com o blog, mas com o Na sala do Tatá, nem sei. Só sei que é isso. E é assim. Não sei se um dia chegarei a agradecer ao Tatá por escrever e interpretar as músicas mais bonitas que ouvi esse ano – sei que é isso que eu sinto ao ouvi-lo: gratidão. Poucas coisas são capazes de me fazer sorrir. Música é uma delas, a música dele é uma delas. Pequenos prazeres, sabe? Acordar com a voz do senhor Aeroplano ao pé do ouvido.

E tudo porque um dia, depois de beber demais, desistimos de ir ao Tapas Club. Eu, apaixonada por Jumbo Elektro, infernizei eternamente pras minhas amigas irem comigo ao show no Studio. Se eu posso resumir 2008 na palavra Vanguart, 2009 certamente já é do Cérebro Eletrônico. Nos dois casos, tentei sem sucesso apresentar a banda aos amigos, insisti, fui ignorada e, depois de muuuuuita encheção minha pra me acompanharem a um show, acabaram todos tão apaixonados quanto eu. Todos ainda mais amigos e cumplices. Todos minha família.

Faz agora um ano do nosso primeiro Vanguart juntos. Um mês do combo Cérebro + Jumbo. Os dois, no Studio SP. Mudamos muito, MUITO. Mas a família que começou ali e só tem se consolidado desde então ainda é a mesma, com alguns agregados. A música nos juntou, e é a música que tem nos mantido juntos. 🙂

Fotos por marcusdn

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