rock me

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roubadinho do jogarse, via Inagaki.

e aí uma hora vêm as conclusões.

não me adianta beber direto na boca da garrafa, fumar o último cigarro, dançar até não sentir mais os pés e vender sorrisos falsos como se fosse muito feliz. não me adiantam novas paixões todos os dias, nem sentir as palpitaçõezinhas ou rir sozinha dos medos e frustrações. é no receio de que alguém repare naquele detalhe que só você conhece que mora toda a questão. é você que eu amo, por mais que doa, por mais que machuque. e o amor é isso, é assim, incondicional.

mas como eu queria poder dizer que não… porque aí eu não buscaria esses artifícios falhos, nem procuraria teu gosto em outras bocas, porque provavelmente eu não enxergaria você em cada esquina, parando o carro pra me buscar. e é assim, eu sei que você não vem mais me buscar, mas eu espero. isso me faz sangrar mais e mais a cada dia. no entanto, olha só, eu continuo esperando no mesmo lugar. eu disse que “veja bem, meu bem” era um dos maiores tapas na cara cantados pelos hermanitos, ninguém quis me ouvir.

daí eu fico pensando que putaquepariu, um dia você me fez a mulher mais feliz do mundo. um dia você foi tudo pra mim. e de repente você se foi de mim. foi de ir e foi de ser. e de repente o que antes era tudo, hoje é apenas um fantasma. um fantasma que mal quer saber de mim. quero sempre acreditar no “e se…”. mas, no fundo, sei que não vai acontecer.

não tem final feliz hoje, baby. na verdade, hoje só tem steppenwolf me cantando, baixinho: “she needs an answer to her confusion, someone to guide her with tenderness, but when she’s askin’ for a solution… all that she gets, you know, is something like this”.

viajar sem mim, me deixar assim… tive que arranjar alguém pra passar os dias ruins.

Back to black

Às vezes fica até difícil refutar a tese de que “bonzinho só se fode”. Pois bem, vejam vocês, agora que a vida tá legal, o emocional marromeno foi deixado em segundo plano e a alegria voltou a resplandecer em meu rosto (até a timidez eu tô me esforçando pra superar, Brasil, até ela!!!), eis que sobre mim se abatem dores físicas. Tpm é nome carinhoso. Carinhoso, sim, porque hoje passei o dia entre suspiros (eu queria ter controle sobre meus suspiros quando estou feliz, mas não tenho D: ) e gemidos internos de “putaquepariu, como dói minha cabeça/meu peito/essa cólica”. Minha temperatura, várias vezes, subiu horrores, eu sem blusa, vermelha e fervendo. E não parava de fazer xixi. Enfim, parece até brincadeira sem graça do meu organismo comigo, tipo trote e tudo mais. Mas hello-o?

Daí que eu pensava aqui com meus botões que às vezes a gente se autoboicota involuntariamente, né? Porque não tem explicação pra eu continuar passando mal se minha vida agora tá do jeitinho que eu pedi a Deus. Pode ser que eu esteja também um pouco assustada, tudo novo, e esse é o meu jeitinho, sabe? Eu, que até tenho uma imensa facilidade de me adaptar, vejo às vezes certa dificuldade pra começar – especialmente quando é tudo muito novo pra mim. Vai ver Nelson Rodrigues é que estava certo quando dizia que o que nos trava “é o pânico de uma nova e irremediável desilusão”.

Tô em conflito interno, sabe? Muita serotonina de uma vez pra quem passou por uma fase imensa de depressão. Se bem que sei lá. O ser humano é uma coisa muito estranha, não sou só eu que vivo imersa nessa dificuldade de transpor as coisas do sonho pro real e, putaquepariu, já falei mil vezes nesse blog, NÃO DÁ PRA VIVER DE SONHO, bonitos! A vida é mais! #autoajuda (Se eu fosse uma pessoa sem sorte, tudo bem. Mas sou tão privilegiada que, depois de algum esforço, sempre consigo tudo o que desejo… Por que então deixar os pensamentos derrotistas tomarem conta de mim?)

Comecei com o desejo de estabelecer um diálogo maduro e pertinente, mas acabei foi chegando à conclusão de que, a respeito de certas ironias da vida (quase todas elas), eu só sei mimimizar no meu blog.

“Calma, tá tudo bem agora”, diria o Entei. Pior que tá mesmo, eu é que fico complicando.

Bora dormir que amanhã é um novo dia e tudo fica lindo de novo.

Good vibes

(ou: Isso é o que eu chamo de um post feliz)

Meu nome é Ariane e faz dias eu não posto decentemente.

Eu sei que ninguém entra aqui pra ler post feliz. Eu sou a Lovemaltine, pô! A ex-dramatic! Quem entra aqui espera lágrimas, sangue, sofrimento, paixões, óóóóh. Afinal, minha sina é ser drama queen e nem Maria do Bairro pode com o enredo da minha vida-novela. Mas dessa vez eu tô aparecendo pra contar as coisas boas.

Primeiro: Deixei de postar o que aconteceu nos últimos dias e que eu posso chamar de “solução” do meu último drama (que durou 9 meses e vai tarde, convenhamos!). Poderia dar mil desculpas, mas a verdade é que andava com preguiça. Estava vivendo um inferno astral fora de época, não tem explicação. Finalmente, parece que ele resolveu ir embora – e eu espero que me dê folga por um tempinho razoável.

Segunda-feira acordei mentalizando: “Essa semana vai ser alto astral!”. Pois bem, se eu soubesse que só precisava disso pra vida melhorar, já tinha feito faz tempo. Logo pela manhã, aula de música – maravilhosa, oi? Ainda recebi uma ligação dizendo que havia passado nas entrevistas: Quer dizer, na segunda-feira, antes do meio-dia, eu já tinha visto uma aula sensacional e estava empregada pela primeira vez na vida. Hihihi. Foi uma das surpresas mais gostosas do ano. TUDO PORQUE EU MENTALIZEI (ok, tô exagerando. Mentalizei, mas também mandei currículo, né? haha)

Não parou por aí. Na terça, chegando em casa (note-se que eu saio às 5h30 e chego às 23h40), dei de cara com um pacote pra mim. A Tainá estava acordada me esperando porque queria me ver abrir – desde quando eu recebo encomendas estranhas em casa? Pois bem, a primeira coisa que eu vi depois de destampar o potinho foi uma bela sunga vermelha. (E a primeira coisa que Tainá viu foram os Tridents deliciosos, mas eu não de-ei! hohoho).

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Pausa para leitura com ênfase dramática: Durante o dia eu já tinha ouvido falar de sungas vermelhas, Trident Splash e Documentário 2.0 algumas vezes. EXATAMENTE POR ISSO eu fiquei azul automaticamente. Quer dizer, eu decidi que não me inscreveria na seleção pra protagonista do documentário, que não podia tomar coragem e sair de sunga vermelha por aí… E DE REPENTE TINHA UM CONVITE NA MINHA CASA, JÁ COM SUNGA E TUDO! Tentador, ok? Ok. Volta pro tom normal.

A história, pra quem não sabe, é a seguinte: O Trident Splash está patrocinando um Documentário 2.0 que vai registrar em fotos, vídeos e textos os 7 splashs mais incríveis do mundo. Quer dizer, você se inscreve, participa do processo de seleção e, se ganhar, além de levar 5 mil dinheiros, ainda viaja pelo mundo com todas as despesas pagas, acompanhado de um videomaker e uma produtora. A condição, ora ora, é estar disposto a aparecer de sunguinha vermelha sempre que solicitado. Vale a pena dar uma olhada no regulamento (que dá a opção de só acompanhar o mico alheio também! haha). Só que tem que correr, porque as inscrições rolam só até sábado, 29 de agosto.

A #epicfail é que eu não tenho coragem de andar de sunguinha vermelha por aí tô sem passaporte. Mas acho que vou tentar regularizar tudo e arriscar. Depois de ter visto as fotos do Trotta e ouvido muitas frases motivadoras da minha mãe (são piores que pôsteres motivacionais, believe me!) até tomei coragem e provei minha sunguinha, ó:

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(Espero sinceramente que vocês ainda voltem a esse blog mesmo depois dessa cena de horror. Juro que não se repetirá. A menos que né? Eu me inscreva e ganhe a promoção HAHAHA)

Ahhhhh! Ontem foi meu primeiro dia na Pólvora! A vida de estagiária ainda não começou – só vou ter trabalho hoje. Em compensação, os queridos de lá me levaram pra conhecer a Casa do Brigadeiro depois do almoço e OHMYGOD eu me enchi de chocolate. E já comecei a me familiarizar com o ambiente, hihihi. Depois, ri MUITO com os meus farrapos no pub, assisti aula do confuser e, voltando pra casa, vi a lua mais linda do ano. Como poucas vezes antes, essa semana eu me senti preenchida e feliz. *parece emo, mas é real.

Enfim, pra fechar as novidades: o Izzy me chamou hoje logo cedo no msn e passou o link do HBDtv#11. What means: já acordei dando risada. Acho que não tem ninguém mais sensacional. HAHA. Enfim, vá lá se divertir e pronto.

ps: Tô com uma mania horrível de rir “hihihi”. Vou parar emnomedejesusamém. Prometo.
ps2: preciso decidir minha fantasia da pororoca.
ps3: eu entendo vocês, também não sou mto fã desses meus posts felizes não. Não tem conflito e tal. Quando eu voltar, vai ser pra contar de novo das minhas angústias, faço isso melhor. HAHAHA

Quase Um Segundo

Eu queria ver no escuro do mundo
Aonde está o que você quer
Pra me transformar no que te agrada
No que me faça ver
Quais são as cores e as coisas pra te prender
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei
Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?
Ás vezes te odeio por quase um segundo
Depois te amo mais
Teus pêlos, teu gosto, teu rosto, tudo
Tudo que não me deixa em paz
Quais são as cores e as coisas pra te prender?
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei
Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?

Pela última vez eu canto. Eu juro. Pela última vez.
Não, não juro. Eu só desejo, de todo o meu coração.
De todo o meu coração.
Não quero mais, não dá.
Socorro

Lição:

Dos meus tempos de hardcore straight edge, pra vida, ad infinitum: When you have to shoot, shoot. Don’t talk.

Precisa coragem e na maior parte do tempo dói. Mas aí… Well, keep walking.

00:40

sem querer, acabo de me pegar chorando por você de novo. que seja a última vez: esse é o meu maior desejo.

tô pensando na vida também. no porvir, no que passou.
e me enchendo de esperança e força pro amanhã.

mas a verdade é que, sobretudo, estou chorando de novo por você.

Luz

USP Está todo dia no mesmo lugar há quase dois anos e nunca tinha feito uma caminhada pelas redondezas. Hoje o destino quis que fosse forçada a isso e só assim um mundo novo se abriu ao seu redor. De repente viu que andava cega, sabe? E que é legal observar as folhinhas caindo e o resquício de baseados no chão e o dente-de-leão semi-soprado e as criancinhas na creche e as pessoas que passam andando rápido abraçadas em seus livros enquanto falam sozinhas (é! Não é a única que fala sozinha!) e o ventinho nos cabelos e o sol refletindo no lago e os carros indo e vindo e os circulares abarrotados de gente. Tudo que estava ali o tempo todo, mas que nunca tinha se permitido enxergar. Podia culpar o pai, pra quem tudo sempre “É muito perigoso!”, mas a verdade é que também é muito cômodo simplesmente acatar as ordens dele e ser servida. É a única culpada: existe um momento em que, pra ter sucesso e seguir em frente, é preciso subverter. Senão ficará parada no mesmo lugar. Inércia, etc etc.

Tudo isso em quinze minutinhos andando entre folhas, árvores, bicicletas, estudantes e prédios. Toma um café e um copo d’água, recompõe o fôlego (ex-fumante-sedentária andando sem aquecimento significa formigamento na certa) e vai almoçar. Tempurá, adora. Depois, chupar limão e comer abacaxi e morango docinhos. A vida é feita de pequenos prazeres. Só enxergando isso é que é possível ser feliz. Está todo dia no mesmo lugar há quase dois anos e agora, finalmente, prometeu a si mesma uma nova chance.

the velvet underground, all tomorrow’s parties

(foto: Camila Andrade)

Valeu, Tatá!

3544244164_2d128d57b7_m3543432353_9f33310e2e_m Se Tatá Aeroplano imaginava que mexeria tanto assim com alguém quando compôs as letras do Cérebro Eletrônico, então ele realmente merece essa minha paixãozinha platônica. Se não imaginava, merece da mesma forma – porque putaquepariu, eu nunca sonhei tanto com alguém na minha vida depois de um show (Assim, sonhar literalmente, do tipo estar em shows do Tatá sempre que eu durmo. Sem romances infantis, haha). Aliás, um cara tem que ser muito bom pra escrever algo que entre na nossa cabeça a ponto de fazer, numa segunda-feira às cinco da manhã, a gente se levantar da cama cantando repetidas vezes antes mesmo de enfiar uma roupa (e continuar cantando até chegar à faculdade, às seis e meia).

(pausa: comecei pensando em escrever uma coisa e acabei escrevendo outra totalmente diferente, what means esse é um texto totalmente piegas, embora não devesse.)

Conheci o Cérebro há uns dois anos, mas nunca havia lhe dado a devida atenção. Gostava das letras, das músicas, cantava de cor os álbuns, mas, no auge da minha pós-adolescência, o que me atraía era o Jumbo Elektro – toda aquela rebeldiazinha implícita, o instrumental e a voz marcante do Gunter na linha tênue entre sexy e engraçada (hihihi), mexendo com tudo por dentro – piração e embromation geral. Tanto que, no último show, lembro de ter olhado para o amigo de um amigo (Sérgio?), e dito: “Ahh, que demora, quero Jumbo logo!”. Ele até tentou defender com um “Os caras são foda, vai!”, mas eu já tinha a resposta pronta – “Eles são foda, mas pirar com Jumbo é bem melhor”.

Não dá pra explicar o que um show é capaz de fazer com a gente. Na mesma noite em que eu torci pro Cérebro sair logo do palco, ouvi ao vivo – se não pela primeira vez, pelo menos em circunstâncias inéditas: Uma amiga no baixo astral (combinação álcool e dilemas românticos) + o cara de quem eu mais gostei até hoje ali, ao meu lado, me tratando quase como uma desconhecida + uma paquerinha saudável (e proibida) rolando entre mim e o cara do Marlboro vermelho. Aquela música nunca me soou tão libertadora. Foi quase um grito de “foda-se!” pra todo mundo naquela atmosfera sufocante. Eu, maquiagem borrada, vestidinho vermelho e meia calça preta, rasgada pelo vaivém cambaleante de quem, passiva ou ativamente, já havia ingerido mais álcool e fumaças do que deveria, percebi que ia ainda muito além e mudei meu humor na hora. Acabou o show do Cérebro, acabou o do Jumbo, acabou a noite em que (pela primeira vez na vida) nos divertimos “feito animaizinhos no cio” (palavras, agora com certeza, do Sérgio). ficou comigo até a manhã seguinte – e foi suficiente pra eu reencontrar meus álbuns da banda, deixados de lado há algum tempo, e ouvi-los agora com merecida atenção extra.

(pausa 2: embora Dê não seja a minha música favorita deles, foi ela quem marcou a noite. logo, eu recomendo que vocês ouçam aqui: )

Outro dia, lendo o blog do Tatá, descobri que ele é um dos caras que eu ainda quero entrevistar com minha companheira Tory numa mesa de bar ou sentado na beira do palco, clima de velhos amigos. Acho que não começou com o blog, mas com o Na sala do Tatá, nem sei. Só sei que é isso. E é assim. Não sei se um dia chegarei a agradecer ao Tatá por escrever e interpretar as músicas mais bonitas que ouvi esse ano – sei que é isso que eu sinto ao ouvi-lo: gratidão. Poucas coisas são capazes de me fazer sorrir. Música é uma delas, a música dele é uma delas. Pequenos prazeres, sabe? Acordar com a voz do senhor Aeroplano ao pé do ouvido.

E tudo porque um dia, depois de beber demais, desistimos de ir ao Tapas Club. Eu, apaixonada por Jumbo Elektro, infernizei eternamente pras minhas amigas irem comigo ao show no Studio. Se eu posso resumir 2008 na palavra Vanguart, 2009 certamente já é do Cérebro Eletrônico. Nos dois casos, tentei sem sucesso apresentar a banda aos amigos, insisti, fui ignorada e, depois de muuuuuita encheção minha pra me acompanharem a um show, acabaram todos tão apaixonados quanto eu. Todos ainda mais amigos e cumplices. Todos minha família.

Faz agora um ano do nosso primeiro Vanguart juntos. Um mês do combo Cérebro + Jumbo. Os dois, no Studio SP. Mudamos muito, MUITO. Mas a família que começou ali e só tem se consolidado desde então ainda é a mesma, com alguns agregados. A música nos juntou, e é a música que tem nos mantido juntos. 🙂

Fotos por marcusdn

Falhas

A vida humana só acontece uma vez e não poderemos jamais verificar qual seria a boa e a má decisão.
(Milan Kundera, A insustentável leveza do ser)

Dizem que o sapo morre pela boca, né?
Acho que aconteceu comigo.

Vou esperar pra ver, mas acho que andei tomando más decisões demais. Agora é pagar o preço, né?
Quem mandou não pensar antes de responder ou reagir às coisas?

Meta do mês: conter-me (ainda mais) nessa interwebz linda de Deus. Pelo meu bem.

(Tô atualizando porque ontem a Claudia quase me bateu! hahaha. Ainda essa semana conto o que aconteceu comigo na terça.)