segredinho

estava lá presa no meu mundinho de leituras (porque não há melhor maneira de escapar do mundo senão entrando em outros e, mesmo eu que nunca fui muito fã de escapismo, estou numa fase em que correndo ou ficando a dor é a mesma). enfim, imersa na literatura alheia eu (que hoje estou acima do piegas e me identifico com tudo) comecei a pensar na bela vida que ando levando presa a esse querer e não poder ter. hoje, não pela primeira vez, ouvi (li) que ter e não querer também é horrível. a gente nunca pensa desse ângulo, né?

pensa. eu já tenho pensado faz um tempo. e é ainda pior, porque daí você se sente um incômodo. sabe? pentelho. e, segundo definição recente exatamente daquele a quem eu gostaria de ter, “se pentelho valesse dinheiro, mictório era milionário”. pentelho de nada vale. novas paixões, eu quero. um novo amor. querer o que me quer, ou tudo ou nada, nunca gostei desse meio-termo-vai-não-vai, mendicância sentimental, um tal de ficar esmolando amor. amor não se pede. ninguém nunca me pediu ‘me ame’, e nem por isso amei pouco nessa minha curta existência. foi então, mais ou menos nessa hora, que eu pensei nas vezes em que eu fui quem tinha e não queria.

e daí que vira e mexe eu brigo com os amigos, e fico brava, cheia de não me toques, “não julgue o livro pela capa”, eu digo, mas quem sou eu? eu sou uma menina de dezenove anos que parece que tem quinze e quase sempre infelizmente vive a vida como num romance e ainda julga vez por outra – não por mal, mas por impulso – o livro pela capa. é. uma bobona que fala da vida pessoal em fragmentos de 140 caracteres, se apaixona pelas pessoas erradas e adora viver sofrendo, por mais que odeie sofrer. eu me revelo muito a quem me merece muito pouco. então a culpa é minha, eu é que sou uma bocó. só não conte pra ninguém.

3 comentários em “segredinho”

  1. Putz grila.
    Eu sei que não é o caso, mas às vezes parece que você tem um RSS da minha cabeça… jesus amado!

    Qualquer dia precisamos compartilhar sentimentalidades, dona Lovemaltine. E conversas aleatórias também, afinal de contas, a gente só se vê no grito. 😛

    Beijo!

  2. Nessa eu estou a tempos minhas querida, entre uma capa e outra, tô cansado de procurar respostas em autores consagrados, entre belos romances, novelas de uma folha e tristes fins que duram todo uma historia, dos últimos que li me achei entre suas paginas, bidimencional, duas faces marrons , acabei por descobrir que sou por demais complicado, dupla personalidade, triste fim, o do livro, que outra escolha poderia ter feito, defenestrei o coitado, você faria o mesmo se descobrisse o quanto era doloroso.

    se quiser lê-lo: “O outro lado de mim” – Sidney Sheldon

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