Crying my heart out

São Paulo, 27 de Março de 2009.

O.

Não sei se me achará imoral ou descarada… Não sei. Sei que não deveria nem dizer nada disso – sei para mim, mas você sabe que não me dou mesmo muito valor.
É que hoje, ouvindo sobre amor, poética e lembranças, com o olhar fixo, sem querer, a um cartaz em que só havia uma palavra, eu lembrei (e foi com ternura, juro!) de você me olhando de cima. De nós dois juntos e de quanto prazer eu tive ao seu lado (é que estar ao seu lado, por si só, já era um imenso prazer pra mim). Lembrei – de novo – das tardes que eu passei contigo, especialmente aquela com “Os Sonhadores” ao fundo.

Acho que entendi sua vontade de rolar na cama dia desses. E me senti um monstro por ter lhe desprezado tanto por causa disso. Tive meus motivos, é claro, mas não sei se deveria ter sido tão intolerante. Agora, aqui estou eu, sentindo o mesmo. Sentindo saudades de olhar seus olhos, de baixo pra cima, trocando carinhos gostosos. Senti você tão presente, que, por instantes, tive certeza de que sua voz sussurrava ”te aperto” nos meus ouvidos. E esperei o beijo que sempre vem depois disso, mas ele não veio. Doeu um bocadinho. Foi a lembrança boa de quem sabe que acabou, mas não quer esquecer o que aconteceu.

Além de tudo isso, o que senti foi vontade de lhe contar. De compartilhar minhas lembranças – de agradecê-lo por fazer parte delas, das boas e das ruins. E pedir pra, por favor, não ser esquecida. Foi tudo muito bom pra simplesmente jogar fora. Bobagens de quem finalmente entendeu que certas coisas não voltam.

Acho que quando eu for velhinha ainda vou lembrar de você. Talvez, com esse mesmo carinho, eu diga a alguém: “um dia eu amei…”.
Talvez.

De qualquer forma, um beijo…
Só precisava lhe contar isso;

A.

Amiguinhos, pela sanidade mental de vocês, não fucem suas pastas de “mensagens enviadas”.

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