da série: músicas que nos cantam

Pode crer que a nossa história ainda faz muito sentido
Quero ficar contigo
Por isso que eu te liguei

Sei que estando tão distantes não nos damos abrigo
E isso é um perigo
Se quer suponha que eu não sei

Ainda sou o mesmo cara que fala de Amor
Sem ter vergonha, nem medo, mostrando quem sou
Ao revirar minha cabeça encontrei a canção
Que é tudo o que eu quero ouvir: “Me and You”
Mesmo eu estando aqui do outro lado

Pode ser que num reencontro já não seja mais isso
Nem há esse compromisso
Ainda assim quero te ver

Eu tenho andado distante de tudo e de todos
Meus dias vão correndo e você entrou em meu sonho
É quando o rádio me avisa onde é que eu estou
Com tudo que eu posso ouvir: “Me and You”
Mesmo eu estando aqui do outro lado.

Pode crer que a nossa história ainda faz muito sentido
Quero ficar contigo
Por isso que eu te liguei

mesmo eu estando do outro lado, cascadura

#youpix loading: O dia em que conheci a Stefhany

*mais um daqueles posts meus que geram ódio no coração dos leitores de meus mimimis. é, um post feliz. 😀

<em>Não é que eu sou feia, vejam bem: Ela é diva e ofuscou meu brilho. =P</em>” title=”Stefhany Absoluta no meio. @Pelogia e eu =D” width=”500″ height=”447″ class=”size-full wp-image-2962″ /><figcaption class=Não é que eu sou feia, vejam bem: Ela é diva e ofuscou meu brilho. =P

Na hora em que o Pelogia me contou que a Pix ia trazê-la pra São Paulo, não botei fé. Dei risada, falei “me avisa quando for” e segui a vida. Pois bem. A hora chegou e eu, boboca, fui pega de surpresa. É, fui sim. E tinha aula, pepinos a resolver… Mas né? Não hesitei (hesitei sim!) em estar lá, feliz e contente esperando pra vê-la. Ela apareceu (não no seu Crossfox, mas apareceu) linda, absoluta, totalmente timais. Gente, ela é Stefhany, ela é diva, é lição de vida – e ela não é bobinha como a maioria das pessoas pensa, não. Ponto!


Pra quem ainda não viu.

O ponto é que depois da coletiva com a Absoluta havia a tal da #maisafest. Pânico, oi? Eu sempre falo do pânico que esses eventos me dão: eu me sinto num twitter presencial, com um monte de arrobas indo e vindo ao meu redor – umas conhecidas, outras nem tanto, assim segue a vida. É bizarro, porque, diferente da timeline do twitter, não dá pra ignorar algumas presenças e também não tem como exaltar outras. Não foi diferente ontem. (Eu faria uma lista de quem encontrei, mas o medo de esquecer alguém me impede. Hahaha. Eu sou tímida, nunca se esqueçam disso). Descobri da pior maneira que algumas pessoas não são amigas quando estão em público. E ok, levei horas pra conseguir sair distribuindo sorrisos pra todo mundo que eu conhecia (não era pouca gente, ok? :P), mas, quando o fiz, foi tudo muito sincero. Sem drama, porque no fim da noite eu já tava tão em casa que gritei de longe “Eu também quero um abraço do Ian Black!” antes que ele fosse embora sem que nos falássemos pela milésima vez (exagero, eu sei, só foram 3 desencontros at all. haha). Faltou o Inagaki, né? Mas parece que ele tava doentinho.

Enfim, tô triste porque a vontade era de colocar tooooooooodos os nomes aqui, e descrever cada encontrozinho! Mimimi.
Obrigada a todos que animaram minha noite ontem. =D

(Prometo que não vai virar mania colocar foto minha aqui! É que essa é com a musa, né, gente?)

E STEFHANY É LIÇÃO DE VIDA. Continuarei entoando as letras dela feito um hino, todos os dias, pra levantar a auto estima. “Será que você pensa que vou chorar, me desesperar por um bobo e velho romance? Eu sou linda *tã nãnãnã-nã* Absoluta *tã nãnãnã-nã* Eu sou Stefhanyyy”. Tá, parei.

Eu prometi pra mim mesma que não ia surtar nunca mais, mas né, EPIC FAIL. Apelei pro amigo errado na hora de desabafar e acabei ficando pior ainda. TUDO PASSA, tou bem, tou viva, vamos para a próxima tentativa. Nada a perder, nada a perder, nada a perder… #mantra

Repensando

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Acordei várias vezes essa semana pensando no meu último romance (considerem romance meu último envolvimento emocional total). Tenho pensado muito nisso, aliás. Em como foi, como poderia ter sido. Em tudo. Pois bem, acordei com um peso na consciência de quem sabe que passou dos limites. Aquele “não deveria ter feito o que fiz”. Depois, estudos internos e raciocínios a mais, o pensamento se inverteu. “Deveria ter feito tudo o que tinha direito, logo”.

Eu lembro de uma Ariane feliz como nunca, e eu sinto saudades de namorar no carro, noite de chuva, debaixo da placa de “seja breve” do metrô Santa Cruz. Saudades do clima de Natal, de tudo o que senti, daqueles impulsos loucos que eu nunca tive com ninguém, das lembranças que cada cantinho da Paulista me proporciona de maneira única. 90% do que tivemos foi maravilhoso, os 10% restantes foram neuras minhas que acabaram por estragar tudo. Do tipo vastas minorias, sabe?

Eu sei, estava alterada emocionalmente pela vida, por alguns remédios, por nunca ter vivido nada parecido. Mas hoje, olhando pra trás, eu só desejei uma coisa: ter sabido administrar meus sentimentos. Ter aproveitado as propostas de uma nova chance enquanto ele ainda queria algo comigo. Ter sido menos neurótica. Não ter estragado tudo. Porque errar não é o problema maior. O problema maior é que nessas situações a gente não enxerga o nosso erro.

Hoje eu só queria uma nova chance e sei que não terei. Sei também que a vida é assim, e o que importa é que aprendi. Aprendi que tenho que deixar as coisas seguirem seu fluxo natural. Eu e minha mania de sonhar e criar expectativas estamos tirando umas férias. Estou muito mais racional agora – depois de sofrer um bocado, primeiro por causa das neuroses que me fizeram perdê-lo, depois por causa das burradas que seguiram o acontecido, eu tentando ocupar o vazio de um com outros que não tinham nada a ver com aquilo tudo.

Sinto desde que ele me deixou uma falta imensa do que fiz e do que não fiz. Eu me apaixonei, até, por dois ou três desses com que me envolvi depois. Mas foi aquela coisa de leve, aquela coisa assustada, aquele medo-de-errar-de-novo. Ainda bem. Ainda bem que eu não me entreguei – porque eu descobri não esqueci. Que ainda quero tardes ao lado dele seja no Ibirapuera, seja embaixo do edredom numa tarde fria, seja caminhando na Fnac sem saber o que fazer.

Eu não ligo mais pro que eu ligava antes. Não vou mais dramatizar como fiz da primeira vez. Eu quero que seja do jeito que for. E se não tiver que ser, eu não me importo de estar sozinha. Eu soube lidar com a solidão durante 18 anos – me perdi nos últimos meses, mas voltei a entender que sou melhor só agora. Porque se for pra amar, enlouquecer, sofrer e curtir, que seja com quem vale a pena. E só vale a pena se for verdadeiro…

A propósito… Dia dos Namorados? O que é isso?

Blah.

Fazia tempo não levantava desesperada para comer alguma coisa, enfiar algo dentro da boca de modo a não poder falar ou exprimir nada. Mas aconteceu de novo. E não aguentou muito tempo: Mal chegou na mesa da cozinha, já estava chorando. Tentou comer algo, fingir que estava tudo bem. Engasgou. Ideia estúpida, ocupar a boca numa crise de choro. Especialmente agora, de nariz entupido pela mudança brusca do tempo. Tem amigos, mas eles vão achar que é drama. Tem família, uma família maravilhosa, mas não acha que seria agradável dizer qualquer coisa sobre o que sente agora. Porque, no máximo, irá ouvir um “Eu avisei”, ou sabe-Deus-mais-o-quê. Só sabe que não vai ser bom. E se desespera, e chora, chora de novo.

Dizem que a pior coisa do mundo é não estar bem consigo mesmo. Ela geralmente não está, mas para o físico sempre se dá um jeito. O problema agora é que ela sofre por dentro também. Sente que está tudo errado, mas não sabe o caminho certo. E aí vai ter de continuar tentando, mais dois anos e meio, pra ainda assim correr o risco de ter sido tudo em vão.

Sabe o “não nasci pra isso”? Eleve ao quadrado. O dilema? “Nasci pra quê, então?”.

Pois é…

Reencontros

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Uma noite maravilhosa ao lado de pessoas maravilhosas. Pra mostrar como as aparências enganam: já o conhecia há muito mais tempo que todos os outros ali, e nunca me senti tão próxima dele quanto ontem. Nunca pensei que pudesse ser tão doce ou tão engraçado. Tão sensível. Podia ser o álcool, não sei. Mas por algum motivo, senti pela primeira vez em quase três anos que nos conhecíamos de verdade. Pelo menos a casquinha. E, acreditem, até mesmo a casquinha dele é difícil de decifrar. Era uma vitória.

Já estava no metrô, maravilhada com a alegria que me é atípica, quando meus olhos se encontraram com ela. Odeio encontros no metrô. Mas dessa vez eu me senti bem. Era ela! Uma das melhores amigas do colégio! Como pode? O que faria ali? Esperei os olhos cruzarem – eu sempre evito olhar nos olhos de alguém quando vejo no metrô, por acaso. É uma maneira de me esconder. Se meus olhos não cruzaram com os teus, eu não te vi. Ninguém prova o contrário. Nem adianta brigar comigo, é involuntário. Talvez o medo de não ser reconhecida. Talvez o medo de não ser aceita. Não sei. Mas era ela, e, por ser especial, eu esperei os olhos cruzarem. Afinal, ela conhecia tudo de mim, não corria risco nenhum. Sorri.

A dor mais esquisita que eu já senti: olhar dentro dos olhos de alguém, dizer com gestos “Que saudades!” e ter como resposta apenas um desvio de desprezo. Fosse um conhecido qualquer, eu poderia dizer que não me reconheceu. Mas ela era minha melhor amiga. Não nos víamos há, no máximo, três anos – e nada mudamos nesse meio tempo. Mas ela desviou o olhar de dentro do meu! Várias vezes! Nunca antes eu me senti segura para sorrir pra alguém na rua. E nunca havia me sentido tão desconhecida como naquele momento.

O tempo nos traz irmãos. Mas também nos toma alguns, se não soubermos tomar conta. Eu não sei tomar conta.

Depois do surto inicial, acalmei. Ela tinha razão. Quantas vezes a procurei depois que terminei o colégio? Eu não fui sua amiga. Agi como uma desconhecida, mesmo que sem querer. Mereci ser tratada como tal. E aí eu fico pensando… Eu não quero me tornar uma desconhecida pra mais ninguém. Eu quero cuidar bem das amizades que eu conquistar. Eu sei que nada é pra sempre, mas acredito que tudo pode durar bem mais quando mostramos nos preocupar.

É que nos últimos dias eu sinto que tenho agido da maneira errada tantas vezes, que logo sou só eu de novo. E de novo. Por mais que eu goste de ficar sozinha, é horrível olhar para os lados e não ter ninguém para quem eu possa sorrir e dizer algo só com o olhar.

Dilema do dia

Sabe quando você relê um texto até saber trechos dele de cor e ainda assim não chega a conclusão alguma? Estou passando por isso desde sexta. O deadline é amanhã e a única ideia que tenho a respeito do seminário é a de que Romeu Correia é um chato e eu não ligo a mínima pra história de Bocage. Tá, exagerei, mas poxa…

Sabe quantas vezes eu já desejei ter uma alternativa além das que me apresentaram pra esse trabalho?

Várias vezes.
Várias vezes.

Agora deixa eu voltar pro trabalho que aqui não tem alternativa F e se não estiver pronto até à noite, o babado é certo.

Olha Junho aí, gente!

Sabe aqueles 7 ou 8 trabalhos que eu tenho pra fazer? Então, eu tenho 15 dias pra terminar. Seria lindo se fossem simples, não são. Tenho perfil de artista pra escrever, uma reportagem literária, monografia sobre fonologia, seminário pra apresentar, pesquisa sobre o futuro da música na era digital pra alavancar, blablabla, isso não é uma agenda. Como é segunda-feira, primeiro dia do mês e tal, eu não vou desanimar (não que esteja muuito animada, mas enfim!). Já que voltei pra vibe Poléxia – eu tinha saído dela há, sei lá, 4, 5 meses? – vamos hoje de Hedonismo de Um Domador. É. “Um leão por dia meu amigo, tudo bem… Se não me engano vou ficar, mas se me engano vou seguir”. Bora andar com o fluxo, garotada. Já surtei o que tinha que surtar, agora é hora de fazer as coisas acontecerem…

(Dá uma dorzinha ver as pessoas falando da gente, né? Mas eu preciso aprender que faz parte da vida.)