Na cozinha

– Isso é carência. Liga pro Gordinho, filha. Vocês são novos, desimpedidos… Saem e ponto, você fica feliz.

Foi a primeira vez que senti necessidade de mentir pra ela. E o fiz.

– Cansei de Gordinho, mãe. Cansei daquela carinha fofinha e mimimi, era só diversão. Queria só o Omar agora. Que saudade do Om…

Ela nem me deixou terminar de falar. Começou com sermão, transformou em piada séria (?), chamou a Tainá pro papo e, no fim, já nem lembrávamos do assunto inicial.

(Primeiro: eu sabia que ela ia surtar tanto por eu falar a palavra “Omar” dentro de casa que ia até esquecer o assunto “Gordinho”. Segundo: eu realmente queria acreditar que não estava apaixonada. Terceiro: Fim de semana baixo astral, hein?)

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