Caros leitores,

Não queria ter abandonado a escrita como abandonei há algum tempo. O blog estava indo tão bem, eu conseguia produzir, eu conseguia explicar o que eu sentia, eu conseguia fazer outras pessoas sentirem e se identificarem também… De repente, páginas em branco. De repente eu fico desesperada por tudo. Acho que o mais complicado nos últimos dias têm sido esses conflitos internos. Essa vontade louca de largar tudo, deitar na cama e não levantar nunca mais. Os problemas aumentando em progressão geométrica, as soluções em progressão aritmética. Trabalhos, sonhos, obrigações, projetos, tudo deixado meio que de lado ao mesmo tempo em que tudo é prioridade. Pra ajudar, minha cabeça não anda me permitindo assumir que o coração já se perdeu na história e agora toda e qualquer coisa é movida única e exclusivamente pelo amor. Difícil ter coragem de assumir que é amor quando tudo aponta para o fracasso. Se ele soubesse, se alguém soubesse o que se passa aqui dentro… Mas não vou me desesperar. Vou fazer as coisas devagar. Uma por vez, melhor assim. Os problemas vão diminuindo, eu tenho fé. Essa cruz quem escolheu carregar fui eu. E vou continuar tentando, por mais que eu sinta que vá falhar. Tentando, tentando. O amor já está aqui, não é só dizer “vá embora, grata”. Eu vou tentar. Tentar fazer as coisas sem cobrar, sem pressionar, sem nada. Eu vou tentar só amar, por mais que seja difícil. Por mais que eu saiba que nessas horas eu sempre crie esse sentimento de posse. Essas expectativas frustrantes. E esse medo de demonstrar que acredito. Sabe, porque eu acredito. Mas prefiro fingir que não. Loucura, eu sei. Mas qualquer um que leia isso aqui sabe que nunca fui mesmo muito normal. Enfim, preciso de ajuda – e só eu mesma posso me ajudar. Então borá lá correr e botar a vida pra andar.
Acho que hoje o grifatexto vai ter bastante quotes. Tou sentindo vontade de ir lá postar.
Aquele beijo,

Ariane.

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