Na madrugada

Sabíamos estar condenados; os inimigos, os outros, o resto da população do mundo nos esperava para lançar seus olhares, dizer suas coisas feias, ferir com sua maldade ou sua tristeza o nosso mundo, nosso pequeno mundo que ainda podíamos defender um dia ou dois, nosso mundo trêmulo de felicidade, sonâmbulo, irreal, fechado, e tão louco e tão bobo e tão bom como nunca mais, nunca mais haverá.

Rubem Braga, Os amantes

imagem via luvluvluv.

Três coisinhas!

Primeiro: O Vitroleiros tá com uma promoção pra quem curte Jonas Brothers. Custa nada participar, é só comentar lá! =D

Segundo: Tive um acesso de nostalgia e o meu álbum “Ego” do flickr tá cheio de “meu passado me condena”. Condena nada, no fim, SOU EU.

Terceiro: Já é domingo e eu ainda não fiz nada! Surto agora ou depois por essa gripe ter me derrubado TANTO?!

Beijos, volto mais tarde. =D

Na cozinha

– Isso é carência. Liga pro Gordinho, filha. Vocês são novos, desimpedidos… Saem e ponto, você fica feliz.

Foi a primeira vez que senti necessidade de mentir pra ela. E o fiz.

– Cansei de Gordinho, mãe. Cansei daquela carinha fofinha e mimimi, era só diversão. Queria só o Omar agora. Que saudade do Om…

Ela nem me deixou terminar de falar. Começou com sermão, transformou em piada séria (?), chamou a Tainá pro papo e, no fim, já nem lembrávamos do assunto inicial.

(Primeiro: eu sabia que ela ia surtar tanto por eu falar a palavra “Omar” dentro de casa que ia até esquecer o assunto “Gordinho”. Segundo: eu realmente queria acreditar que não estava apaixonada. Terceiro: Fim de semana baixo astral, hein?)

Para quem gosta de ler…

O que tem me alimentado nesses dias difíceis ( difíceis = “saúde: fail, sentimentos: fail, profissional: fail”). Vai que alimenta alguém aí também… (Vou atualizando conforme acho os posts. =*)

Vale a pena.

Um recado às assessorias, do Crônico
Gabriel Louback

When we were kids…, do My Modern Metropolis
Eugene

Jornalistas são os profissionais que mais consomem álcool, do Webmanario
Alec Duarte

Eu só queria ser simples de coração, do a funky experience
Pedro Jansen

Blue, do {Eu}Aforismos
Leonardo Atorama

Falling in love, do Unicorlogy

Erro de posicionamento, do Manual do Cafajeste.

Desencanto, de O Caderno de Saramago.
José Saramago

LOVE, HATE AND EVERYTHING BETWEEN, do Mais magenta, menos ciano.
Danielle Cruz

O chute de trivela em três lições, do Crônicas e outras milongas.
Antonio Prata

Só de passagem

via-unicorlogy

Não há nada mais difícil pra mim do que ter muito a dizer e não conseguir dizer nada. Com o resto – solidão, falação, incompreensão, traição, ãos da vida – eu já me acostumei. Agora, bloqueio? Não conseguir desabafar? Ser incapaz de explicar?

É, não há nada pior pra mim.

É a verdadeira solidão: Não ter nem as palavras ao meu lado.

Exílio

O mesmo céu
A mesma cor
Quanto tempo passou?

Não há mais o que provar
Recomeçar em outro lugar

Irrelevância pode existir
Em lamentar agora o que não fez

Se arrepender por cometer os mesmos erros outra vez
Sem algo em que acreditar
Não posso mais ficar aqui

Quem vai poder reconhecer
Certezas que viraram pó
Abandonar o que conquistou
Escolhas que não tem retorno

Inventar outra verdade
E buscar o que nunca imaginou

Se arrepender por cometer os mesmos erros outra vez
Sem algo em que acreditar
Não posso mais ficar aqui

Não posso mais

E o que ficou pra trás
Não deve te prender
Impossível alcançar
Pois não existe mais


O que você ganhou?
O que você perdeu?
São mais do que lições


Não somos mais os mesmos
Nem antes, nem depois
Caminhos quase sempre incertos
Imprevisível é viver

E olha que eu nem gosto de Dead Fish.
Letrinha do capeta.

Divagações

O problema quando a gente atribui valor demais a alguém é que, quando sai da nossa vida, a tendência é doer bastante. E por muito tempo. É. Tem coisa que eu lembro com saudade, tem coisa que eu vejo que foi piti meu, e tem coisa que ainda dói um bocado. Mas, na maior parte do tempo, eu sinto vontade de voltar no tempo e fazer tudo de novo. Sem ligar pra todas as implicações ruins.
Se bem que… É por isso que dizem que “figurinha repetida não completa álbum”. Você volta, repete os erros. Mas não aprende nada novo. É a mesma lição, todos os dias. Não, não é pra ser assim, é preciso olhar pra frente. Uma coisa é fato: Uma mesma personagem pode ilustrar duas figurinhas, sem que elas sejam necessariamente repetidas. É por isso que tantas vezes alimentamos esperanças. MAs como saber quando não vai se repetir? Não sabemos. É o risco. Eterno risco.
O que eu percebi é que chega um momento em que conseguimos dizer “não”. Em que percebemos que já não vale mais a pena arriscar. Mas e daí, como faz pra dizer “chega pra lá!” pra vontade?

Meus romances em quotes

ps: números diferentes para pessoas diferentes.

#1

“Você é até bonita, mas é gorda.”

(depois de se declarar e conseguir ficar comigo, dizendo ter medo de sentir vergonha caso algum amigo zoasse ele… Porque, né?
R: Loser.
Setembro de 2008

#2

“Tenho um fantasma no meu armário e não quero te machucar.”

R: Ok, eu sei bem como é isso. Passei oito anos sem conseguir ficar com ninguém porque só pensava numa pessoa.
Outubro de 2008

#3

“Não posso te prometer nada agora.”

R: Se não quer e não pode, não terá.
Novembro de 2008 à Março de 2009.

#4

“Não sei ser monógamo, eu quero é curtir.”

R: BORA CURTIR! :9
Abril de 2009.

#5

“Eu não entendo você.”

R: Não fui feita para ser compreendida.
Abril de 2009.

#6

“Sou muito enrolado e tenho medo de estragar tudo de novo.”

[processo em andamento]
Maio de 2009 ~

Daí eu nem preciso dizer o PORQUÊ de eu ser tão retardada quando se fala em relacionamento.

Caros leitores,

Não queria ter abandonado a escrita como abandonei há algum tempo. O blog estava indo tão bem, eu conseguia produzir, eu conseguia explicar o que eu sentia, eu conseguia fazer outras pessoas sentirem e se identificarem também… De repente, páginas em branco. De repente eu fico desesperada por tudo. Acho que o mais complicado nos últimos dias têm sido esses conflitos internos. Essa vontade louca de largar tudo, deitar na cama e não levantar nunca mais. Os problemas aumentando em progressão geométrica, as soluções em progressão aritmética. Trabalhos, sonhos, obrigações, projetos, tudo deixado meio que de lado ao mesmo tempo em que tudo é prioridade. Pra ajudar, minha cabeça não anda me permitindo assumir que o coração já se perdeu na história e agora toda e qualquer coisa é movida única e exclusivamente pelo amor. Difícil ter coragem de assumir que é amor quando tudo aponta para o fracasso. Se ele soubesse, se alguém soubesse o que se passa aqui dentro… Mas não vou me desesperar. Vou fazer as coisas devagar. Uma por vez, melhor assim. Os problemas vão diminuindo, eu tenho fé. Essa cruz quem escolheu carregar fui eu. E vou continuar tentando, por mais que eu sinta que vá falhar. Tentando, tentando. O amor já está aqui, não é só dizer “vá embora, grata”. Eu vou tentar. Tentar fazer as coisas sem cobrar, sem pressionar, sem nada. Eu vou tentar só amar, por mais que seja difícil. Por mais que eu saiba que nessas horas eu sempre crie esse sentimento de posse. Essas expectativas frustrantes. E esse medo de demonstrar que acredito. Sabe, porque eu acredito. Mas prefiro fingir que não. Loucura, eu sei. Mas qualquer um que leia isso aqui sabe que nunca fui mesmo muito normal. Enfim, preciso de ajuda – e só eu mesma posso me ajudar. Então borá lá correr e botar a vida pra andar.
Acho que hoje o grifatexto vai ter bastante quotes. Tou sentindo vontade de ir lá postar.
Aquele beijo,

Ariane.