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“Ariane, ilusão é pra principiantes, hahaha”.

Eu sei. 🙁

pra sorrir

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alguém que te enche de carinho. que te enxerga como você é e não se importa com isso. que te vê gordinha e te ama mesmo assim. padrões ridículos de beleza não o limitam, padrões estúpidos de estilo não o influenciam. ele te quer como você é, e é, exatamente por isso, como você quer.

(não sei se isso existe, mas é o que sempre sonhei pra mim.)

Tempos e sentidos

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Ok. Há um certo ponto da vida em que a gente já não cre mais em contos de fadas. Não espera de todos o comportamento de príncipe encantado e também não consegue cair de amores de primeira nem pelo vilão e nem pelo mocinho. Talvez seja fase, mas não tem nada pior do que estar morrendo de carência ao mesmo tempo em que se tem certeza de que o melhor a fazer é continuar só. E o tempo passa enquanto cultivo essa dor.

Eu desconfio de cada palavra que ouço e vou me machucando sozinha, querendo acreditar e não conseguindo. Selecionando, selecionando, selecionando… E escolhendo o errado, sempre. Sem perceber. Influenciada por algumas feridas antigas, alheias ou pessoais. Sem querer. E o tempo passa… Amanhã eu estarei um dia mais velha. Mais um dia sozinha na vida. Tenho quase 20 anos e nunca namorei. Nunca vivi nada que fosse verdadeiro de ambos os lados. Eu sempre me entreguei pro vazio, me joguei (esperando que alguém de braços abertos fosse me segurar) e caí de cara no chão. Estou em crise.

Snto que coisas verdadeiras tendem a não acontecer comigo. Às vezes parece que é tudo um filme… Tanta coisa exatamente igual aos romances e mimimi, como se a vida não fosse sentimento, fosse um roteiro a ser seguido. Como se as pessoas fossem passando por mim como têm de passar, num eterno teste de elenco. Mas a cena nunca está boa, nunca está completa, e fica se repetindo, às vezes com os mesmos erros, às vezes com erros diferentes.

Só que a vida acaba antes do final feliz. É um eterno ensaio, um começo sem fim. Porque a morte não é o fim do filme, só obriga uma pausa nele. Quem foi embora foi, e quem ficou é obrigado a recomeçar. De novo, e de novo, e de novo… Quantas vezes for necessário.

Eu tenho a sensação de que só eu sinto. Se você porventura também, responde uma coisa: você se sente privilegiado?

Porque eu, ultimamente, tenho contestado a ideia de que sentir é um privilégio… Contestado não. Tenho tentado descobrir até que ponto isso é verdade, até que ponto eu não era mais feliz quando era fria e fechada… (Ou não, gente, ou não. Às vezes é tudo bobeira minha.)

baseado num desabafo via gtalk.
foto via vi.sualize.us

Eu já sabia

Ronaldo Fenômeno, gordinho sexy
Ronaldo Fenômeno, gordinho sexy

Não, eu não sou corintiana. Mas depois que o timão desbancou o São Paulo (meu tricolor!), semana passada, o único resultado que me interessa é o que coloque um sorriso no rosto de Tainá. Não sou tão ligada em futebol quanto minha irmã (essa sim é corintiana, roxa-roxíssima, doentia como qualquer corintiano que se preze), não acho sadia a forma como ela torce e tenho medo de perdê-la pra um infarto em qualquer jogo desses (não estou exagerando). Enfim, gosto de vê-la feliz e por isso tomei a deicisão mais acertada que pude: desde o último sábado à noite e até domingo que vem, depois do jogo, eu sou santista.

E é óbvio, meus amigos, pelo menos até agora, que a tática funcionou.

(Todo o respeito aos santistas de verdade, nada contra. Mas quero ver meu neném sorrindo. aliás, já viram o sorriso dessa garota? Fenomenal. :D)

Fotografia: Caroline Bittencourt

Cantorias

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Ensaio: OK. Planos pra sair: FAIL. Cabelo: Susan Boyle antes da fama. Vou meter a tesoura pra ver se melhora, mas tá difícil…

Domingos me deprimem. SEMPRE!

E em homenagem à Tainá, tenho torcido pro Santos agora na final.
Tá dando certo. Agradeçam-me, corintianos!

E agora, José?

Estava lá no Stumble (eu sei, eu sei, de novo!) essa manhã e trombei com “José” no Old Poetry. Engraçado, nunca tinha imaginado a poesia em inglês. Quer dizer, fala exatamente a mesma coisa. Mas um “What now, Jose?” não impressiona tanto quanto o nosso “E agora, José?”, conhecido pela maioria das pessoas até bem antes de conhecerem o poema. Bom, vou deixar a tradução aqui e vocês vêem se concordam comigo ou não. Juro que não é só um acesso de orgulho tupiniquim. Faz sentido. 😛

What now, José?
The party’s over,
the lights are off,
the crowd’s gone,
the night’s gone cold,
what now, José?
what now, you?
you without a name,
who mocks the others,
you who write poetry
who love, protest?
what now, José?

You have no wife,
you have no speech
you have no affection,
you can’t drink,
you can’t smoke,
you can’t even spit,
the night’s gone cold,
the day didn’t come,
the tram didn’t come,
laughter didn’t come
utopia didn’t come
and everything ended
and everything fled
and everything rotted
what now, José?

what now, José?
Your sweet words,
your instance of fever,
your feasting and fasting,
your library,
your gold mine,
your glass suit,
your incoherence,
your hate—what now?

Key in hand
you want to open the door,
but no door exists;
you want to die in the sea,
but the sea has dried;
you want to go to Minas
but Minas is no longer there.
José, what now?

If you screamed,
if you moaned,
if you played
a Viennese waltz,
if you slept,
if you tired,
if you died…
But you don’t die,
you’re stubborn, José!

Alone in the dark
like a wild animal,
without tradition,
without a naked wall
to lean against,
without a black horse
that flees galloping,
you march, José!
José, where to?