Paixão Lámen

Instantânea. A chamada paixão de metrô.

Aquela que começa num olhar cruzado e termina na estação de quem desembarcar primeiro.
 

(Geralmente a gente não encontra essa pessoa nunca mais. Ver uma foto dela no álbum de um amigo é tipo MUITO pra qualquer cabeça. Pode ser um sinal, pode ser uma coincidência, e pode ser mais uma das paranóias da minha vida-novela.)

Tô na chuva, meu bem. Quero mais é me molhar, mesmo. Cansei de ficar esperando na calçada, contando com a lona de alguma loja, desprevenida. Não foi no metrô,  óbvio. Só usei da metáfora. Foi na Campus Party. E não foram nem segundos. Foi só um olhar cruzado, logo no início do dia.

(Ok. Quase na hora de ir embora, houve abordagem, confesso. Ele tentou – e eu não acreditei! – mas eu não pude conversar naquela hora. “Oi, está acampada aqui?” “Oi? Não… E você?” “Não, tô a trabalho… Quero te conhecer, posso?” “Agora?” “Agora!” “Jantar… Inadiável. Mais tarde, pode ser?” “Promete?” “Prometo!”. Na verdade, eu fiquei tão sem reação que, ao dizer que conversaria mais tarde, não me toquei de que aquilo mais parecia desculpa de quem quer dizer “não” do que qualquer outra coisa. Não nos encontramos mais depois disso. É claro que foram três dias em que meus olhos involuntariamente passearam o Centro de Exposições várias vezes procurando cruzar com os dele de novo. Nada.) 

Pausa de quinze dias. Nem lembrava mais de nada. Daí ele aparece numa foto aleatória, num álbum qualquer do Flickr e eu fico tipo “WTF???”. Em cinco minutos eu já achei blog, twitter, videolog, msn, skype, portfólio, se pá eu já tenho até o resultado dos últimos exames que o cara fez. (Exageraaaada!) Mas não vou arriscar nada, eu sou devagar.

Foi instantâneo – é paixão miojo, sabe? Só é gostoso na hora – esfriou, perdeu o sabor.

E gente, eu tenho paixões de metrô, calçada e elevador todos os dias. Eu vivo disso, das palpitações e do desesperozinho.
Às vezes de um pseudo contato cinematográfico, às vezes de ser invisível também.

 

Eu vivo de me apaixonar, o tempo todo. É por isso que eu sofro tanto quando me apego a alguém. Quando eu me apego, minhas paixões se tornam menos freqüentes. Eu foco naquele de quem gosto. E eu preciso de reciprocidade, senão não dá. Da última vez, não deu. Fim.

 

Rafael me fez lembrar o significado das palavras início e fim. Daí eu finalmente aceitei o fim e pronto.
Não posso ficar mimimizando as coisas pra sempre.

 

(E eu não postei sobre o cara na época da #cparty com medo dele achar meu blog. Mas agora eu vou tacar um foda-se, que eu nunca tive muito controle mesmo sobre o que eu posto aqui, tanto quanto não tenho sobre quem lê. ;D)

2 comentários em “Paixão Lámen”

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