Blindness

Mergulhei demais dessa vez. Nunca tinha lido esse livro dessa maneira. Nunca tinha me visto como personagem dele. Sempre tinha a sensação de estar assistindo a tudo, como se fosse mais uma “privilegiada” a quem o mal não alcançaria. Dessa vez não. Dessa vez, cada nova linha aumenta o medo de piscar. O medo de fechar os olhos. De não ver nada ao abrir. Do mar de leite.

Eu nunca tinha lido isso assim. Nunca. Vai ver foi o álcool, quem sabe. Não importa, nada mais me importa. E sério, agora eu gosto do livro ainda mais. Fascinante.

Ainda não vi o filme, não tive tempo nem muito estímulo no ano passado. Não gosto de ver filmes dos meus livros favoritos, sempre acabo achando uma droga.

Mas essa última leitura, de ontem pra hoje… Essa última me deixou com uma vontade louca de saber como encenaram Saramago. Sempre achei impossível. Acho mais difícil ainda agora, que me senti parte da trama. Bora lá, quem sabe eu me aventure qualquer dia desses…

Costumes da ”blogosfera”

Eis que, depois de alguns meses sem nem olhar o Analytics (sim, meses!) eu parei para fazê-lo hoje.  A pedidos, eis os blogs que mais me mandaram visitas nos últimos 15 dias:

anderssauro.com
crediario.blogspot.com
farofeiros.com.br
desiluminancia.wordpress.com
apulga.wordpress.com
vitroleiros.org
baixacombustao.com
filipekiss.com.br
justplay.info
10° rfranco.org
11° donttouchmymoleskine.wordpress.com
12° ftriff.blogspot.com
13° ledesordre.wordpress.com
14° leonardoatorama.wordpress.com
15° sakuraincubus.com

embaixo do edredom

Ainda estou no mesmo clima do início do feriado, perdida entre cochilos e leituras, entre uma bobagem e outra que toma conta da minha cabeça. Tenho um pouco de medo das obrigações que vêm chegando, tenho ideias que ainda nem pude executar. Daí eu desejo estar de férias novamente – não me culpem, não me achem preguiçosa: eu passei minhas férias morta, desligada, chorando e pensando em coisas que só me fizeram mal. Eu passei as férias sofrendo, acho que é naturar precisar descansar agora. Meus olhos pesam, meus livros me chamam, meus bloquinhos de anotações já não estão mais empoeirados e sem conteúdo. Não sei se construí um novo mundo ou se só reconstruí o que achei que estivesse perdido; só sei que preciso de férias, de um tempo pra mim. Já dei tempo da minha vida demais aos outros. Agora tudo parece estar voltando ao seu lugar. (Mesmo que eu não faça ideia de que lugar é esse.)

Lingerie

Pros meus queridos amigos que dizem que cor da pele, bege e derivados são cores broxantes… Insisto: Nem sempre.

Carta do dia

“O 8 de Copas surge como posição de aconselhamento neste momento de sua vida, Ariane. A mensagem deste arcano é muito clara: identifique as coisas, pessoas, hábitos ou situações que não lhe servem mais e gentilmente se despeça de tudo isso.”

Fica a dica: Bye, bye pra você. Demorô.

O retorno

edit1b

Nos últimos dias, enquanto lia, tinha ímpetos de correr para o computador – não sabia bem o porquê. Depois de abrir email, reader, orkut e todas aquelas parafernálias online a que estou acostumada, sentia uma imensa insatisfação – também inexplicável. Desligava tudo e voltava, fiel, à leitura que inspirara o acesso.

A verdade é que o amor, quando amor, não passa mesmo de um conjunto de clichês. Por isso, ao ler romances, contos, crônicas, poesias, frases que remetam a esse assunto – estando apaixonada – acabava rolando uma identificação absurda. Aí corria para o mundo paralelo. E puf! “Ele” não estava mais lá. Nunca mais estaria, fui eu mesma quem o expulsou, ora vejam.

Foi a lição mais dura que tive nos últimos tempos: O amor só é bom quando é a dois. Ou não, que não falo aqui por todos os amores e amantes que existem (será que alguém tem noção de quantos são?), apenas por mim e pela minha maneira de sentir. Na minha situação, o amor só seria bom se fosse correspondido. Não era. Não era posse também – que isso o amor nunca é, quem disser que sim está confundindo.

Então, lá vou eu, de volta aos romances, às lágrimas. Soube, finalmente, que deveria curar o sofrimento. Que não era saudável. Que poderia ser evitado. Eu lembrei, depois de tanto tempo, o quanto isso é normal. Voltei às minhas companhias habituais. Papel, caneta, poucos e bons amigos de verdade. Música, literatura, poesia, fotografia… Com muito esforço, uma gotícula de amor próprio. Que sem isso é impossível conseguir.

E já não me sinto vítima de uma obssessão. Não. Agora meus sonhos mudaram, agora até dormindo eu consigo dizer não ao que antes não podia resistir. Sim, porque antes eu tomava o veneno sabendo do seu efeito nocivo – apenas porque o amor exigia de mim um segundo de êxtase mesmo que esse segundo viesse aliado a anos de agonia.

Curada não estou. Mas o processo de resguardo que precede minha cura agora é bem menos doloroso.

A velha Ariane voltou.
(A Ariane pré-babaca, pros que ainda não entenderam.)

Flertando na web

Arranjou um namorado na internet?  Quer saber qual o nível da sua paquera online? Sabe se já está na hora de investir em algo mais sério com aquela delícia do orkut? Será que seus papos quentes na webcam vão virar reais? Vai dar namoro? A temperatura da relação… Tá normal? Quase fervendo? hora do tal encontro? Como? Onde?
Se liga nesse guia do flerte na web 2.0:

Se der certo, me conta. HAHAHA.