Valores

Há algumas coisas que a gente vive e que são tão boas, tão boas, que, ao mesmo tempo em que a vontade é de contar pra todo mundo, é de guardar tudo pra nós, só pra nós, como se o fato de outras pessoas saberem de um momento tirasse da gente a posse dele ou o tornasse menos sublime.

 

Passei por alguns dos momentos mais lindos da minha vida essa semana. Nem eu acredito nisso, tanto quanto não sei dizer o porquê de achá-los tão especiais – já que não aconteceu nada que não tivesse acontecido muitas outras vezes. A questão é: tudo depende da maneira como vivemos. Da intensidade que damos a alguma coisa. Do valor e da importância que reservamos a ela. 

 

Hoje eu só quero pensar nisso, quietinha. Quero rever valores. Novos e antigos. Quero pensar nas coisas boas. Nas ruins. Revivê-las mentalmente. Rir. Chorar. Sentir dor, se for preciso, mas sentir de novo prazer. 

 

Quero acordar amanhã sabendo que valeu a pena viver. Que não estou fazendo tudo errado, ao contrário do que minha cabeça me tem feito acreditar. 

 

 

E quero tirar de mim a idéia de que tudo não passou de um “Até Logo” ou de um “Volte Sempre”, porque, por mais que doa acreditar, cada dia eu tenho mais certeza de que não vale a pena me diminuir por amor. O amor continua, não importa a circunstância. Mas aqui estou eu: sozinha, sem o amor próprio e sem o amor de ninguém. E aí, mesmo sem carinha triste ou a justificativa de que tenho muitos problemas a resolver e não posso prometer nada a ninguém agora, sou eu quem acabo parecendo a vilã da história.

 

Lembrando que, mais uma vez, a história pode existir apenas na minha cabeça.

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