Conclusão pós-festa:

PVC – o retorno.

Cena XX - O casamento
Cena XX - O casamento

É. Maquiagem borrada, amigos longe, pés e pernas intocáveis, nariz entupido, voz indo embora um dia antes do ensaio… É a Porra da Velhice Chegando pra acabar com a alegria da garotada. Nem na sexta passada eu fiquei tão acabada quanto hoje! Mas I WILL SURVIVE. Eu tenho os melhores amigos DO MUNDO!!!!

ps: Sim, estou vivendo meus 12 anos com atraso. Agora é certeza.

ps2: logo menos mostro mais fotos, deixa só o Fran vir em casa me passar!

Meus 12 anos

Amanhã tem a festa da Tainá. Fotografar adolescentes que ficam me passando as cantadas mais miadas do mundo. Aos 12 anos, eles acham que podem dar em cima de você. Eles acham que podem dar em cima de todo mundo. É simples. Precisam de mais. Sempre mais. Estão se descobrindo. Precisam de números. E o mais engraçado é que, na maioria das vezes, seus números são imaginários.

Engraçado. Não sei se por ter me apaixonado aos 11 anos e ter carregado essa paixão até metade dos 18, eu nunca fui assim. Quer dizer, nunca me preocupei com números. Eu tinha medo deles. Dos números e dos garotos. E aí as minhas amigas contavam todas as suas experiências (inclusive as – pelo menos pra mim – mais constrangedoras) e eu ficava lá, com meu jeito tímido/blasé, dizendo que só beijaria se fosse ele, e outros mimimis românticos que pretendo não reproduzir aqui. Não que eu não seja mais romântica, só não sou mais inocente como quando era adolescente.

Fui dar meu primeiro beijo aos 15 anos, de susto, cheia de idéias mirabolantes sobre uma relação. O beijo não foi com quem eu me queria, a relação só existia na minha cabeça. Vá lá… Águas passaram, anos passaram sem que eu sequer pensasse em beijar novamente. Eu descobri que beijar só quando se está loucamente apaixonada não existe. Às vezes é dar uma chance a alguém que vai criar essa paixão. As coisas mudam e hoje em dia eu dou risada de como estou diferente. No tempo certo, as vontades, prioridades e certezas mudam. A gente aprende a lidar com a timidez. De certa forma, isso me deixa feliz.

A minha mãe diz que estou vivendo meus 12 anos agora, aos dezoito. Só agora comecei a me permitir mais.

É, talvez ela tenha razão. Talvez sejam meus novos 12 anos. Com um pouquinho de maturidade a mais.

Garota de Aluguel

 

Ela me chama quando quer eu penso se vou lá
Me envolve num ardil qualquer querendo me enganar
Essa situação não quer chegar a um final
Eu sou garoto de aluguel mas não vão me comprar
Eu vou te dar o teu prazer
Mas com amor é mais caro
Com amor é mais caro
O meu amor é o mais caro
Me diz quanto você pode pagar

(poléxia, aos garotos de aluguel)

 

Daí que às vezes me sinto uma garota de aluguel. E, sinceramente, não sei se há algum tipo de moeda com que se pague meu amor. Aliás, estive lembrando… Houve uma única proposta que me interessou, quando, numa dessas minhas tardes de drama, questionei o mundo, com toda a licença do Poléxia, sobre quanto pagariam por ele. 

Eis que o vencedor foi…

Mas ainda tenho minhas dúvidas sobre meu preço. É, porque na verdade, se parar pra pensar, pra ele eu daria meu amor até sem nada em troca. Quer saber? O amor é assim: quando ele é de verdade, ele não exige nada. É gratuito… 

 

Que acabou se tornando uma proposta irrecusável, acabou. E agora eu não devolvo o envelope MESMO!

Me dê motivo

-“É…
engraçado
Às vezes a gente
Fica pensando
Que está amando
que esta sendo amado
e que Encontrou tudo o que a vida Poderia oferecer
E em cima disso A gente constrói Os nossos sonhos
Os nossos castelos
E cria um mundo de encanto
Onde tudo é belo
Até que a mulher Que a gente ama
vacila
E põe tudo a perder
E põe tudo a perder”.

Me dê motivo
Prá ir embora
Estou vendo a hora
De te perder
Me dê motivo
Vai ser agora
Estou indo embora
O que fazer?…

Estou indo embora
Não faz sentido
Ficar contigo
Melhor assim
É nessa hora
Que o homem chora
A dor é forte
Demais pra mim…

_Ӄ..
a vida é isso mesmo
espero que seja feliz
Ficar contigo não faz sentido
Espero que seja feliz
Em seu novo caminho
esquisito vai te fazer um bom
Não da mais
Sei que vou encontrar alguém
Melhor que você”.

Me dê motivo
Foi jogo sujo
E agora eu fujo
Pra não sofrer
Fui teu amigo
Te dei o mundo
Você foi fundo
Quis me perder…

Agora é tarde
Não tem mais jeito
E o teu defeito
Não tem perdão
Eu vou à luta
Que a vida é curta
Não vale a pena
Sofrer em vão…

Pode crer você pôs tudo a perder
Não podia me fazer o que fez
E por mais que você tente negar
Me deu motivo!
Pode crer eu vou sair por aí
E mostrar que posso ser bem feliz
Encontrar alguém que saiba me dá
Me dar motivo
Me dar motivo!…

Tchu! Tchururururu!
Tchu! Tchururururu!
Tchu! Tchururururu!
Tchu! Tchururururu!

(…)

– Você gosta de mim?

– Não, eu sou bobo.

Vai saber, né? Eu sou tão carente, posso estar fantasiando…