Pesadelo

– Você… Sabe, eu não sinto você como antes… É como se não gostasse mais de mim, por quê? Por que eu sinto isso?
– Porque eu não gosto mesmo de você.

 

 

É. E eu não vou mandar mensagens e correr o risco de receber um “:)” de volta.  Nem quero pensar na possibilidade de perguntar se isso é verdade. Já aconteceu com ele, e ele quase apanhou por ter me perguntadose eu ainda gostava dele. Mas tá dolorido, tudo. Porque não dormi direito graças a esse sonhozinho. E porque, muitas vezes, mesmo sem saber o porquê, eu sinto que isso é realmente verdade.

 Agora… Alguém me explica por que eu só ganhei de Natal um baú de angústias?

Natal

As primas da minha idade todas já com seus filhinhos e filhinhas no colo. Os tios com o mesmo dom de rirem de suas próprias piadas sem graça, sempre. A avó calada, observativa, como quem já viu aquilo muitas vezes nos seus 84 anos de vida e sabe que a festa já foi bem melhor. E foi. Em dezoito anos, meu Natal se transformou lentamente de fascinação em trauma. E aí foram várias mensagens desesperadas e sinceras para pessoas que eu amo, maneira meio egoísta de lidar com a data: parabenizando os outros como maneira de fugir dali.

Não sei se disse algo errado, não sei se é neura minha, mas algumas respostas que obtive foram secas o suficiente para me manterem calada por muito mais tempo. Outras me animaram de maneira encantadora.  E todas me fizeram sentir, de certa forma, amada. Sim, alguns amigos tiveram a preocupação de responder – mesmo que da pior maneira. Não há nada melhor que isso: receber uma resposta.

Quando saí de lá, depois de dois amigos secretos sem a mínima graça e muita comida (o que resta numa festa dessas senão comer?), a avó continuava sentada na mesma cadeira, com o olhar parado, pensando talvez no meu avô, que tanto gostava de ver a família toda reunida. As primas balançavam as cadeirinhas de seus bebês, que choravam loucos de sono. Tainá já é quase uma mulher, cresceu ao meu lado e, sem que eu visse o tempo passar, está agora do meu tamanho. Os tios ainda tinham piadas sem graça mesmo depos de toda comida, cerveja e vinho. Saudável, até. Mas eu não sei, nada do que vi ali era o que queria pra mim.

Não vejo a hora de poder passar meu Natal sozinha, sossegada, no meu próprio apartamento, sem toda aquela comida, aquele barulho, aquelas pessoas. Eu quero um Natal meu, pra passar de camisola, sentada na varanda tomando um bom vinho. Eu quero minha libertação, essa que só eu posso me dar. Não quero mais depender de nada nem de ninguém para ser feliz.

 

Ser feliz sem ter de agradar os outros.

Natal, nos últimos anos, tem sido somente isso pra mim. A mesma troca de elogios quase nunca sinceros e fofoquinhas familiares. O mesmo jogo de sorrisos e diálogos por conveniência. Ostentação e blablablás. Que Jesus, o quê! Ninguém nem pensa nisso. E se a história já se desviou de seu sentido original, por que EU, que nem pelo motivo original tenho apego, sou obrigada a seguir a tradição?

 

De qualquer forma, Feliz Natal a quem lê esse blog (supondo que hajam leitores!). Um Natal mais feliz que o meu, eu desejo sinceramente.

 

Muitos beijinhos.

 

 

ps.: Alguém avisa o Papai Noel que meu presente não chegou? Eu só pedi alguém que me amasse de verdade. Nem deve ser tão difícil assim. Talvez ele tenha mandado na casa errada. Ou – é bem possível! – talvez não exista esse amor que eu tanto sonho pra mim. Às vezes é tudo fruto da minha imensa imaginação.

Quedas e recaídas

Cortando o silêncio:

– Eu caí hoje, sabia?
– Caiu? Como assim?
– Sabe quando você para de fazer algo… Larga algum vício… E aí faz de novo? Então, aí dizem que você caiu.
– Você teve uma recaída, é isso?
– Também se usa isso, mas não, não foi uma recaída. Foi quase isso, é mais esse termo mesmo, “Caiu”.
– Não é, mas tudo bem.
– É sim… Também não conto mais.
– Não, conta… Daí você caiu… Caiu por que mesmo?
– Eu tava simulando meu próprio MADA. Fiz até apresentação hoje. “Meu nome é Ariane, tenho 18 anos e não mando SMS faz dois dias”. Daí você me mandou aquele “Oi, linda” e eu caí… Tive uma recaída, vai.
– MADA?
Mulheres que Amam Demais Anônimas. Pra você ver o que você faz comigo…
*beijinhos*

Dez horas e cinco minutos. Pelo menos é o que marcava o relógio quando o trem resolveu apitar. Do outro lado da janela choravam algumas crianças e também chorava uma moça, perdida em si mesma. As portas se fecharam. “Próxima estação: Vila Mariana”. Nada mais se ouviu. E dentro de mim tudo festejava. É que às vezes eu fico assim, feliz, sem motivo aparente. (Se bem que hoje haviam motivos de sobra). A vontade era encostar a cabeça na janelinha e só acordar em casa. Memórias, aaaaaah!

“Eu tenho medo na maior parte do tempo. Medo de te perder”.

É… Agora que já não é mais segredo, talvez me doa menos.
Daí que a serra nos separa e eu queria que alguns momentos fossem eternos. :~

magic, colbie caillat

E aí…

..aí já é dia 23 de Dezembro e o ano de 2008 teve mais acontecimentos do que minha vida inteira. Mudei muito, amadureci um bocado, descobri coisas que não imaginava – com direito a tapas na cara, mas também a cafunés e colinho.

 

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E ainda estou meio naquela vibe “como foi que tudo isso aconteceu?” que rola comigo todo ano. Mas o mais engraçado é que essa vibe, dessa vez, se limitou aos acontecimentos que vêm de 19 de novembro até hoje, istoé: em um mês, já vivi tanta coisa, com tanta intensidade… Imaginem se eu fosse pensar no ano todo.

Eu só sei que não é muito saudável dar espaço para algumas lembranças. Então eu vou tentar pensar no lado bom de tudo, só por hoje. Danem-se a tristeza e o abandono. Vou levantar dessa cama, tomar meu café da manhã, dialogar um pouco comigo mesma embaixo do chuveiro frio e, finalmente, pegar a chave do meu carro e sumir um pouco, nem que seja pra ficar dando voltas sem rumo por quarteirões alheios. É, eu não quero passar o dia como ontem, choramingando sem ter notícia de quem me apraz.

 

Prometeria manter o celular desligado hoje nesse instante, mas voltei atrás. Eu realmente quero que ele toque, é o tipo de expectativa que não vai mudar tão cedo.

 

 

Um beijo, meu Brasil.

 

tailor made, colbie caillat

Let’s get it on

Música de minha vida, homem da minha vida. Jack Black, pegaeu!!!! loko

I’ve been really tryin’, baby
Tryin’ to hold back this feelin’ for so long
And if you feel like I feel, baby
Then come on, oh come on
Let’s get it on, oh baby
Let’s get it on
Let’s love, baby
Let’s get it on
Sugar, let’s get it on

We’re all sensitive people
With so much to give
Understand me, sugar
Since we got to being
Let’s live
I love you

There’s nothing wrong with me
Lovin’ you, baby no no
And givin’ yourself to me could never be wrong
If the love is true, oh baby …

Lacuna

Tem um vazio na minha mente. Não que não esteja pensando/sentindo. Pelo contrário, o movimento lá dentro é tão intenso que acabo sem palavras pra expressá-lo. Ao menos consegui começar o tema novo. Olha que gracinha! Aposto que quando eu terminá-lo, já terei enjoado. É a vida. hahaha.

 

A sensação é boa e ruim. Férias, saudades. Distância, abandono.

Enfim, tudo sempre vem com um par.

É a vida, é bonita e é bonita.

 

 

Preciso urgentemente preencher essa lacuna na minha mente. 
Graças à ela, minha mãe sabe do meu segredinho.

Roda Viva

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá…

Foi mais ou menos ao ouvir a voz do Hugo cantando esse trecho e ver todos os outros animados na pista dançando Roda Viva de maneira indescritível (desde quando Roda Viva é música de balada?) que eu, já deprimida pelos meus próprios probleminhas há um certo tempo, decido pegar um guardanapo naquela mesa que antes acomodava dez pessoas e agora só tinha a minha companhia e anotar nele minhas mágoas. “Olha aí o hino dos jornalistas”, dizia um dos nove embriagados que dançava ao som de Chico. Abaixei a cabeça, já havia chorado o suficiente aquela noite. Vexame, vexame. Quase três da manhã. No papelzinho estava a minha libertação, mergulhei. Tanto que nem notei quando encheram a mesa de novo. E agora também pegavam seus guardanapos. De repente, todos estava trocando quadradinhos com declarações de amizade e carinho mútuo. Rolaram piadinhas toscas, chamadas pra sairmos do barzinho e irmos comer uma pizza, coisa saudável. Mas o melhor mesmo foi ver que o carinho que eu tenho pelas pessoas ao meu redor é recíproco. É isso o que realmente me importa.

O ano acabou. Mais um ano.
E eles estavam ali, ao meu lado, independente dos meus surtos – que não são poucos. Pedacinhos de mim, basicamente.

E agora, na minha cama, releio cada guardanapo. Cada palavra sem nexo. E não encontro outra explicação para esse final de semana que começou, para mim, infeliz, ter virado um dos melhores da minha vida, senão o fato de que havia ali, desde o pré-prova na Biblioteca, passando pelo jantar no Black Dog, pelo percurso Cásper-Augusta, pela descoberta do Bar do Malandro – que causou a dispensa do StudioSP –  pelo meu momento choradeira,  dancing like no one is watching, pela ida ao Vitrine às quatro da manhã, pelas pessoas dormindo no metrô, pela divisão da cama com os meus meninos na casa da Tory, até chegar ao almoço natureba lá na Vila Madalena, um amor imenso. De amigos.

Tory, Hugo, Ricardo, Mayra, Clara, Leonardo, Bruno, Ferrari, Luíza, Jessica e Alemão; obrigada por salvarem minha noite do marasmo, do tédio, da tristeza e da solidão. Só eu sei o quanto doeria se estivesse sozinha.

Vocês fizeram valer a pena a bronca gigante por ter chegado em casa mais de 24 horas depois que saí, sem ter avisado nada.

Enfim, obrigada por existirem.

Quarta-FAIL

Perfume, maquiagem, roupa bonitinha,  cabelo ok, cheirosinha, tudo como manda o figurino. Aliás,  o figurino não manda nada, é só que eu gosto de me arrumar. Oito horas em ponto (eu sei, pontualidade é a virtude dos fracos!) eu estava lá, conforme o combinado. Sorriso no rosto, matando as saudades acumuladas em duas semaninhas de distância – o que é muito pra uma solitária carente como eu.

Daí foram conversas legais, conversas chatas, tristezas e alegrias lançadas à mesa entre nachos, batatas fritas, pints, coca-cola, caipirinhas, Marlboros, LA’s e mimimis. Por dentro, desde o início, a promessa era não demonstrar a tristeza, não expelir fumaça nem ingerir álcool. Não foi cumprida. De novo eu me via no meio de muitas pessoas, fissurada por um celular que não dava sinal de vida. Porque eu sou burra, claro, e eu fiquei esperando o celular dar sinais que (meu coração me dizia com propriedade e razão) ele não daria.

A tentação ao lado – a GRANDE tentação – sem que eu sequer olhasse pra ela. Já sem muito equilíbrio – entenda-se aí físico e emocional – decidimos que era hora de ir. E, talvez por alguma palavra mal utilizada por alguém, simplesmente surtei. Surtei por aquilo que estava engolindo a noite toda e que todos ali sabiam o que era. Tropeçar, balançar, perder o rumo, tudo isso era fichinha perto da salada de emoções que estava dentro de mim. Aí o celular vibrou.

O mesmo mimimi de sempre. Aquela coisa que a gente ouve e sabe que não é de coração. Lágrimas guardadas pra mais tarde, ódio infinito queimando no coração. Balanço: Alguns cânceres, caipirinhas e mais uma noite de solidão e desespero. Tory, no banco da frente do carro que eu, em meu estado, nem consegui identificar qual era antes de entrar, soltou tudo que havia a se dizer: HE SUCKS.

No metrô, sozinha, constrangida pelo vexame que meus excessos permitiram vir à tona e nervosa pelo fato de ser tratada feito uma babaca, apelei ao amigo distante. SORRISO, foi o que ele disse. Sorriso, eu tenho que lembrar do sorriso sempre. Bonito, todo me parece bonito.  Tory tentou me mostrar que eu era especial, também ao celular. Não me acho especial, não me fazem sentir assim. Mas aceitei o carinho. Ao chegar em casa, destruída, Daniel fechou minha noite. “Nessa situação, SORRISO não serve. Tem que ser GARGALHADA“. Um “tô com vc aí, viu? =*” nunca foi tão importante pra que eu conseguisse dormir. Nunca mesmo.

E hoje tem exame, sexta também, e, se possível, Jumbo Elektro. Ou #baladaloka, que a Bottan e o Jreige me deixaram cheia de vontade de ir.

Agora eu vou é deitar, que é um sete na prova ou mais um ano de Teoria da Comunicação pela frente.

META PARA 2009: Menos inocência, mais atitude.

P!nk – Sober

P!nk pega a si mesma, OE OE, babei.

Sober

Pink

I don’t wanna be the girl who laughs the loudest
Or the girl who never wants to be alone

I don’t wanna be that call at 4 o’clock in the morning
‘Cos I’m the only one you know in the world that won’t be home

Aahh the sun is blinding
I stayed up again
Oohh, I am finding
That’s not the way I want my story to end

I’m safe
Up high
Nothing can touch me
But why do I feel this party’s over?
No pain
Inside
You’re like protection
How do I feel this good sober?

I don’t wanna be the girl who has to fill the silence
A quiet scares me cause it screams the truth
Please don’t tell me that we had that conversation
I won’t remember, save your breath, ‘cos what’s the use?

Aahh, the night is calling
And it whispers to me softly come and play
Aahh, I am falling
And If I let myself go I’m the only one to blame

I’m safe
Up high
Nothing can touch me
But why do I feel this party’s over?
No pain
Inside
You’re like perfection
How do I feel this good sober?

Coming down, coming down, coming down
Spinning ‘round, spinning ‘round, spinning ‘round
I’m looking for myself
Sober

Coming down, coming down, coming down
Spinning ‘round, spinning ‘round, spinning ‘round
Looking for myself
Sober

When it’s good, then it’s good, it’s so good till it goes bad
Till you’re trying to find the you that you once had
I have heard myself cry, never again
Broken down in agony just tryna find a fit
Ooh… oh whoa

I’m safe
Up high
Nothing can touch me
But why do I feel this party’s over?
No pain
Inside
You’re like perfection
How do I feel this good sober

I’m safe
Up high
Nothing can touch me
But why do I feel this party’s over?
No pain
Inside
You’re like perfection
How do I feel this good sober?
(How do I feel this good sober?)