fluxo de consciência

então acordou. desde quando precisava correr atrás de alguém? como foi a última vez que sofreu tanto? igualzinha a essa, não? prestatenção, minha amiga. deixa tudo isso pra lá. não combata o sentimento, não. deixa ele existir em paz. não fica alimentando sonhos à toa. 

 

não corra mais atrás. não; deixa tudo ser como sempre foi.

se não for, é porque não tinha de ser.

não tinha de ser.
‘ não vou me sujar fumando apenas um cigarro, nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom…
quanto ao pano dos confetes, já passou meu carnaval: e isso explica porque o sexo é assunto popular…

no mais, estou indo embora!’

 

 

joe cocker, while my guitar gently weeps

quereres

eu queria amar um pouco menos você
não ligar para eventuais sumiços ou conversas entrecortadas
não chorar cada vez que visse um beijo na tevê

eu queria amar um pouco menos você
ser do tipo que não liga quando não pode ver
do tipo que não associa cada música que ouve a um momento qualquer
– em que basta a sua presença pra memória ligar a amor

eu queria amar um pouco menos você
ter facilidade pra encarar que a verdade não vai ser sempre simples assim
que a verdade já não é simples
e que estamos distantes até quando você me abraça

eu queria amar um pouco menos você
apenas o suficiente pra saber que não é pra sempre
e que não somos iguais
nunca seremos, por mais parecidos que possamos ser.

eu até acho que queria amar um pouco menos você,
mas eu amo assim – muito. muito mesmo.
suficiente pra me arrepender dos erros que talvez nenhum de nós saibamos que existiram;
pra te perdoar daquilo que me machucou sem que você soubesse sequer que fez.

eu te amo o suficiente pra esperar o quanto for preciso,
pra sair do planeta a cada vez que sua boca toca na minha,
pra dar risada todas as vezes em que me deparo com uma placa de “Proibido Estacionar”
ou com alguma efeméride que guardei no coração só por ter me feito sorrir.

eu gosto de te amar assim, simples e intenso.
não valeria a pena amar menos você.

não. porque aí, um dia, quando tudo acabar

(tudo passa, tudo vai passar…)

quando tudo acabar eu terei muito do que lembrar
e pouca coisa que valha mesmo a pena esquecer.

creed, are you ready?

é desespero. procura em toda a volta e não encontra nada. nenhum vestígiozinho. abraços, beijinhos, conversas, não, não estão lá.

 

gaurde as lágrimas. encoste no travesseiro e assuma.

apaixonada. muito. e não tem jeito. ;~

Ressaca

As coisas tomando dimensões catastróficas, o desejo incontrolável de encontrá-lo, algumas obssessõezinhas malas que não consigo deixar de lado…

 

… é, obssessões malas de que não consigo largar mão.

 

 

Queria era não gostar tanto assim de alguém, só isso!

Fatalidades

Quando você encontra algo que não estava procurando e descobre que os sentimentos que você julgava existir não são lá tão recíprocos assim, você chora?

 

Eu choro. 

 

 

Mas não ligo não. As lágrimas secam, a enxaqueca passa, e nunca ninguém terá o amor perfeito.

(Perfeição… Cada dia eu me distancio mais dela)

 

 

(Da série “ironias da vida”: por que quando um quer o outro não e vice-versa?)

Promessas de fim de ano

Acho que nem eu tenho noção do quanto mudei do começo do ano pra cá. Com o excesso de agitação no mundo real, eu acabei deixando minha vida virtual se banalizar completamente. Virou uma válvula de escape que saiu do controle,e, quando vi, twitter, blog, msn, orkut, tudo era muro das lamentações. Eu extrapolei os limites e, de uma forma ou de outra, por ter sempre muito a ler e/ou a fazer, virei uma usuária fútil daqui. Sabe, do tipo desprezível. A Ariane criativa, dinâmica, estudiosa, antenada, que até apareceu várias vezes esse ano! (vide a idéia do vitroleiros.org, às fotos e algumas saidas) deu lugar maior à Ariane mimimizeira e ranzinza que fica o dia todo falando muito e fazendo pouco por si mesma. Quero e vou mudar isso. Segunda-feira é minha última prova, teoricamente (não sei se pegarei exames ou recs, enfim), e eu pretendo mudar de vida (não, eu não largarei minhas contas em lugar nenhum e nem pretendo deixar de ser eu mesma nelas – vou ser como sempre fui!): fazer layout decente pro blog, procurar emprego, estudar mais e melhor (é, vou trancar a usp e voltar só depois de terminar jornalismo!), sair mais, viver um pouco além do que a internet me leva. Sim, porque, numa conversa de bar esses dias, descobri que tudo que tenho começou aqui.

Essa é uma daquelas promessas (ou um daqueles planos, anyway) de final de ano. Mas não é daquelas que a gente faz e joga no limbo pra um dia falar “Putz! Já quis fazer isso um dia!”. Não, essa é uma das que começo desde agora a cumprir. Quero fazer o que me dá prazer, descobri relendo Cibercultura para uma prova de Teoria da Comunicação. Não vou explicar aqui as coisas que passaram pela minha cabeça, só o que preciso dizer é que, como diz minha mãe, se eu gosto tanto de uma área, se vivo dela e para ela, então por que diabos eu não vou trabalhar com ela? É, dessa vez tenho o apoio da minha mãe. E que venha o fim de ano, o Natal, perder peso, arrumar emprego, comprar uma câmera, desencalhar (carência mata, mano!), e, por hoje, aprender tudo sobre cibercultura porque amanhã tem a prova da minha vida. OI? hahaha.

É, eu vou viver um dia de cada vez, como sempre fiz. Mas não posso deixar de pensar no futuro, não.
Porque eu quero poder olhar pro passado e me sentir feliz, como me senti hoje.
E não dá pra ser feliz olhando pra um passado inútil ou vazio…
Por enquanto, o mantra ainda é #TVP…