Perdendo dentes

(e aulas, amigos, vontades, esperanças… pois é.)

Pouco adiantou
Acender cigarro
Falar palavrão
Perder a razão

Pouco adiantou? Pouco quanto? Resumamos a nada.

Gripe, cama, música, fumaça, Hersheys, café, má vontade.

Ética e fotojornalismo: página em branco. 15h50. Hora de dar tchau. Não. Não.

Personare?

Lua Cheia, Ariane! Os momentos cheios da Lua tendem a ser fases particularmente instáveis, num sentido emocional. Neste momento em particular, em que ela atua sobre sua Casa 6 astrológica (enquanto que o Sol atua na décima-segunda casa), convém tomar um cuidado especial com doenças. A doença é, muitas vezes, uma mensagem que o inconsciente tenta nos transmitir, portanto convém dar atenção aos sinais que o corpo lhe dá. Não é absolutamente obrigatório que você adoeça, portanto procure descansar, recolher-se, evitar farras e festas. Entre 15/09 e 18/09, você estará vivendo uma fase fisicamente delicada. Repouse!

E eu rindo, toda peralta. Agora tô de cama, nunca paguem pra ver. Fica a dica.

Solilóquio

Chega de fingir ser forte ou ficar se escondendo por trás de uma personagem que diz muito sobre você. Você nunca foi assim, pelo menos não era no meu tempo. Quer desabar, desabe. Corra lá, compre seu Lucky e seu Caramel Machiatto, sente-se embaixo do guarda-sol verde e se deixe relaxar lendo poesias ou ouvindo boa música, que seja. Mas vá ser feliz, nem que seja curtindo a fossa. E tenho dito.

Eu mandei ir, o que está esperando?

ps.: Esqueça-o. Cada cachinho de sua cabeça. Esqueça. Ele nem liga pra você. E vá logo que tem muito o que fazer. Toque violão, cante, faça o que vier à cabeça. Mas volte ao mundo a tempo.

Participação especial: Ariane Queiroz de Freitas, 14 anos, na foto.

La fabuleuse Mauvaise Version d’Amélie Poulain

Ou: A Fabulosa Versão Errada de Amelie Poulain

Mais uma vez, qualquer semelhança é mera consciência conseqüencia coincidência.

Nunca teve delicadeza nos movimentos ou palavras, mas sempre foi uma pessoa de delicadeza inexplicável por trás da grande carcaça de pedra que costumava utilizar como proteção – e que poucos conseguiam atravessar ou enxergar além de. Dezoito anos e colecionava sonhos, uma boa porção realizada, outra não menos significativa guardada e vivida intensamente todos os dias, mesmo que só em seu mundo particular.

Os sonhos que realizara foram, de certa forma, frustrantes. Idealizar demais, no fundo, é isso: um constante e eterno meio de frustração. Mas ela sabia que nada era perfeito como a fazia acreditar seu coração. E nele é que vivia as melhores coisas de sua vida: sentia abraços nunca dados, olhares trocados com alguém que nunca a olhou, mãos macias que nunca tocaram as suas, beijos românticos e mordidas em lábios que nunca tocou. (Nunca fora beijada de verdade: pelo menos nunca sentiu ter sido. Em suas poucas experiências os resultados foram decepcionantes. Não houve química, tesão, carinho, vontade. Só medo, pressão ou culpa. Incontidos. Irremediáveis).

A vida toda lutou para ver sorrisos nos rostos dos outros. Gostava de ouvir desabafos, opinar. Não tinha medo de ser cruel dizendo a verdade porque sabia que seria mais cruel escondê-la. Abria mão de desejos no decorrer de sua vida apenas para que outros pudessem usufruir deles. Aqueles que amou, mesmo que a fizessem chorar, ela sempre fez toda a questão de ver sorrindo.

Nunca serviu muito para o mundo real. Sempre foi um poço de dúvidas. Incompreensível alguém que pouco viveu entre outros humanos carregar tantos traumas.

Mas era feliz sozinha, embora tivesse certos espasmos de carência. Esperava a pessoa certa enquanto criava relações perfeitas e imaginárias com as pessoas erradas. Em seu mundo, todo dia era dia de um novo final – feliz.

Amélie Poulain Mode de Vie

Já que eu vivo de sonhos, me deixa – só hoje – viver repetidas vezes um final feliz?

O amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro mas eu vou te libertar
O que é que eu quero se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar

  • Raul Seixas
  • Insônia

    Três horas. Chove lá fora.

    As expectativas foram, de longe, superadas.

    Personare deu uma massageadinha no ego.

    Já já é hora de estar em pé e fazer mais trabalho. E trabalho. E trabalho. Que a vida é um eterno para frente e para o alto, nunca pra trás. E pra frente eu vejo trabalho…

    Guardei Minha Viola


    Minha viola vai pro fundo do baú
    Não haverá mais ilusão
    Quero esquecer ela não deixa
    Alguém que só me fez ingratidão
    (Minha viola)

    No carnaval quero afastar
    As mágoas que meu samba não desfaz
    Pra facilitar o meu desejo
    Guardei meu violão, não toco mais

    (Paulinho da Viola)

    Café, lousa ou prato

    In certeza…

    Como café sem açucar
    Unha na lousa
    Faca no prato
    A testa franze e as orelhas levantam
    Os olhos fecham (e a coragem para abri-los?)
    Dessa vez, não é nenhum deles
    Café, lousa ou prato – que nada, burro – é seu coração.

    ————————

    (Bruno Ferrari)

    As coisas não costumam ser fáceis pra ninguém, eu sei. Mas às vezes o que passou faz muita falta, porque a impressão de estar sozinha é inevitável. Sozinha no meio de tanta, tanta, tanta gente… (E a saudade que me dói é a de ter ainda tudo ao lado, mas na superfície. É da profundidade a saudade que tenho).

    Ah, quer saber?

    – é meu coração.

    dos parênteses

    Quando alguém começa a descobrir detalhes de sua vida pessoal no msn às três da madrugada, tudo fica, no mínimo, constrangedor. Parece que não dá pra falar nada se não for nas entrelinhas.

    Bruno says:
    (temos muito a conversar)
    Ariane Freitas . says:
    (sim, talvez sim. eu sou eu mesma o tempo todo, e mesmo assim sou diferente daquilo que aparento)
    Bruno says:
    (você é exatamente aquilo que parece ser. quem vê errado só está tentando enxergar além e fingir que entendeu algo sem parar pra pensar de verdade)

    Eu ainda não entendi, talvez nunca entenda. Desde pequena, sempre fui fissurada por gramática, sempre presa a detalhes que nem minha mãe, professora de Língua Portuguesa, notava. E os parênteses sempre foram um mistério pra mim. Trazem informações internas, externas, observações relevantes ou não. Mas, de uma froma ou de outra, eles sempre fazem tanto sentido… Pelo menos do meu ponto de vista.

    (Mas quem sou eu pra ter esse tipo de ponto de vista?)

    Infelizmente, a inteligência extrema da infância deu lugar a uma sobrecarga inigualável. Hoje em dia, cometo erros grotescos e mal sou capaz de perceber. A rotina Cásper – USP é bem mais pesada do que parece, mesmo para alguém que não a leva tão a sério. Eu mudei, não vejo mais muitas coisas como via antes. Mas os parênteses estão ali, sempre. Parênteses, travessões, vírgulas, aspas… Sempre me deixando a impressão de que carregam muito, muito, muito do sentido. E mais – de que, do tudo que eles trazem, eu não sei quase nada

    Foco nos parênteses. Às vezes neles é que moram as respostas.

    Madrugada de sexta

    Eu sinto que é hora de questionar meu visual quando encontro gente que usava o mesmo que eu (e me inspirava!) há um tempo atrás e hoje é mais que normal. (Daí eu ligo o foda-se, que eu não sou normal mesmo.) Enfim. hahaha

    Pizzaria Vitrine: pessoas bizarras na porta, pessoas indiferentes dentro, pizza cara, cerveja barata e amigos ao lado.

    E os caras só deixam você entrar se forem com tua cara, fikdik. HAHAHA

    A Augusta continua a mesma…

    (E eu já já tenho CFC e oftalmo, so, let’s go bed).

    Já contei que esse fim de semana será um CRÉU muito grande na minha vida?

    ps: Vanguart hoje e Mombojó amanhã no STUDIOSP. E eu em casa =(

    Like A Rolling Stone

    Once upon a time you dressed so fine
    You threw the bums a dime in your prime, didn’t you?
    People’d call, say, “Beware doll, you’re bound to fall”
    You thought they were all kiddin’ you
    You used to laugh about
    Everybody that was hangin’ out
    Now you don’t talk so loud
    Now you don’t seem so proud
    About having to be scrounging for your next meal.

    How does it feel
    How does it feel
    To be without a home
    Like a complete unknown
    Like a rolling stone?

    You’ve gone to the finest school all right, Miss Lonely
    But you know you only used to get juiced in it
    And nobody has ever taught you how to live on the street
    And now you find out you’re gonna have to get used to it
    You said you’d never compromise
    With the mystery tramp, but now you realize
    He’s not selling any alibis
    As you stare into the vacuum of his eyes
    And ask him do you want to make a deal?

    How does it feel
    How does it feel
    To be on your own
    With no direction home
    Like a complete unknown
    Like a rolling stone?

    You never turned around to see the frowns on the jugglers and the clowns
    When they all come down and did tricks for you
    You never understood that it ain’t no good
    You shouldn’t let other people get your kicks for you
    You used to ride on the chrome horse with your diplomat
    Who carried on his shoulder a Siamese cat
    Ain’t it hard when you discover that
    He really wasn’t where it’s at
    After he took from you everything he could steal.

    How does it feel
    How does it feel
    To be on your own
    With no direction home
    Like a complete unknown
    Like a rolling stone?

    Princess on the steeple and all the pretty people
    They’re drinkin’, thinkin’ that they got it made
    Exchanging all kinds of precious gifts and things
    But you’d better lift your diamond ring, you’d better pawn it babe
    You used to be so amused
    At Napoleon in rags and the language that he used
    Go to him now, he calls you, you can’t refuse
    When you got nothing, you got nothing to lose
    You’re invisible now, you got no secrets to conceal.

    How does it feel
    How does it feel
    To be on your own
    With no direction home
    Like a complete unknown
    Like a rolling stone?