#notamental: apagar depois

Não estou nos meus dias de sorte. Fim. Fui remanejada para a turma da única professora de clássicos com quem eu fazia questão de nunca mais ter aula. O violão não afina, a voz anda muito meia-boca. TPM braba. Perdi o humor, perdi o rumo, e, na hora do almoço, perdi meus sentidos. O corpo simplesmente parou de responder, fácil assim. Foi prato pulando na bandeja, comida se espalhando por tudo, vergonha. Cólica. Carência. Tremedeira, taquicardia, falta de ar. Vontade – necessidade! – urgente de um abraço forte de alguém especial. Quem? Eu definitivamente não sei. Mas sei que não serve de qualquer um. Pra ajudar, um ódio mortal está me consumindo (e agora com as aulas vai ser ainda pior) cada dia mais e eu não consigo esquecer nem perdoar.
Gente – o que é esse gato aqui ao meu lado! E ainda empresário! “Emagreci 20kg”. “Conheci uma menininha, me apaixonei, ela era vegetariana… Parei de comer carne… Meditava muito… Acabou que em um ano eu já tinha perdido vinte”. “Depois que vim pra São Paulo, já engordei 7!” Carioca. Não gosto. É casado. Vegetariano. Só Jesus. Deixa voltar pro meu post que eu ganho mais.

Um dia de chuva é sempre mais atraente que um dia de sol. Mais melancólico. Mais carregado de recordação. Uma lembrança pra cada folhinha de arvore no chão molhado. Uma para cada vez que o vento de inverno toca meus cabelos. Uma para cada vez que fecho os olhos. Daqui da Starbucks, a visão é a mesma de sempre. É sempre a mesma cadeira que fica me esperando, como se fosse reservada pra mim. Não gostava tanto desse lugar, até que comecei a me sentar aqui. As gotas de chuva batendo na janela, a visão do meu cantinho favorito lá fora – uma mesinha com guarda-sol, cadeiras e um cinzeiro no meio. As melhores poesias eu li lá, regadas a Caramel Macchiatto e alguma fumaça. Geralmente, há muitas lágrimas.

Homem não presta. 30 anos. Casado. A mulher no Rio esperando. Balada. “Ah, rola um jantarzinho com uma ‘pessoa especial’ de vez em quando”. E o cara é super vidrado em peso. Magro que nem um talo e reclamando de gordura. Não bebe porque “a barriguinha sobe”. Pensando bem, melhor eu parar de ouvir a conversa dos outros aqui. Haha.
Concentração tá difícil aqui. =~

Tem duas meninas de quase a idade da minha irmã fumando um charuto gigante na MINHA mesa favorita! Estuprando a pureza dos meus cigarrinhos de menta com uma fumaça torpe daquelas só pra se sentirem mais hype! A minha mesa sagrada!

17h15. Não. 17h17. Dois minutos eu perdi com um ponto fixo aleatório. Acho que vou embora pra Cásper Líbero. Mais cinco minutos e eu corto os pulsos com a faquinha do Muffin. Deprimente. Uma daquelas baladas melancólicas do Red Hot Chilli Peppers (dá licença que pra mim RHCP é melancólico, ok?) e esse empresário velho e gordo falando sobre videogame há um tempão aqui do lado…

O bonitão acabou de abrir um MacBook. Tão fofinho. “Cara, me amarro nessas paradas. É outra coisa. Outra coisa…”. Veja bem. O cara é magnétiiico. Puxa meu ouvido e meus olhos pra ele. “Vou viajar pra Nova York esse mês, quero ver se trago um iPhone”. “Tá faltando”. Casais, casais, casais. Eu vou embora daqui antes de enlouquecer. Enlouquecer, não, que eu já sou louca. Eu vou embora antes de surtar. De sair gritando. Xingar o mundo. Ninguém tem culpa de eu ser sozinha. Só eu. Mas às vezes parece que o mundo em volta conspira contra. Ele tem um Corolla. Confesso, meu carro favorito! Ai, vou embora, ele tá provocando com o olhar e o sotaquezinho. Vou embora… Conspira. Conspira mesmo. Mas nem imagina que eu sou mais malvada que qualquer um de seus planos…

(ISSO NÃO DEVE SER CONSIDERADO UM POST.NÃO MESMO!)

Estréia Novo Clipe da Pitty: De você

As I said… Saiu o clipe novo. Amanhã à tarde já deve rolar na MTV. E eu confesso, não ficou anormal como eu tinha imaginado na época da gravação, quando o Drix e o Diablo me contaram que se vestiram de zumbis e explicaram todo o lance do enredo. Enfim, vejam vocês mesmos =)

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De como tudo voltou ao normal

(e de como o normal é sempre horrível)

Ensaio excelente. Produtivo. Alegrias mil. Risos, descontração… Aula de Jornalismo Básico até que interessante: desenhei mil coisas. Hora de sair.

A Clara precisou ir ao banheiro e eu a acompanhei. Foi aí que naufragou nosso plano. A idéia era ir num Barzinho da Augusta – Clara encontraria a namorada e algumas amigas. Eu e Léo íamos espairecer. Mas eu fui com a Clara ao banheiro – e aí vi o espelho.

Desejei não estar ali. Não falei nada. Caminhamos até a Augusta enquanto eu fazia de tudo pra ser invisível. Tentei resistir, mas não deu. Eu não aguentei. Peguei metrô na Consolação, desesperada, de volta pra casa.

De onde eu nem deveria ter saído.

De onde deveria ser proibido ficar longe.

Eu me odeio. Me desprezo. E queria que não fosse assim. De verdade.