E eis que…

…meio dia, depois do telefone muito chamar e eu nem perceber, dou um pulo da cama, desesperada em direção à sala, e atendo. “Oi, filha, estava dormindo?” – voz de quem sabe a resposta mas queria te acordar com todo o amor possível, apesar da distância. “Sim, ainda bem que você ligou!” “Ah, acabei de dar aula e vim aqui pra porta da faculdade, nunca vi tanta gente! Tá todo mundo na porta do bar, a maior farra! Daí pensei: Será que a Nini chega cansada todo dia porque fica assim, na farra?” “Antes fosse, mãe… Antes fosse!” “hahaha, te amo, filha, te amo. Toma um café, tome seus remédios e vá fazer o trabalho, ok? Beijoos!” “Tá bom…Beeeijo mãe!”. Ok. Agora eu preciso decidir que porra que eu vou fazer no trabalho. Minha mãe é a pessoa mais foda do mundo, o que torna minha bad ainda maior. Enfim… bora lá que não tenho tempo pra bobagens.

What if

i wanted to break?

e daí eu simplesmente me derreti. me entreguei. desabei. uma hora meu mundo ia cair, eu já sabia. mas não precisava ter sido agora. não. agora as lágrimas não querem parar de correr, e o coração dói. dói literalmente, sem metáforas por hoje. e o peito e a garganta têm aquela sensação de nó, aperto estranho. eu queria largar tudo. já queria faz algum tempo, só não tinha coragem pra dizer. agora a vontade está ficando mais forte. e mais forte. cada dia mais. cada vez que a máscara de alguém cai na minha frente, a vontade é maior. e máscaras têm caído a todo instante por aqui. eu odeio aquelas pessoas, toda aquela hipocrisia, toda aquela falsidade, todo aquele blablablá de “eu não tenho preconceito, mas…”. que “mas” o quê, meu filho! esse “mas” é a porra do preconceito, se enxerga. largamão dessa politicagem. esse negócio do politicamente correto me irrita. sim. quase todo mundo naquele lugar me irrita. e eu me sinto mal. se eu já não me sinto grande coisa por aí, lá me sinto ainda mais diminuída. gente olhando por baixo, gente fingindo ser o que não é pra ter “amiguinhos”, gente julgando sem me conhecer. gente. gente. gente. por que eu peguei tanto nojo disso? por que eu simplesmente não consigo mais me enganar, como fazia antes, e fingir que tá tudo bem, que aquelas pessoas que se dizem minhas amigas realmente o são, que aquele lugar é maravilhoso e que o fato de eu ter sonhado a vida inteira em estudar lá faz com que as pessoas de lá mereçam minha atenção? por quê? talvez eu só esteja cansada demais. estafada. mas eu não consigo conversar com ninguém, não consigo desabafar como estou fazendo aqui. (e eu vou ser sincera: não consigo desabafar com ninguém poque eu simplesmente não confio mais nas pessoas que estão ao meu redor. algumas ganharam a desconfiança junto com uma medalhinha de honra ao mérito. outras sequer mereciam isso, mas a distância criou essa barreira.) vira e mexe eu tenho uma sensação horrível, como se meu corpo pedisse colo, e eu não tenho a quem recorrer. eu não quero preocupar ainda mais a minha mãe nem o meu pai. minha irmã eu vejo só aos finais de semana. e essa necessidade é tão complexa que sequer aceita qualquer colo. mas também não diz que colo quer. eu não consigo mais escapar do mundo nem por um instante, tudo é mecânico, tudo é obrigação, e, além de tudo, eu perco o pouco tempo que tenho com bobagens. e nem consigo evitar. quer saber, eu posso parecer reclamar à toa. tem gente com problema “muito pior”, eu sei. mas é que pra mim o “muito pior” não existe. ruim é sempre o que nós sentimos! quem nos vê sentir não tem idéia do que se passa por dentro. eu preciso parar. já está na hora de ir, tenho muito a fazer. eu só queria poder me sentir bem de novo. há anos não consigo mais, e sei que ninguém tem culpa nem obrigação de me aguentar. mas eu precisava desabafar em algum lugar.

Despedida

Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra…)
Quero solidão.
Cecília Meireles

daí que eu tive uma daquelas palpitaçõezinhas que avisam que passou da hora de inovar, que tudo novo manda embora parte do sofrimento. e eu vou mudar, só pra constar.

 

malditas palpitações que vêm justo quando a gente acha que está tudo muito bem, tudo muito certo. acho que é ilusão, mas também não perco nada ao arriscar.

 

(também, quanto eu já não perdi com medo de tentar?)

O Último Trem Para O Esquecimento


Céu azul, como tu
Lá vou eu, sim sou eu
Sou o ferro sob o céu azul
Já ficou pra trás, é tarde demais

É tão difícil esquecer você
É tão difícil embarcar e ir

Segue em frente, reticente
Rasga monte do horizonte
Vai passando, vai mudando
Vai café com pão: é o trem na solidão
É tão difícil esquecer você
É tão difícil embarcar e ir
Segue em frente, reticente
Rasga monte do horizonte
Vai passando , vai mudando
Vai café com pão, é o trem na solidão
É tão difícil esquecer você
É tão difícil embarcar e ir

(Cascadura – minha banda favorita.)

Só mais uma explosãozinha

Gente poser me incomoda. Gente poser que pensa que me enrola me incomoda muito mais. Gente poser que pensa que me enrola e ainda é ‘wannabe pop‘… Pô, aí já tá pedindo pra apanhar. E ok, ok, não vou bater em ninguém, mas, como já disse outras vezes, tem gente que irrita apenas pelo fato de existir. E parece que faz questão de mostrar que existe bem na hora em que você mais precisa de paz. O mais engraçado – que fique bem claro, eu não vou surtar dessa vez! – é que vira e mexe o povo usa a gente de escadinha social. E não tem nem cimancol. Explora e some, na maior. Às vezes, pior ainda!, explora e ainda humilha depois, com o que conseguiu das nossas mãos. E deixa eu ficar quieta que já falei até demais aqui. Só estou bem brava de novo com alguns félasdaputa da vida.

O trabalho de filosofia vai bem, obrigada. Cinco mil caracteres e uma capinha bem bonitinha, tão gay quanto ele. Com direito a uma bibliografia fictícia de dar inveja . Mas ainda odeio aquele jornalista-wannabe-filósofo com ares de Pe. Quevedo e discurso de Mahatma Ghandi, Budha e Chico Xavier… Grrr.

E feliz sou eu, que sou eu mesma e não fico me fazendinho pra arrumar amiguinhos! Como eu disse pro Omar outro dia, eu não gosto do doce, não. Gosto é do azedo. Ser doce é para os fracos – que de doce todo mundo gosta. O azedo é pra poucos. Quem não é forte ou não gosta o suficiente, cospe na primeira mordida. Só quem gosta é que tem chance de descobrir o adocicadinho no final… Quem quiser, que me aguente assim, do meu jeito.

Viajei. Foda-se. O Blog é meu =D
Só pra terminar:



ps: Roubar a idéia do amiguinho e ainda pedir conselho na caruda vale? Só pra constar, aí já é feladaputice demais pro meu gosto.

Rehab, URGENTE!

Cheguei em casa às 20h, acabada. Não sei como não assustei ninguém na rua, tava numa vibe MUITO morphthing assim meio Amy Winehouse pré-rehab e Ringo Starr. Hope I get better. O objetivo é, amanhã cedo, estar NO MÍNIMO uma Gwen Stefani sem maquiagem.

Estado Físico = Amy Winehouse
Estado Físico = Amy Winehouse
Cabelinho à moda Ringo Starr
Cabelinho à moda Ringo Starr
Gwen Stefani sem make
Gwen Stefani sem make
A foto com o neném eu já andei até treinando ;D
A foto com o neném eu já andei até treinando ;D

E daí…

… que aqueles 5000 caracteres em branco são agora apenas 400.

… que eu não tô nada preparada pra um debate literário e um seminário amanhã.

… que preciso escrever uma matéria pro Ivan.

… que preciso tirar milhões de fotos.

… que preciso dormir, que é tarde.

… que FUI!

minuto EMO

ou: hora de começar a ficar preocupada.

Quando perco a fé fico sem controle e me sinto mal, sem esperança… E ao meu redor a inveja vai fazendo as pessoas se odiarem mais. Me sinto só mas sei que não estou, pois levo você no pensamento. Meu medo se vai, recupero a fé e sinto que algum dia ainda vou te ver, cedo ou tarde. Cedo ou tarde a gente vai se encontrar, tenho certeza, numa bem melhor. Sei que quando canto você pode me escutar.

Você me faz querer viver, e o que é nosso está guardado em mim e em você – e apenas isso basta.

Quando você chora ouvindo NxZero apenas por ter prestado atenção na letra e associado a um passado não muito distinto, você sabe que é o fim, que está tudo acabado, que sua carreira de Good Girl Gone Bad foi pro espaço. Mas quem liga? Ninguém.

Números recentes do GoogleAds provam que nem você mesma lê seu blog. ;D

[tônumanice,juro,vousobreviver]

Fuga

Eu escrevo milhões de coisas, pesquiso, viajo na maionese, mããããs… Na hora de falar de Descartes e o Jornalismo (que coisa! não sou nada filósofa, desculpem!), não consigo fugir da medonha página em branco. Pelo contrário, ela parece ir aumentando, aumentando, e aumentando!


<pontinha de esperança>
Daí eu vi que já era a terceira vez que o via online depois de seu aniversário e corri pro orkut rapidinho pra ver se ele tinha aceito meu depoimento. Aquele, do post do dia 22. E, adivinhem! Ele não aceitou. Mas também não rejeitou. Quer dizer, não é um não, mas, definitivamente, não é sim. Maaaas… toda vez que ele entra na home dele, imagino eu, ele se depara com a minha declaraçãozinha-de-amor-subentendida ali. O que não me parece de todo ruim. 🙂
</pontinha de esperança>