Crescendo (ou não)

Aconteceu que, num balanço racional, o freela dos meus sonhos mostrou-se nada lucrativo. Não pelo dinheiro – eu não preciso de dinheiro nesse momento, e, confesso, era uma boa grana! – nem pelo serviço, que me pareceu bastante simples (embora trabalhoso). O meu grande problema são as quatro dolorosas horas de viagem “metrô – ônibus – trem” que eu teria de fazer pelos próximos 15 dias – os quinze dias de férias que ainda me restam. E eu nem havia pensado nessas horas quando aceitei o trabalho, afinal, estou acostumada a fazer esse percurso todos os dias, de carro, em quase uma hora. Podia ter nascido um pouquinho antes… Com carta, tudo seria mais fácil.

Tive de rejeitar a proposta depois de praticamente firmado o negócio. Com um aperto enorme no peito. Com um medo indefinível. “Você apressa demais o rio. Ele tem que correr sozinho” – Minha mãe, depois de dias intercedendo para que eu aproveitasse minhas férias em viagem, quando me viu entrar em desespero por ter dito não a algo que queria, só me lançou esse clichê. Eu sei. Mal acabei o primeiro semestre, do primeiro ano, de duas faculdades que exigem tudo de mim. Mas é exatamente por isso: quantos, nas minhas condições, têm a chance de trabalhar – só quinze dias, tudo bem – no lugar que sempre sonharam?

Tá, bola pra frente. A vida não acaba aqui. Só está começando.

(ou não…)

Pelo menos eu sei que tem alguém no mundo que se lembra de mim. (E acho que vai ser difícil diminuir o afeto e a gratidão que tenho por ele…)

ps.: Ainda me acho uma burra por ter perdido uma oportunidade dessa. E nem venham me dizer que “era só um freela…”.

… voltando.

Sorte de hoje: Estão falando bem de você

Tomara. Depois de 2 dias sem rede (sobrevivi!), eu entro e a USP me manda as notas por e-mail. B

Decepcionante. Não mais do que não poder sair antes do almoço.

#desabafo

Eu não sei explicar o porquê de sempre me enganar quanto ao coração. Não sei porque gosto sempre do que não vou possuir.

Mas o que me choca mesmo é não saber o porquê das pessoas alimentarem sentimentos quando, na verdade, não os têm para oferecer.

(Si no me quieres, no me miras. – não deveria ser de tão difícil compreensão)

.odeio me envolver emocionalmente. odeio mesmo.

On the Road

“I had nothing to offer anybody except my own confusion.”

Jack Kerouac tem alguma coisa de magnetizante. Todas as férias são a mesma coisa: eu leio milhões de livros, ouço muita música, volto ao violão e à guitarra… Mas o mais impressionante é o fato de eu sempre acabar, logo no início, lendo On The Road de novo… E nossa, vou ser bem sincera:cada leitura é uma nova viagem. Fico desejando ser um pouco mais aventureira, sabe? Nunca tive esse espírito desprendido. Por mais maluca que eu seja, eu sei ser sempre muito certinha. E adoro minha casa, minha cama, meu edredom… Não, não está nos meus planos ficar aqui pra sempre. Eu só acho que ainda não é hora de partir (embora sinta essa vontade todos os dias…).

“My witness is the empty sky.”