Na hora certa

Nem me dei conta. Quando vi, já estava sonhando de novo.

Não com fama, sucesso, dinheiro, reconhecimento. Eu sonhava com uma noite na varanda da casa grande de alguma fazenda com direito a rede, violão, conversas sinceras sobre sentimentos verdadeiros. Sonhava estar fazendo o que sempre quis; música pra mim, música pra relaxar, pra descontrair. Sonhava com a mesma pessoa de sempre ao meu lado, sempr eum grande amigo. Com grandes amigos, quem precisa de mais?

Sonhei com nome, myspace, alguns dos mais queridos ali, naquela rodinha gostosa e aconchegante de inverno, com seus cachecóis pendurados, seus casacos, luvas e touquinhas. Casais abraçados na grama extensa, uma fogueira servindo de centro, pessoas sorrindo, soprando o ar gélido pra ver a fumacinha sair. Cânceres, druguis, boa música… Tudo que uma boa alma precisa.

Sonhei que eu podia o que quisesse. Que tinha parado de falar e começado a fazer. Sonhei que alguém me amava: eu mesma. E foi o maior amor que vivi até então – porque eu estava melhor que nunca.

Sonhei que eu era feliz. E não é que sonhar pode dar certo?

(Sempre tem alguém com um sonho parecido com o seu disposto a te dar a mão. Se estiver difícil achar… Bom, aí dê a mão pra si mesmo e vá em frente sozinho. Nada pior do que parar no tempo por não ver ninguém seguindo ao seu lado. Sempre há alguém.)

Na hora certa, eu tenho certeza que vou ouvir o sussuro, baixinho, no meu ouvido. Na hora certa …

… “eu te amo”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *