o lixo e a fúria

Queria poder não sair de casa ao mesmo tempo em que tudo o que queria era sair aui. Estou deslocada, dolorida, indigna. Só consigo gerar nos outros indignação e desprezo. ARIANE LOSES AGAIN.

Uma covarde que nem pra se matar serve. Só srve mesmo pra magoar quem ama. Pra passar vergonha. Pra se expor a ponto de ser digna de críticas horríveis. Pra ser odiada. Por si mesma. Por todos. Afinal, ela por si só já representa todos, em seu mundinho egoísta e solitário…

A euforia foi boa, mas acabou

do Gr. euphoría < eu, bem + phorós, portador

s. f.,
estado de espírito de satisfação e alegria fora do normal;
alegria intensa e expansiva;
bem-estar, tranquilidade, calma, produzidos por boa saúde ou por estupefacientes;
exaltação que geralmente precede a depressão;
entusiasmo.

do Lat. depressione

s. f.,
acto de deprimir;
abaixamento devido a pressão;
baixa de terreno;
abaixamento de nível, quebra;
baixa;
área de baixa pressão atmosférica;
fig.,
abatimento físico ou moral.


Dia dos namorados

Em véspera de dia dos namorados vir aqui falar sobre amor parece até algum tipo de “protesto da encalhada”, confesso. Mas não vejo outra alternativa senão pôr pra fora aquilo que não sai da minha cabeça. Já no comecinho eu deixo avisado que pensem o que quiserem disso – desabafo, intriga, despeito, até inveja. Já pensei em todas as hipótese possíveis, mas descobri que não é nada disso. Não, pelo contrário. São verdades – contestáveis é claro – mas verdades.
Eu descobri que não há coisa mais difícil do que encontrar alguém pra nos completar hoje em dia. Parece que tudo banalizou, mudou de tal forma… E embora eu não seja ‘velha’ suficiente pra dizer que ‘no meu tempo não era assim’, eu vejo com muita tristeza que do meu nascimento pra cá as coisas deram aquela guinada de quase uns 180º – e isso me assusta! Talvez pela maneira ‘conservadora’ (?) como fui criada, não sei. Não julgo mal, por exemplo, as pessoas que conseguem sair ficando com qualquer um por aí (não, às vezes até admiro!), ou apegar/desapegar facilmente … Admito que também não sou fácil de lidar, com toda essa minha inconstância, essa mania de enxergar as pessoas como elas são e não fingir gostar como muitos fazem, nem mesmo me deixar mudar por alguém… É, eu sou uma pessoa difícil de lidar (e talvez por isso tenha me conformado com o fato de estar sempre sozinha…). Se é trauma ou não, eu não sei.
Do comecinho desse mês pra cá eu já entrei em mil e uma paranóias – coisa que nunca tive na vida, incrível – do gênero “Oh, meu Deus, vou passar o dia dos namorados sozinha!”. Confesso – fiquei mal, chorei, deprimi… Mas quando parei pra pensar de verdade sobre isso, a única coisa que consegui fazer foi rir de mim mesma. Como pode? Nunca tinha me perguntado o por quê de eu estar sozinha (acho que muita gente faz como eu: simplesmente acaba se achando o maior lixo do mundo e se culpando eternamente). Pois bem, perguntei à mim mesma: “Por quê?”. A verdade estava bem ali, ao lado. Coisa que eu falo pra tanta gente na hora de consolar e quase nunca lembro de aplicar à minha vida. Eu estou sozinha porque EU não me permito estar com ninguém. Porque eu espanto qualquer alma viva que se aproxime, com medo de me apegar. Porque eu escolho sempre aquelas pessoas que considero “inalcançáveis” (o nome já diz tudo). E quando, caso aconteça, um “inalcançável” passa a estar ao meu alcance, eu encontro um milhão de defeitos para não estar com ele. Eu fujo de relacionamentos. Se é trauma, medo, o que é eu não sei. Mas eu só consigo gostar de uma pessoa – há longos 7 anos (quase 8 já!) e conformo-me por nunca ter sido quista por ela.
Tá, tá, eu enjôo, eu boto defeito, eu critico, eu não aceito relacionamentos (a não ser quando são à distância ou EXPRESSAMENTE proibidos pelos meus pais), então POR QUE DIABOS ESSA CARÊNCIA TODA? Simples… é do ser humano essa necessidade de receber carinho, de se sentir querido, de poder trocar calor… é humana… e eu sou humana (por mais que odeie essa raça ¬¬). Eu não sei ter um relacionamento ‘aberto’, um algo que não seja sério. E eu não quero nada sério, porque não quero me prender à ninguém agora – estar presa à outra pessoa me irrita! Por mais conservadora que eu seja, por mais “BV” que eu seja (hahaha =X), por mais “santa” que me considerem nos grupos (afinal, até hoje eu sempre fui considerada a menos experiente em todos os grupos aos quais pertenci), por mais que hajam fatores que me fazem chegar àquelas conclusões bizarras do gênero “homem nenhum presta”, ISSO TUDO NÃO É FATOR FIXO! Isso tudo é variável! Depende de mim. E não é só comigo, não. Descobri que tem MUITA gente que sofre tanto quanto eu do mesmo mal (ou de males parecidos). Enfim, o segredo é não precisar de ninguém pra ser feliz! Enquanto você não for capaz de ser feliz sozinho, não encontrará outra pessoa pra ser feliz com você. Depender dos outros não vale a pena – isso eu sempre soube.
Enfim, falei um monte de baboseiras. A conclusão – nada a ver agora hein! – é que é difícil encontrar alguém que pense da mesma maneira que nós. Sempre. E por isso, vocês que têm namorado, aproveiteeeem! Não só amanhã, essa data comercial, mesquinha, presa à tradições tão pouco interessantes… Aproveitem cada segundo, cada instante, com demonstrações de carinho, com afeto, compartilhando idéias, fazendo aquilo que se tem vontade ao lado daquele que gosta. Não há nada melhor que amar e ser amadooo, aquele amor platônico que nem chega a ser amor, aquela paixãozinha adoescente que acomete não importa a idade… aproveitem…!
Pra quem está sozinho (e eu me incluo agora!), aproveitemos também! À nossa maneira, curtindo aquilo que a solteirice proporciona, sem ficar procurando desesperado por alguém. Na hora certa alguém aparece. E NEM PENSE EM DIZER QUE A SUA HORA JÁ PASSOU. Ninguém sabe qual a hora certa (e é aí que está a graça – quando menos esperamos: puf! surge alguém). E daí que amanhã é dia de passar ao lado do namorado?

Adaptado de http://www.fotolog.com/dramatic_sins/23336283

Filosofando inutilmente na madrugada

Eu nunca tive leitores assíduos em um blog meu. Eu mesma nunca fui uma blogueira assídua, o que contribuía bastante com o fracasso dos meus blogs. Além disso, tendo a escrever para mim mesma, mais ninguém. Aí fica difícil, né? Mas eu confesso que tenho algumas saudadinhas dos tempos áureos de fotologger popzinha. Era legal postar e ver gente pedindo espaço porque o guestbook já tinha lotado apenas quinze minutos depois. Era legal ser reconhecida na rua, mudar a cor do cabelo o tempo todo, ter todos os gatinhos (mesmo que, na época, isso significasse “os emuxinhos”) aos meus pés. Isso num tempo em que ninguém nem sabia quem era Marimoon. (O que me faz pensar – O que aquela garota tão vazia de conteúdo tem de incrível?) ou Sr. Orgastic (esse cara ainda existe?). O diferencial é que eu não me colocava como estrelinha. Pelo contrário, eu sempre me senti inferior a todo mundo (viiiiiu, isso não é de agora!) – mesmo num tempo em que pessoas vinham me adicionar no Orkut dizendo “Vi você ontem na escada rolante do Shopping!” “Sou seu fã!” “Quero fotos com a Nica” “Olha, a Nica…”. Enfim. Tudo isso parece muito bom – tudo isso é muito bom! – quando se vê apenas por esse lado. Maaaaas não é só esse lado que existe. Existem os invejosos, os fofoqueiros de plantão, os wannabes, os clones… Esse negócio de popularidade, ainda mais agora, com o anonimato fácil do mundo virtual, traz problemas facinho, facinho. E eu me estressei. Estressei mesmo, com toda razão. É impossível levar falsidade numa boa. Quer dizer, é impossível levar TANTA falsidade numa boa. Tem hora que você não sabe mais quem é amigo. E gente, existe algo pior do que estar sempre cercado de pessoas e se sentir cada dia mais sozinho? Precisei sofrer muito pra descobrir que não. E hoje, quando falo que tenho fobia social ou coisa do gênero, as pessoas não me entendem. Eu amo, de verdade, conhecer pessoas e criar vínculos com elas. Mas se eu percebo que no lugar onde estou falsidade impera, eu me fecho. Simples assim. É por isso que sou tipo um monstro na Cásper Líbero. Desde o primeiro dia, desde o trote, aquele lugar não me cheirou bem. E, no meu silêncio de ‘amiga de todos’ , cada dia adquiro mais certeza sobre a decisão que tomei. Cada dia tenho mais certeza de que eu realmente tinha razão, e aquilo é feito um circo onde todos querem rir um do outro, julgando-se superiores. Eu é que não quero cair nisso.

Domingueira

No fim, até que bater perna até ficar com os pés em carne viva (literalmente!) foi bem legal.

Brincando de Fotógrafa

Me pediram e lá fui eu. Foi uma bela peça, mas, confesso, acabei entediada. ahahaha

Auto da Barca do Inferno… Que saudade deu dos meus anos dourados no teatro.

ps: TInha esquecido o quanto dá trabalho tirar fotos em teatros…

Sexxxta-feira.

Bela voz, belíssima voz ouvi hoje naquele corredor do 5º andar.
Encantador aquele garoto…

A propósito: ri hoje como não consegui a semana toda. E ainda mais.

Faz falta…

Aquele velho relógio que meu pai comprara num antiquário acabava de anunciar: dez horas da noite. A estafa parecia pedir para que eu fosse para a cama. No exato momento em que reclinei a cabeça no travesseiro, vi que não conseguiria dormir. O peso e a culpa rondavam minha cabeça. Não deveria ter falado nada daquilo. Ou deveria? Não sei. Não me culpava por ter sido sincera. Mas me culpava por ser tão ciumenta, tão possessiva. Como podia ser assim? Passei grande parte da noite me culpando. Por ter discutido com ele. Por ter dito coisas que poderia ter silenciado. Por ter sido estúpida. Por amá-lo. É, por amá-lo. Foi isso que me levou a brigar, foi amá-lo demais! Não, não podia nem ao menos cogitar uma situação dessas. Mas lá estava eu, apaixonada por ele. Pelo meu amigo, meu grande amigo. E isso eu nunca iria perdoar. Quer dizer, iria perdoar em alguns minutos, pois precisava viver em harmonia comigo mesma. Só não queria. Não queria aceitar essa paixão, não queria que ela tomasse conta de mim.
 Ah! A culpa era dele! Eu estava decidida. Já era meia-noite, e eu me embolava entre cobertor e travesseiro. Expulsei a cachorrinha da minha cama inúmeras vezes, deixando-a sedenta de carinho. Não queria ninguém por perto. Queria me entender. Mas como? Há anos não podia mais acompanhar o que se passava em minha cabeça. Por isso decidi, e sim, a culpa era definitivamente dele. Aqueles “eu te amo” sussurrados em meu ouvido, aquelas propostas de amor eterno, aqueles incansáveis pedidos de ligação, os recados que diziam “Saudades de sua voz.”, as palavras de duplo, triplo, quádruplo sentido, as vezes em que ele me dizia que eu eu era especial. Todas as lembranças tomaram conta de mim, e era como se eu estivesse vendo um filme. Só havia uma coisa a fazer. Aceitar, me entregar. Mas eu não podia. Então o chateei. Inevitável. Eu me senti reduzida a nada quando o vi falando com outra. Senti-me possuída. Senti-me possuidora. Achava que ele me pertencia, e não é bem assim, nunca foi. Briguei sem sequer explicar o porquê. E jamais poderia explicar. Diversas vezes tive a chance de dizer “Eu gosto de você”. Mas eu não disse. Nós éramos muito ligados, e cada “eu te amo” era apenas mais um “eu te amo”, um amor fraternal, um amor verdadeiro. Pelo menos pra ele.
Um impulso me fez levantar da cama. Não podia fazer barulho, estavam todos dormindo. Fui devagar até a cozinha. Pensei no que poderia dizer à ele. Café, eu precisava de café.  Meu organismo pedia. Enquanto preparava o café, milhares de idéias cercaram meus pensamentos. Um outro impulso me fez pegar o telefone e digitar os primeiros números. Mas não cedi. Desliguei. Uma hora da manhã, o que falaria? E ele ainda estava chateado comigo. Resolvi deixar tudo para o dia seguinte. Não tomei o café, nem ao menos terminei de fazê-lo. Fui ao banheiro, lavei o meu rosto e fui deitar – novamente. Desta vez, deixei a cachorra, que já estava na cama me esperando, ficar comigo. A verdade é que eu precisava de carinho. Estava como ela: querendo amor. Entregando-me totalmente sem me importar com quantas vezes fosse jogada fora. Eu sempre voltava, esperando uma nova chance. Entendi a Isabella. Entendi a mim mesma. Eu era aquela cachorrinha, eu era a Isabella. E o meu amigo era eu. Uma hora, quando tivesse de ser, seria. E logo eu estava dormindo. Repousando.
No dia seguinte, fingi não ter acontecido nada. Deixei para ele um recado como os de sempre: “Eu amo você, saudades”. Não fiquei esperando ligação, e não estranhei ele não ligar – embora ele ligue todos os dias. Havíamos brigado, era aceitável que ele me evitasse. Passei meu dia, feliz,  ignorando o que se passou. Apenas senti falta, mas meu orgulho não me permitiu telefonar. Acho que estou amadurecendo, por mais infantil que eu seja. Estou deixando a vida passar, feito novela… Quem sabe a reconciliação não vem a ser mais um capítulo? Quem sabe não exista o capítulo do namoro, ou do casamento? Quem sabe esse não seja o último texto que escrevo?
 Do futuro ninguém sabe, decidi aproveitar o tempo presente. Mas que ele faz falta… Ah, faz.

 

[ Retirado do meu Recanto. Mais uma vez, sentido o mesmo que no dia em que escrevi… ]

Devaneio (I)

Porque eu vi esse texto no meu Recanto e achei que deveria publicá-lo novamente. Bons tempos aqueles em que eu conseguia escrever …

 

Por mais que eu tente dizer não a todos esses sentimentos que se chocam aqui dentro, o máximo que consigo fazer é assistir calada ao meu próprio fim. De que vale resistir tanto  se ao dormir são novamente eles que reinam em mim?

Não posso. Não, não! Está errado. Até porquê… Olhar-me com esses olhos? Ele? Jamais… (?) Não! Estou confundindo tudo. Não quero nada com ele! Nunca quis! É tudo criação da minha cabeça confusa. Estou estudando demais, é isso. Só pode ser isso.

{Mas e todos aqueles beijos, olhares e carinhos trocados ‘sem intenção’? Aqueles abraços calorosos, aquela espera ansiosa todas as vezes em que cogitávamos um encontro, aqueles elogios soltos em meio a situações que não chamavam isso? E todas aquelas insinuações e sutilezas que sempre deixaram claro que havia ali algo a mais…?}

Não. Estou lúcida, sei que não há nada aqui além de um afeto inocente. Mas os objetos ao meu redor mentem. A taça pela metade, o cinzeiro cheio, as roupas – recém-tiradas – espalhadas pelo chão, a fotografia dele. Malditos objetos! Insistem em me dizer que eu o desejo; que os sonhos com ele são apenas reflexo do que me nego a enxergar quando estou acordada; que há realmente a chance de estarmos juntos um dia – mesmo que ‘um’ seja, nesse caso, não artigo; mas numeral.

O cheiro dele impregnou-se em mim – em meu pescoço, em minhas roupas, em meu sofá –  de maneira que não posso pensar em outra coisa, senão em seu toque. Mas estou lúcida, e isso exige de mim uma postura séria.

Por hoje eu decidi continuar sendo apenas a garota dos “incríveis olhos verde-musgo”. {Embora meu coração diga que sou não apenas uma garota com belos olhos, mas a garota “dele”.}