CONSIDERAÇÕES

Diálogo # 1

– E aí, como foi o feriado?

– Ah, ótimo! Dormi bastante … E o seu? Foi pro Juca, né?

– Sim, foi muito bom! E você, foi pra algum lugar?

– Não, fiquei em casa, né! Olha bem pra mim…

– Ah, não! Eu vou tirar você dessa toca, você precisa sair dessa já!

Diálogo #2

– Eu sou muito chata, né?

– Ah, é, … , é.

Diálogo #3

– Quem não te conhece bem enxerga em você um envólucro, uma bolha. Você faz questão de deixar claro com um olhar, que seja: Não se aproximem.

– Eu…

Diálogo #4

– Você me acha bonito?

– Sim… sim. Eu te acho bonito de todas as maneiras, sabe? Você é bonito em todos os aspectos… é impressionante…

– Obrigado…

– Às vezes eu queria ser como você…

– Você também é linda à sua maneira.

Com o espelho

Nunca quis tanto me compreender como quero agora. Eu cansei de procurar a solidão, de estar sempre sozinha, de fazer questão de me isolar. Eu não fui sempre assim, anti-social. E eu não quero ser pra sempre assim. Estou longe de saber o que criou todos esses bloqueios que tenho hoje, mas sei que preciso encontrar uma maneira de driblá-los. É sempre hora pra ser feliz; mas ainda não encontrei a felicidade. Tudo que conheci até hoje foram momentos de euforia. E a euforia sempre precede a depressão…

Sabe o que é pior? depois de alguns segundos de autocontemplação, só conseguir chorar. Mas vai passar. Tudo sempre passa, de alguma maneira.

O problema (graaaaaaaaaaaande problema!) é: quando?

“semana que vem” martelando na cabeça. a vida em fotografias.

3 comentários em “CONSIDERAÇÕES”

  1. Passei por esse fase (ou provavelmente ainda estou tentando passar) e teve duas coisas que li há um tempo que me atingiu diretamente, como um tapa na cara.

    Uma é a seguinte frase: “O ser humano é o único animal que acha que tem a obrigação de ser feliz, enquanto os outros simplesmente são.” Questionar e buscar determinados sentimentos, ameaça o próprio sentimento buscado.

    E como sempre tenho em mim essa busca por uma felicidade e por um amor (que não encontro), acabei em um poema imenso, sobre a solidão que serviu como um murro na cara… e que fez eu mudar um pouco minha visão sobre a busca da felicidade.

    É um poema do Percy Bysshe Shelley que se chama Alastor: Or, the Spirit of Solitude (http://www.bartleby.com/139/shel112.html). Mostra que quando colocamos como prioridade a busca pela felicidade ou pelo amor ou algum outro sentimento, acabamos nos condenando a não encontrá-los nunca, e à solidão.

    Amor… felicidade… essas coisas não podem ser tornar objetivos, por serem sempre conseqüências de como conduzimos a vida.

    Não sei se estou certo, mas sei que isso vem me ajudando.

    E se conseguir isso que se propôs no post, me mostre como. 😛

    Abraços

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