{F}Utilidade Pública

Ok, depois de muitos espasmos dramáticos, vejo uma luzinha brilhando pra mim.
(Mentira, não foi depois de espasmo nenhum, e sequer vi luz alguma.) Acho que entendi porque blog nenhum meu vai pra frente. É claro que eu canso: eu não escrevo nada de útil. E nem estou dizendo útil para os outros – porque pra mim isso não faz a menor diferença. Digo útil pra mim. Nada que me faça falar “poxa, isso vai pro blog!” (Acredite ou não, no twitter é assim, no fotolog é assim, no youtube é assim… pelo menos comigo.)

Eu sou da geração blog-diáriozinho-adolescente. Diário, aquele caderninho onde contam-se os acontecimentos, as vontades, as alegrias, as angústias… o caderninho do desabafo. (E, devo confessar, tenho tendência a transformar qualquer coisa em diário. São confissões em dezenas de blogs – que eu nunca apago, mas também não lembro que tenho – fotologs, comunidades virtuais, agendas, post-its, capas de livro, embalagens, cadernos, guardanapos, panfletos aleatórios… Baixou um santo, tô anotando – estilo Chico Xavier.)

Então eu decidi. Decidi que vou fazer sim o que sempre tive vontade (e nunca coragem!). Vou fazer um blog de {f}utilidade pública. E vou falar, sim!, de banda ruim, de homem bonito (e mulher também, por que não?), de sonhos, viagens, música, bafões, celebridades, cinema, internet, moda, pessoas… enfim. Já que é pra ser piegas, vamos ser piegas com graça. E nada mais gracioso (desculpe, mas meu gosto é mesmo péssimo) que unir a pieguisse (sei, não sou Guimarães Rosa, não posso ficar criando neologismos indiscriminadamente por aí! Whatever) à criatividade, e, sei lá, estou com vontade de escrever mais. Já tive sucesso com blogs assim.

Enfim, eu estou escrevendo tudo isso hoje, e amanhã, provavelmente, já não me fará sentido nenhum. Sou inconstante, mesmo, e nem ligo. O blog é meu, eu falo o que eu quiser, posto como quiser, que ninguém vai ler mesmo.

E se eu achar isso ruim, apago! há. Olha só como posso ser má…

Brincadeiras à parte, eu realmente estou querendo mudar um pouco.
Cansei de ser um livro aberto.

E vou ficando por aqui, mais tarde revejo o post. Agora é aquela hora legal do dia em que eu pego o super trânsito de São Paulo pra chegar à acolhedora Cásper Líbero.

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