(Mais um) Reinício.

É sempre assim: todo ano, perto do meu aniversário, as coisas começam a acontecer.
Primeiro, uma zica danada. Tudo dando errado.
Acessos de nostalgia e de mau humor.
Instinto anti-social.
Depois, pessoas fantásticas vêm – sabe-se lá de onde – fazer parte da minha vida.
(E somem depois, tão de repente quanto apareceram.)
Momentos engraçados, memoráveis, divertidos.

Algumas letras fazendo mais sentido que outras.

Grande senso criativo, nenhum senso prático.
Excesso de romantismo. O nível de drama, nem preciso dizer.
(Não preciso, mas digo: Se já é enorme no dia-a-dia, explode nesse período…)

A idade vai mudar, é fato, mas isso é o que faz menos diferença.

Parece que olhar pra trás dói.
O peso que cresceu assustadoramente de um instante para o outro.
O amor próprio que se perdeu. A viagem sem-volta pelo tempo.
As escolhas que nem sempre parecem ter sido as mais apropriadas.

A vontade de gritar.
O medo de ter errado.
{E a cada ano as coisas vão ficando mais complicadas…}

Eu estou na fase do “não pertencer”…
A ninguém. A lugar algum.
Às vezes é tão bom. Às vezes, assustador.

(Algumas vezes, sequer me reconheço.
Noutras, pareço demais comigo.)

Preciso ser boa em alguma coisa.
Todo mundo é.

Aquilo que idealizei por tanto tempo não me satisfaz mais.

(“Eu não me basto”. Às vezes eu assumo, bem baixinho, no escuro. Às vezes.)

Ter meu próprio mundo não significa muito.
Não significa quase nada.

Aniversários me fazem refletir.
E a minha história se repete…
(seja isso bom ou ruim)

Déja vùs. Só isso.

“Aproveita e pede um pônei”, já diria Carlos Costa.

Já que é só uma fase, deixo a tristeza rolar…

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *