Love is a losing game…

Ontem eu tive um daqueles meus poucos momentos de lucidez-que-precede-o-transe. Internet me cansou, é a verdade, e, embora eu não fique sem, eu não consigo mais ficar por muito tempo aqui. Enfim, um pouco mais lúcida que o comum, saí do computador e fui ler um livro, coisa que eu amo fazer, mas para a qual dificilmente tenho separado tempo já há algumas semanas. Aí me deparei com “Meus poemas preferidos“, de Manuel Bandeira. E entre viagens, identificações e certa comoção, passei minha tarde um pouco afastada de todos os problemas que eu tenho transitando em minha mente por enquanto. Ah, que falta eu estava sentido de tudo isso. De me sentir livre. O melhor dia do ano, por enquanto. Bandeira é, sem dúvida, um dos homens da minha vida. (E as pessoas que me ouvem dizendo isso devem imaginar que sou louca.)

Hoje eu acordei cedinho, umas sete horas. Haha, a coisa mais estranha do mundo é voltar a acordar cedo sem motivo depois de um mês levantando por volta das onze horas. (Enfim, é bom acostumar, se tudo der certo daqui a um mês eu estarei diariamente levantando às cinco e meia e indo deitar à meia-noite.) Whatever, hoje foi mais um daqueles dias melancólicos pelos quais passo todas as férias. Eu fiquei lendo antigos blogs e fotologs (sim, eu já tive centenas de blogs que não foram para frente, e vários fotologs também!) e comparando os meus dramas de hoje com os de antigamente. O triste foi chegar à conclusão de que ando regredindo um pouco… Deve ser a solidão das férias – assim eu espero. A trilha sonora gerou um pouco de angústia, confesso… O álbum Back to Black, da Amy Winehouse, nunca fez tanto sentido pra mim. As letras se encaixando com o que tem se passado no meu coração… Eu acho que o player não aguenta mais repetir as mesmas 10 faixas tantas vezes. Mas eu não consigo parar de ouvir, e , eventualmente, – nem é tão incrível, vai! – chorar.

Por que será que é tão difícil abrir mão de certas coisas? Se há algo em comum em todos os meus fotologs/blogs e afins, é que em todos eles eu sempre estou sofrendo por amor. Seria normal, se não fosse pelo fato de que o amor é o mesmo. Desde os meus 11 anos. Isso é anormal, isso é doença, sei lá o que é isso afinal. Eu ando, novamente, feito uma criança, sem conseguir conectar pensamentos ou terminar uma oração sem mudar de assunto. Tá, eu preciso concluir idéias… Mas não agora. O blog é meu. Os textos disconexos são lidos só por mim, mesmo…

“Cansei de ouvir e falar coisas sem sentido. Quero o silêncio sincero, não as palavras vazias… Perdi a conta de quantas noites de sono já substituí por pranto, quantas madrugadas já passei chorando, e pensando no que podia ter sido/acontecido na minha vida… Não sei (e nem acho que um dia vá saber) o porque de tantas coisas darem errado pra mim, não imagino como depois de viradas tantas páginas na minha vida eu ainda consiga lembrar – e retomar – tantos dos sentimentos que nelas haviam, sem medo, sem dor. Muita coisa passa, mas alguns dos sentimentos permanecem, e, ainda por cima, crescem aqui dentro. Chego ao ponto de discordar, algumas vezes, do que algumas pessoas dizem à respeito de uma boa história, o tal do “o que importa realmente é o meio”… ou “não importa o começo”… O meu começo marcou tanto, que passou a ser meu tudo. Minha história. Talvez eles estejam com a razão, e , afinal, é isso que estraga. Talvez eu não tenha uma boa história. Assustador, não?
Pois é, meu mundo desmorona diversas vezes ao dia… quando eu tento não pensar neste ou naquele momento e só penso mais ainda neles… Quando eu faço de tudo para esquecer aquela mesma pessoa e só consigo lembrar mais dela. O começo marcou, e o começo foi maravilhoso, talvez isso é o que me faça pensar em “como não podia acabar assim”. Ou em “como nos amamos e temos medo de assumir”. Ele não me ama, é só disso que tenho que me convencer.
Paixõezinhas, romancinhos de internet, namoricos… nada dura aqui, eu tenho uma facilidade de apego/desapego enorme. Perdi a conta de quantas vezes gostei e desgostei nesse meio tempo. E ele permaneceu. O que eu sinto não é igual ao dos outros. É amor,é o primeiro e talvez o único. Eu tenho medo, eu estou assustada, eu o desejo, eu o quero… e eu desejo o mal de quem se aproxima dele, é algo inexplicável… Vê-lo todos os dias sem que ele olhe pra mim! Estou cansada de ouvir as pessoas dizendo “bola pra frente, nih, vc encontra outra pessoa”, ou “fique com alguém…”. Pra vocês é fácil falar, são lindas, são delicadas, são meigas… Garotos não gostam de aberrações, não gostam de gordas, não gostam de mim. Não mesmo. E eu cansei de emagrecer e depois engordar tudo de novo, cansei de me entregar e estar sendo só iludida, cansei de correr atrás e acabar embaixo da sola do sapato dos outros. Nenhum pé na bunda até hoje me levou pra frente…
Já não sei mais o que fazer, não estou nada bem…

melhor ficar por aqui hoje… ;/”(05.06.2006-fotolog)

Será que não está na hora de ser um pouco mais madura, não?
(eu espero lembrar de deletar isso aqui mais tarde, porque acho que não faz nenhum sentido!)

Sonho

Nada lhe pertence mais que seus sonhos.

Friedrich Nietzsche


Ele: “Adoro a maneira como a gente conversa quase se beijando… e todas as vezes em que você desvia o rosto e volta logo em seguida para um daqueles beijos cinematográficos… Adoro a maneira como você me olha, como cuida de mim – mesmo quando eu mereço apenas desprezo…. Eu adoro quando me deixa deitar em seu colo e me enche de carinhos e atenção, adoro conversar com você o tempo todo, adoro poder confiar em alguém que amo tanto. Adoro saber que depois de tanta espera – 7 longos anos de espera – estamos aqui, juntos: o amor não pereceu diante do tempo, diante das pessoas, e, o mais importante, não pereceu diante da minha covardia, que o escondeu e feriu você por tanto tempo, quando o que eu mais queria era lhe dar carinho…”

Eu: “Eu amo você. Foi isso que me manteve aqui esse tempo todo, resistindo ao seu desprezo, aos maus tratos e ao despeito. É um amor tão grande que , não importa o quanto eu tentasse te esquecer, de uma forma ou de outra eu estava sempre aqui de volta. Eu já chorei, já desisti, já quis morrer, nada fez o sentimento mudar, só fez crescer. Mas agora eu entendo, ele não podia ir. Não podia ir até que você mostrasse que era recíproco, porque, diferente de mim, ele dizia que você sentia alguma coisa toda vez que eu olhava em seus olhos, e só não entendia o porquê de você negar tanto. Eu te amo, e não é pouco. Eu te amo imensuravelmente….”

*Pausa para o grande beijo, o abraço, e depois… bem, depois, nada. Depois eu acordei e corri para anotar isso antes que esquecesse, porque esse sonho é meu, este momento foi meu, não importa quão irreal tenha sido. Não importa quanto tempo eu tenha de esperar para que se torne realidade, não me importa que seja sonho para sempre. Acordando antes do fim, eu fugi do constante final trágico que me persegue até nos sonhos…

Pausa para os comerciais

Eu já quis muito entender a lógica dos dias, dos acontecimentos, mas isso foi bem antes de finalmente perceber que o tempo não tem lógica nenhuma. O destino, Deus, seja lá o que for que faz o mundo girar, está bem longe do previsível roteiro de novela, no qual problemas e soluções vêm sempre simultaneamente, cada um na mão de uma personagem, para que, ambas juntas, superem a adversidade.
Eu notei já faz algum tempo, mas até hoje não adquiri maturidade para viver isso. Parece que estou sempre atrás da formulinha mágica, do príncipe encantado, do descubra-a-solução-logo-após-os-comerciais. Não há fórmulas, não há príncipe, e também não há pausas. A vida não é novela, como dizem por aí.Ninguém nunca me deixou repassar uma cena que não ficou boa, nunca me deram um roteiro que eu pudesse seguir pra evitar inconvenientes. Acima de tudo, o final da minha vida, tanto quanto seu decorrer, é imprevisível, e, por mais que eu seja observada, elogiada, criticada, por mais que tenha planos, sonhos, objetivos, nada disso depende inteiramente de mim. Na sua lógica sem lógica, o tempo corre, a vida segue. O que resta é lutar pelo que se quer, esperando que, de uma forma ou de outra, esse seja o desejo do destino. “E se a casa cair, deixa que caia…”. Há sempre tempo para tentar de novo, mesmo não havendo tempo para mais nada.

orkut – Minha página de recados

Eu já quis muito entender a lógica dos dias, dos acontecimentos, mas isso foi bem antes de finalmente perceber que o tempo não tem lógica nenhuma. O destino, Deus, seja lá o que for que faz o mundo girar, está bem longe do previsível roteiro de novela, no qual problemas e soluções vêm sempre simultaneamente, cada um na mão de uma personagem, para que, ambas juntas, superem a adversidade.
Eu notei já faz algum tempo, mas até hoje não adquiri maturidade para viver isso. Parece que estou sempre atrás da formulinha mágica, do príncipe encantado, do descubra-a-solução-logo-após-os-comerciais. Não há fórmulas, não há príncipe, e também não há pausas. A vida não é novela, como dizem por aí.Ninguém nunca me deixou repassar uma cena que não ficou boa, nunca me deram um roteiro que eu pudesse seguir pra evitar inconvenientes. Acima de tudo, o final da minha vida, tanto quanto seu decorrer, é imprevisível, e, por mais que eu seja observada, elogiada, criticada, por mais que tenha planos, sonhos, objetivos, nada disso depende inteiramente de mim. Na sua lógica sem lógica, o tempo corre, a vida segue. O que resta é lutar pelo que se quer, esperando que, de uma forma ou de outra, esse seja o desejo do destino. “E se a casa cair, deixa que caia…”. Há sempre tempo para tentar de novo, mesmo não havendo tempo para mais nada.

Just between ourselves

Eu sei sempre do que é que estou falando. Tirando isso não sei mais nada.

Millôr Fernandes, mestreeeee!


Eu estou com medo, e já não sei mais de quê. O vestibular passou, a agonia passou, a indecisão passou. Tudo foi embora, de certa forma. E todas as não-despedidas, vontades e dúvidas agora são outras. E eu não aguento mais ter sempre um vazio, sempre um problema, sempre uma angústia nova.

Não aguento mais as noites maldormidas nem as reminiscências que ficam me perseguindo. De que adianta estar sempre sóbria se as alucinações continuam vindo? Eu não posso ficar aqui sentada pensando na vida pra sempre – embora seja a única coisa que eu saiba fazer. Parece que o tempo passou e eu continuei aquela menina que sonha demais. E o erro não é sonhar demais, não. É sair da realidade e viver no sonho. Talvez seja essa a razão pela qual eu nunca termino nada que começo. Tudo sempre começa com um sonho infantil – por menos criança que eu seja. E aí, uma hora, de uma forma ou de outra, acaba perdendo o sentido ficar alimentando determinado tipo de fantasia.

Eu não sou uma celebridade, eu não sou escritora nem jornalista reconhecida, eu não namoro aquele ator que eu venero e que não vem ao caso mencionar, eu não vou emagrecer como se colocassem uma agulhinha em mim e eu simplesmente murchasse, eu não vou conhecer a minha banda favorita tão cedo, e eu não conquisto os caras com apenas um olhar, porque também não sou uma gueixa.

Então o que eu sou, MEU DEUS!? Eu não sou ninguém. Quer dizer, eu sou alguém. Eu sou a Ariane, a ex-anglete de 17 anos, que tem um estilo tão cheio de misturas que acaba sendo único, que sempre gostou de escrever, embora não o faça bem, que sonha com um dia ser boa em alguma coisa, nem que pra isso precise dedicar amargamente vários anos de sua vida inútil. Mais que isso, eu sou a menina de quem quase ninguém sabe o nome, mas que todo mundo conhece, de uma forma ou de outra, em todo lugar onde vou. E isso me incomoda. Incomoda não ser reconhecida não por algo que faço, mas porque me acham parecida com alguém (que também não vem ao caso citar), ou porque um professor vive falando de mim. Incomoda esse meu jeito escandaloso de ser, e incomoda saber que sempre que eu quero ficar invisível eu acabo apenas aparecendo mais.

Eu sei que parece (não, não parece, é!) imaturo, e longe de mim querer passar uma impressão arrogante ou estúpida. Nem sei até que ponto não estou mesmo sendo tudo isso, mas, o que importa? Não é essa a intenção mesmo. Eu só estava precisando desabafar, porque ficar trancada dentro de casa durante um mês aguentando as minhas nóias e as da família não é, nem de longe, trabalho fácil.

E esse resultado da Fuvest que não chega? E o trote da Cásper que não vem logo? E a festa dos aprovados, quando é? Eu quero uma farra, eu quero a minha galera, eu quero um abraço amigo, poxa. (E eu quero aprender a parar um pouco de pensar e falar sobre mim.)

Agora, alguém tem alguma idéia de como me fazer parar de sonhar?

Starting Point

Ok, ok. Domingo é dia do ócio – é fato (Pelo menos para mim!) – e nada pior que um domingo. Especialmente este domingo, chuvoso, sem DVD, sem pipoca, e sem vontade de sair. Tudo bem, nem é tão ruim. Acabo tendo idéias (não garanto que sejam boas, mas são idéias, vá lá), e, dependendo do grau, oportunidade de botá-las em prática. Quer coisa melhor pra se fazer que ler, estudar um pouco e botar o blog em dia? (Tá, isso foi meio nerd! Mas eu gosto, ué.) E assim foi. Corri para o computador – sem muitas idéias geniais, mas com muita boa vontade.

Ano novo, blog novo. Sei lá, estou sentindo essa necessidade de mudança desde o comecinho de janeiro, mas não tinha tido força de vontade suficiente ainda. Às vezes demora( pra gente tomar coragem e abandonar velhos costumes. É a velha segurança que a rotina traz. Mas hoje foi diferente.

(O barulho da chuva lá fora está me incomodando. Não porque eu não goste dele – eu gosto bastante! – mas porque ele me faz sentir uma prisioneira. Sim, surge aquela vontade imensa de correr para debaixo da chuva e sentir as gotas lavando a alma, mas eu estou impotente – meus medos e inseguranças de certa forma me prendem a essa cadeira, e, um a um, acabam ocupando minha cabeça com preocupações. Acho que esse é o mal das férias de quem trabalha demais, sempre que você para, acaba focando no que precisa fazer quando as férias acabarem, em tudo que ainda dá pra fazer no tempo de descanso, em como vai ser seu dia-a-dia no próximo ano. In broad daylight eu fico transformando minha vida num filme piegas, com todo meu romantismo inocente e tolo. Sim, eu sou bem incoerente.)

Bom, hoje eu fico só com a estética. Sim, falei um monte de coisas inúteis e sem sentido, como é do meu feitio. Agora é a hora de organizar a página. Até mais.

Ano Novo, Vida nova (?) !

“A melhor maneira de ser livre é ser culto.

José Martí

A velha frescura chamada balanço…


2007 foi um ano estranho. É, estranho – esse é o adjetivo ideal.
Começou com uma má notícia: a cirurgia. E, de repente, como se fosse o ano do azar pra mim, meu mundo começou a cair em todas as áreas (quem acompanha o fotolog sabe disso). Bombei na Cásper, operei a coluna, entrei em depressão. E, além de tudo, ainda ia ter de fazer cursinho. Logo eu – que sempre disse que cursinho era coisa de otário.

{Pois é, não nego que tem muito otário no cursinho sim, gente que pega o dinheiro do pai e, pra não jogar direto no fogo, “investe” lá. “Investe” sublinhado, em itálico e entre aspas, porque você dificilmente vai encontrar esse cara a menos que o procure no bar – nunca na aula. Mas de fato existe gente assim em todo lugar, e cada um vive como quer, portanto não posso falar nada. A verdade é que descobri que, contrariando todas as minhas expectativas (e salvo algumas exceções), cursinho é lugar de gente inteligente. Gente corajosa, forte, e que sabe o que quer. Foi lá que descobri o que realmente é ter de lutar por um sonho (porque até então, o meu papel era sonhar – cabia aos meus pais tornar tudo real pra mim – e tudo era muito mais cômodo!), e como é maravilhoso vê-lo virando realidade depois de tanto suor.}

Ok. O cursinho começou – e eu abri mão da minha vida pra lutar pelo tal sonho. Sozinha – o que significa sem ninguém conhecido – e sem esperanças (ou auto-estima). Chegou o meu aniversário, e eu fiz o piercing que sempre quis! (Em menos de um mês fui parar no hospital com um inchaço no nariz e a médica disse que ‘o nariz tinha sido furado em local perigoso e se o piercing permanecesse por mais um ou dois dias, corria o risco de necrosar o pedaço e cair’. Ótimo de se ouvir. Tirei, dois ou três meses de tratamento e estava tudo ok de novo. E a deprê pior.)

Comecei a conhecer pessoas, e encontrei amigos verdadeiros. Pessoas que me acompanharam e acompanham, e sem as quais teria sido impossível continuar. Gente que me viu chorar e rir, passeios, comemorações, vídeos toscos, fotografias, momentos que ficarão pra história. E ponto.

Tudo bem. E aí duas semanas de férias em julho – quando meu cabelo decidiu começar a quebrar e cair sem parar. Mais remédios e – pior – nada de resultados.

Resolvi voltar a ter um blog, e em pouco tempo tive de desistir. Não havia tempo disponível pra postar nunca… Então eu fiquei só. Eu, os livros. Chorava todas as noites, passava mal, as provas não traziam mais resultados, eu estava cada dia mais gorda. Sim, sim, foi terrível, fui afundando. Me isolei, me escondi o máximo de todos. Nãoq ueria ninguém me vendo ‘nesse’ estado. E olha que eu nem tinha consciência do meu estado direito.

As provas vieram, e eu tive de ser forte. Tive de encarar com tudo. Passei mal, fiz coisas sem ler, errei bobagens que eu sabia, simplesmente por estresse. Foi realmente deprimente. Mas eu passei. Passei para a segunda fase da FUVEST, passei na Cásper Líbero, tirei 90% no ENEM. Eu fui bem, digamos, se levar em consideração que muita gente que ralou como eu não conseguiu nada disso. Mas eu fui mal, muito mal – porque eu sei que tinha capacidade e lutei para ir muito melhor…

O fim do ano chegando, comemorações mil, eu descobri que as amizades que adquiri eram realmente verdadeiras. Pessoas sem as quais não sei mais viver. Passeios. Os meus sonhos estavam realizados. Eu venci. Venci. A despeito dos mais de 20kg que engordei, e do pouco cabelo que ainda me resta, eu venci. E agora é a hora dos planos para 2008, do tratamento contra o estresse, da dieta, da faculdade, da carta, de voltar com o blog. Agora é a hora, e ponto.

Depois de amanhã, tenho a segunda fase da fuvest, e seja o que Deus quiser… ! Se bem que uma notíciazinha boa aqui dia 7 de fevereiro não seria nada mal, não? hahaha 🙂

É só. Acho que comecei com a intenção de escrever bastante coisa -e coisas bonitas – mas a pressa não permitiu. Pois é, eu ainda ando na maior correria, apesar de ter mudado bastante… !



Desabafo

Hoje eu finalmente senti. Senti que acabou. Que nunca mais vai ser o mesmo. Sei lá, eu falei várias vezes que não o seria, todos nós falamos. Mas – pelo menos no meu caso – falar não significa que necessariamente acreditava no que falávamos.

(Ok, acreditar eu acreditava. Mas não tinha a mínima idéia de quanto ia doer – até hoje)

Depois dos dez dias – os dez INFINITOS dias – de ‘férias’, eu fui para a aula com saudades enormes e uma expectativa que nunca tinha sentido antes. Eu ia vê-los, eu ia abraçá-los, eu ia rir com eles. É sempre isso que me dá forças pra assistir às seis aulas todos os dias (assistir pelo menos teoricamente…). Mas, quando cheguei lá foi que eu me toquei. A Laura está em Porto Velho, na casa dela. A Marcelli e o André não vêm. A Renatinha sumiu. Lá estava eu sozinha, pensando no tempo que perdi cada dia que passei longe deles – e nem estou falando das férias.

Enfim, daqui pra frente será assim – e eu ainda não tinha notado! Cada um vai pra sua faculdade, cada um vai viver a sua vida, e aí? Meu Deus, eu não quero perdê-los de jeito algum, e sei que estaremos perto, que poderemos sair juntos e coisa parecida… Mas nada dói mais que saber que não haverá mais “fi-fiuuuuus!”, nem vídeos xaropes no pátio, nem musiquinha pro Élcio, nem desabafo e choro no tablado.

Há doze dias e eu já estou com saudades.
Onde quer que eles estejam, SAIBAAAAM! , eu quero aqui e AGORA.
Como de costume, estou surtando … haha…!