Fragmentinhos

A gente não faz amigos, reconhece-os.
Vinícius de Moraes

Eu acho que há um ano eu sequer imaginava como seria o dia de hoje. É. Em 6 de setembro de 2006 tinha ao meu lado logo cediiiinho aquela pessoa com quem convivi mais intensamente até então. Enchi de abraços, de carinhos, fotografias, atenção. Pois é. Parece que quando temos o ser amado ao nosso lado a impressão que fica é que será assim para sempre – e é tão traumático descobrir que não é! Enfim. Um salto (de um ano). Quinta-feira, 6 de setembro de 2007, cinco da manhã. Levantei toda estabanada – ainda mais que o normal (já que quinta é dia do rodízio do carro e saio ainda mais cedo para não correr o risco de uma multinha na radial) – e corri até o celular intencionando mandar uma mensagem. Era a única coisa ao meu alcance naquele momento – por pior que fosse. E o celular simplesmente avisou que “não havia crédito suficiente para completar a operação”. Ok. Nem preciso dizer o quanto eu me estressei. Mas não podia parar pra pensar, então terminei de me arrumar e fui embora (com a sensação de culpa e pior – de irresponsabilidade – na cabeça). Voltei à primitiva – e parece que, no nosso caso, comum – forma de comunicação: a carta. Quer dizer, e-mail, post, sei lá. Eu tinha que escrever algo para ela! Eu tinha que dizer o quanto ela era especial, o quanto fazia falta, o quanto a queria bem. E ultimamente anda meio difícil me comunicar. CARAMBA ! Como pode a vida separar sempre as pessoas que mais se gostam? Como pode eu ter dificuldades para encontrar com a minha MELHOR amiga? Poxa vida, de repente eu me pego vendo a pessoa (que antes via de segunda à domingo) apenas duas vezes num ano? Não posso abraçá-la, não posso gritar “Eu te amo” e pagar os micos que antes eram tão comuns entre nós! MEU DEUUUUUUUS, eu juro que estou a ponto de surtaaar! Quem diria que eu um dia seria obrigada a sobreviver sem a pessoa que era meu oxigêniooo! Mas é assim mesmo – cada um tocando sua vida, não é mesmo?

Miih! Quem diria que tudo passaria tão rápido e estaríamos aqui, cada uma de um lado, ambas longe uma da outraa, e eu sem saber o que fazer para demonstrar tudo o que eu senti/sinto com essa mudanço extremamente ‘brusca’? Pra falar a verdade, eu acho que em dezembro/janeiro eu não tinha me dado conta do que estava acontecendo. Estava ainda esperando as aulas recomeçarem, a vida voltar a ser como sempre foi. Mas esperei, esperei, esperei… e não veio. Eu vi meio ano passar e tudo ser muito diferente! Tive poucas oportunidades de te ver, de conversar com você… Poucas chances de saber como você se sentia, o que pensava. Mas o sentimento que nutro é o mesmo: O mesmo amor, o mesmo carinho, as saudades imensas. Acho que sinto necessidade de você. O triste (ou não!) é que a gente tá crescendo! E aí surgem novas responsabilidades, novas vontades, novos rumosss… E tudo só distancia cada vez mais. Enfim, eu não quis te ligar hoje porque tive medo de te atrapalhar, não mandei mensagem porque meus créditos acabaram… E eu realmente queria poder te dar um abraço, um beijãooo e rodopiar com você, lembrando das nossas risadinhas, das nossas fotografias sempre frustradas, das nossas idas ao cinema, das nossas bobagens aleatórias! Que saudade eu tenho daquela intimidadeee de antes… (é tão estranho!) Mesmo de longe eu tô aqui torcendo por você, pela sua felicidade, por suas realizações. Acho que é até injusto te dar parabéns via internet, acho que não tem como escrever algo sem ficar parecendo um clichê, e isso me bloqueia, porque você é especial o suficiente para merecer algo INÉDITO, algo EXCLUSIVO, algo que está aqui dentro de mim mas não consigo tirar, sabe?

A verdade? Por mais que me esforce pra pensar em palavras bonitas, só consigo lembrar das nossas viagens pelo interior afora, das minhas trapalhadas, dos teus conselhos, dos primeiros beijos, das confidências, do triozinho inseparável, da turma do fundão, das coincidências, enfim! É impressionante como só tenho lembranças boas suas, Mih! *e sim, estou chorando feito uma tonta aqui ao tentar expressar pelo menos um poucoooo da avalanche que está passando aqui por dentro de mim com algumas palavrinhas*. Nunca vou esquecer Mih, dos dias em que você riu comigo, do fato de você ter sido a primeira amiga que eu tive em toda a minha vida, e dos momentoos em que recebi um abraço seu – das vezes em que chorei só por ver uma lágrima escorrer nos seus olhinhos. Eu te amo demais, acho que não existe meio de explicar algo assim. Foram os melhores cinco anos da minha vida, e quero muitos outros ainda contigo ao meu ladooo! Juízo agora que atingiu a maioridade, viu mocinha? hahaha ! :}

Melhor eu parar por aqui, parar com essas lembranças todas, porque estou numa fase difícil e ando EXTREMAMENTE manteiga derretida… (não é legal XD) Eu não quero que pense que vai se livrar de mim tão fácil, viu, minha estilista LINDA?

TE AMO MUITO, Michelle Lopes!
Muito mesmo. :}

Para estar junto não é preciso estar perto, e sim do lado de dentro.
Leonardo da Vinci

(DESCULPA, DESCULPA, DESCULPA O MEIO DE TE DESEJAR OS PARABÉNS! PRECISAMOS NOS VER PRA EU DAR DE VERDADE :~~~)

http://www.youtube.com/v/mzuQLXidmpQ

http://www.myspace.com/tamy_records

é onde eu mato as saudades de vez em quando! s2

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