My way

Por quantas vezes realmente precisamos passar por momentos frustrantes em nossas vidas? Até que ponto não forçamos decepções – sabendo que certas coisas não podem dar certo e mesmo assim injetando esperanças e correndo pra fazê-las? Não é questão de pessimismo, mas acho que devíamos nos conformar mais com certas verdades inquestionáveis – como a morte, ou mudanças, até mesmo com sentimentos.
Não estou aqui falando pra ninguém se tornar um ser humano frio não (só eu sei o quanto sofro sendo um!), mas acho que se se deixassem aceitar as coisas que não puderam evitar e simplesmente esforçassem-se para que o momento ficasse o mais suave possível, ao invés de se lamentar ou buscar culpados, isso tornaria suas vidas muito mais leves…
Sabe, eu tenho visto tanta coisa que nunca pensei que aconteceria: A morte chegando cada vez mais cedo, crianças sendo obrigadas pela vida a agirem com mais maturidade que muitos adultos, pessoas perdendo todo o tipo de fé que tanto tempo levaram a adquirir, jovens sofrendo com a pressão de não poder ser o que sonham – porque precisam ser aquilo que outros sonharam pra eles… É tudo muito difícil, eu sei.
Sei que não sou a pessoa mais adequada para falar sobre qualquer virtude – sei mesmo: não sou eu a garota que discute o tempo todo com os pais? Não sou eu a garota que não consegue perdoar outros por erros cometidos no passado? Não sou eu a garota que se acha no direito de julgar culpados e inocentes na morte daqueles que mais amou? A verdade é que nem sempre fui insensível assim, mas a vida foi me transformando num monstro… É o que eu acho – é o que vejo… E o mais impressionante é que na maioria das vezes eu sinto-me feliz por isso. Por ser, não digo livre, mas ‘imune’ à maioria dos sentimentos. Só eu sei o quanto já sofri de livre e espontânea vontade- sabendo que algo era contra a realidade e mesmo assim correndo atrás como se um dia tudo fosse mudar e eu realizasse alguns dos sonhos mais impossíveis… Não tenho mais esse tipo de decepções. O único problema é que algumas vezes não sou capaz de sentir nem mesmo aquilo que há de mais simples – mais puro… às vezes não sou capaz de sentir compaixão, ou de compartilhar dores e alegrias. Mas quer saber, tudo tem seu preço, não é?

Mas não deixo de ver o quanto tenho sido egoísta… será que valerá sempre a pena?
Nunca fiz mesmo muita questão de ser humana… acho que desde que nasci, nasci para ser esse monstro. Se ideais se adquirem com o tempo, por que a maldade não?
Prefiro fazer tudo do meu jeito…

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