Insônia

Sábado, passa de meia-noite, eu na frente de um computador – não sei se por vício, ou por tédio, nem mesmo se por falta do que fazer. Aquele aperto que todo mundo um dia já sentiu, aquela vontadee de gritar e o sentimento de que falta alguma coisa aqui – mesmo sem saber o que é, tudo isso me possuindo. Aquele beeeeeela salada na cabeça né. Também, não posso dizer que foi minha semana de sorte. Uma-desgraça-puxa-a-outra-e-de-desilusões-se-faz-a-vida, voltaram as aulas, crise aérea, greve metroviária, depressão … Mas e comigo? O que, de fato, está acontecendo? Acho que parece algo ridículo se lido assim (e quem sabe a minha vida não é ridícula mesmo?), mas não é simples não. Tanta coisa passa pela minha cabeça e eu entendo tão pouco… Eu quero (preciso!) tomar decisões, aceitar problemas, enfim! Eu quero encarar toda e qualquer ‘ziquinha’ que aparecer dando risada, e não surtar à cada obstáculo mínimo por que eu tenha que passar. Talvez Saramago estivesse certo. Talvez nossa maior tragédia seja mesmo não saber o que fazer com a vida. A minha, pelo menos, tem sido. Que carreira seguir? Que destino escolher? Quem aceitar? Como não me apaixonar? Como dizer não às coisas que tanto desejo? Como esquecer meus sonhos – que parecem tão infantis? Ah, tantos desejos, tantos sonhos e pesadelos, e vontades e atitudes invasivas que ferem meus ideais mais secretos! Eu quero poder sorrir de novo, é isso! Mas com tanta mágoa não dá, não dá. Preciso aprender a perdoar! Preciso aprender a ser humana… Mas não dá (?).

ps. Por favor, alguém tire esse maldito homem da minha cabeça. Só está servindo pra me confundir ainda mais. Nada de paixões por enquanto. Nada.

—————————- Minha patética [e trágica] semana.

[Segunda-feira]
Foi um dia normal. É, a volta ao cursinho, as saudades sendo desfeitas uma-à-uma, abraços, carinhos, beijinhooos… Mas um aperto que eu não sei explicar começou a tomar conta de mim.
[Terça-feira]
Fiz questão de me isolar – qualquer coisa me irritava e eu não queria brigar com ninguém. Passei no Fran’s Café, tomei um shake ‘frescura’ de limão. Cheguei em casa e me joguei no sofá. Pois é, surtada – totalmente surtada. E pedi pra não me dirigirem a palavra. Só que alguém soltou minhas cachorras e elas fizeram o favor de comer meu fone favorito. Foi horrível: gritei, chorei, esperneei, solucei… Sabe quando você só está precisando de um motivo pra soltar todas as mágoas e qualquer coisa serve pra te fazer pirar? Então, foi isso.
[Quarta-feira]
Tá, acordei beeem mais calma. Distribuindo sorrisos, piadas, risadas. Mas quem disse que a ‘maré de azar’ tinha acabado? Sentei com minha calça nova num chiclete e fiquei com uma mancha verde enoooooooooorme na minha bunda. (Nem preciso dizer que tive um daqueles surtos-de-raiva-disfarçados-por-sorrisos, né?). Corri pra casa e tinha zingbilhões de coisas pra fazer: correções, tarefas, leituras… Tinha muito a fazer, mas nada fiz.
[Quinta-feira]
Greve no metrô. Nada que me atrapalhe mais. De fato, meu pai não queria me levar ao cursinho, mas eu reivindiquei. Perder aulas é a última coisa que quero, tá chegando a hora da verdade… Enfim, foi divertido. Aula de inglês à tarde, aquela descontração… Achei até que a zica tinha ido embora. Mas lá pelas 18h, sentada no McDonald’s conversando com minha amiga, a cadeira virou. Sim, e eu caí, no meio de várias pessoas comendo, e bati com a cara na mesa. Trágico, não quero falar sobre isso.
[Sexta-feira]
Contrariando TODAS as expectativas de uma sexta, não aconteceu nada. É, nada, puramente nada, absolutamente nada. Welcome to my life.

E que o mês do cachorro louco não seja todo assim – QUEIRA DEUS u-u~

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