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A paixão pela destruição é uma paixão criativa. Mikhail Bakunin

Devia ser proibido abandonar o blog! É, sem meus desabafos diários eu fico (ainda mais) chata! Acontece que a vida não anda tão suuuuuave assim. Poxa vida, responsabilidades, pressões, obrigações… ninguém merece né? (Merece sim, e eu sou a primeira a mereceeeeer! Quem mandou não estudar ano passado?) Bom, em suma – embora eu esteja reclamando de não ter postado – não aconteceu nada de mais essa semana. Aliás, acho que se eu tivesse tido tempo, nem assim eu entraria aqui. Foi a semana baixo-astral. Estive caladona, pensativa, magoada… E não, realmente não sei o que aconteceu. Simplesmente eu senti uma incompletude em mim, mas não sabia o que faltava (aliás, ainda não sei!), logo não podia resolver. Sabe, essa fase véspera-de-vestibulares é a pior do ano. Sem exagero nenhum. Eu só espero que seja a última vez que eu tenha que passar por ela… tenho me esforçado para isso. Eu não sei se esse medo que estou sentindo é normal, eu não sei se é possível abafar esse sentimento, eu nem sei mesmo se não estou sendo uma boba ao me deixar levar por esta insegurança. Melhor aproveitar meu bom-humor e não falar sobre isso.


Sem palavras para o dia de ontem. Acordei tarde – oito e meia, por aí *o* – saí com minha mãe para encontrar o local onde ela faria prova hoje. Depois fomos à Galeria (que eu posso chamar de um local bizarro se levar em conta quem o frequenta) escolher o desenho da tatoo que ela quer fazer. Sim, ela simplesmente decidiu que vai fazer uma. Foram horas e horas olhando vitrines, escolhendo desenhos, procurando a correntinha que eu queria (e não encontrei i-i~~), escolhendo camisetas… Enfim, foi uma tarde especial, porque há muito eu não tinha um tempo só pra mim e pra ela, juntas, cúmplices. A minha melhor amiiga, a que me conhece melhor, a que sabe coisas sobre mim que nem eu mesma sei. (Vamos parar por aqui – porque seria eterna uma definição materna, e, ainda assim, imprecisa.) Cheguei em casa e recebi uma surpresa de alguém que eu amo muito *-* (babando até agora), descansei, fiz tudo aquilo que queria (o que significa: NADA!). Cometi o erro de tomar duas xícaras ENORMES de café antes de dormir, então passei a madrugada estudando (e foi muito bom ô.õ). Pra muitos, um dia tedioso. Pra mim o melhor dia desse mês inteiro…


Acho que domingo sem tédio não é domingo! Como assim eu vou dormir às 4 da manhã e acordo 8 horas já super animada? Patético isso. Até porque, onde já se viu uma pessoa ficar na madrugada estudando, dormir por apenas quatro horinhas e acordar sedenta por pesquisar, ler, escrever – E NOVO? e agora não há nada melhor mesmo pra fazer… Devo ter algum problema! haha. Enfim, eu quero muito continuar com essa alegria no coraçãozinho (e torço para que ela não vá embora com a primeira roupa que eu tentar vestir) pra poder passar por uma semana mais divertida! Poxa, amanhã começa a apostila seis, domingo tem Enem… (Tô me sentindo uma nerd T-T).

Bom, melhor parar por aqui – porque hoje relamente estou escrevendo como se tivesse 5 anos de idade. HAHA

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[antigos] Pensamentos

Qual o motivo para eu estar tão estúpidamente idiota? Pra eu não saber mais sequer me expressar? Não sei. Me ponho a observar, a me ver nas nuvens e em seguida me ver no chão, de cara, dolorida. Não quero acordar dos sonhos, mas eles acabam, isso é inevitável. Nunca desejei tanto ter alguém pra dizer “Eu te amo”, pra abraçar e ficar lado a lado, conversando sobre coisas bobas, mexendo no cabelo, dando colo, compartilhando carinho. Um abraço, só um abraço… E um sorriso. E meu dia estaria completo. Podem me chamar de idiota, quem temd esejos como esses? Ninguém. Acho que estou parada demais, e, esperando a vida passar vou acabar me arrependendo depois. Eu sempre fui assim, sempre fui toda carentona, sempre gostei de ouvir as pessoas, de compartilhar com elas, de amá-las. mas sempre me ferro por isso. Ultimamente eu senti como se tivesse encontrado alguém como eu, e gente, isso é tão gostoso ! Mas eu nãos ei até que ponto é bom, e por isso eu já comecei a me machucar, sozinha, sabe? Não sei se devo aceitar isso. Mas o que fazer? Nada. Continuar escrevendo, tirando fotos, cantando, tocando, sorrindo. Amando. Continuar e esperar por alguém que me ame e me compreenda, mesmo que isso demore. O que eu mais quero é fazer alguém feliz. Talvez se eu tivesse nascido bonita, ou legal… mas eu sou assim, estranha, e esse alguém vai ter que me amar assim. O teatro? Me sinto o próprio Dom Casmurro. Além disso, nunca tinha percebido, mas qualquer estranho me dá mais valor que meus supostos amigos. Foda, né? Ouvindo : Promise ? Matchbook Romance. (vício infindável.)

Transcrito de http://www.fotolog.com/dramatic_sins/17466987 – Outubro de 2006.

Segunda-Feira

“Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo”.

Aquela tal de Clarice Lispector, ela mesmo!

Se a segunda-feira não existisse, realmente teria de ser inventada. (?) Ressaca, sono, consequências e reinício, tudo que as pessoas odeiam (pelo menos 70% dos meus amigos no orkut, haha). Enfim, segunda-feira é o dia de voltar para a realidade, e talvez por isso seja tão abominada pela maioria. Mas, como diz minha mãe, sou sempre “do contra”. Enfim, não vamos discutir: segunda-feira é dia de ver meu amor : basta. Mas hoje eu não só VI como também TOQUEI, como também OUVI… e não foram quaisquer toques, quaisquer frases sem nexo. [ e não quero entrar em detalhes – entenda apenas que estou feliz ! ] Enfim, NÃO, eu não tenho nada melhor pra falar/fazer (MENTIRA, TENHO SIM – E INCLUSIVE ESTOU INDO FAZÊ-LO: ESTUDAR – MAS ME FALTA VONTADE!). ——- Mudando radicalmente de assunto. ——- BOMBA! Sim, uma bomba ! Foi o que explodiu na minha vida por esses dias. Eu sabia que de junho pra cá vinha engordando consideravelmente (minhas roupas que o digam!) MAS 10KG? COMO ASSIM? Putaqueopariu, quando subi na balança ontem tive vontade de vomitar tudo que comi no final-de-semana. Não quero falar sobre isso. Aliás, quero falar sim, quero poder falar (daqui algum tempo) que perdi tudo isso de novo. E o mais rápido possível, porque manequim 44 NÃO ROLA! Falando em não rolar… Eu sempre pensei que fosse a mais certinha e mais sincera possível. Ultimamente tem sido o inverso. É, a verdade é que eu ODEIO viver em comunidade. Mas já que sou obrigada a isso, a única solução viável é fingir, não? Fingir que está tudo bem, fingir que tudo deu certo, fingir que gosto de algumas pessoas… Acho que realmente tenho várias caras. De fato minha personalidade nunca muda, e meu caráter é o mesmo – O TEMPO TODO. Mas dissimular, com algumas “criaturas” divinas, é algo mais que necessário para se “sobreviver” à esse mundo selvagem. No mais, tá tudo na mesma. Sempre acontecendo zingbilhões de coisas com as quais não concordo – ou simplesmente das quais não tenho o menor conhecimento – e eu tô bege! Sim, bege até agora. As coisas andaram tendo algumas mudanças bizarras na minha vida e não foi/está sendo nem um pouco divertido. Ainda bem que eu tenho os meus consolos: amores, objetivos… enfim, a fuvest está chegando e eu não quero mais NENHUMA decepção! Pra essa minha fase da vida já tá bom! Enfim, vamos lá, bola pra frente, não tô a fim de falar de coisa ruim hoje.

[foto] razãodossorrisosdesegunda-feira.jpeg

ele: Eu tenho a solução.
eu: Que solução?

ele: Todas. De todos os seus problemas.
alguém passando: Até o da idade dela?
eu: (ignorando quem passou) E qual é?
ele: Ah, é verdade… você é novinha… é crime, não posso.
eu: :$ ?

ele: mas eu não tenho pressa, posso te esperar o tempo que for…
(e eu gamando né.)

[/foto]

Ahh, vou estudar, e volto depois. Prometo – hoje eu volto mesmo hahaha! E corrijo tudo isso. MAIOR TEXTO SEM-NOÇÃO!

ouvindo: Private Idaho – B-52’s Innocent

Sobre carreiras e escolhas

Eu sei sempre do que é que estou falando. Tirando isso não sei mais nada.

Millôr Fernandes, mestreeeee!

Sabe quando você foge com todas as suas forças de algo, e, inevitavelmente, isso acaba vindo pra você? Digam ‘oi’ à senhora frustrada aqui. Pois é, desde que o manual da fuvest começou a ser vendido eu estou fugindo de comprá-lo. Separar o estresse para os últimos dias: foi o que me prometi. Mas o que adiantou eu não comprar? Meu pai resolveu aparecer com um pra mim :). E sim. Não deu pra fugir da discussão “o que prestar?”. É, ela de novo. O que prestar? Que carreira escolher? Qual a possibilidade de passar? De certo modo já estou mais aliviada: optei por minhas paixões – não tô mais naquela neura de “quero/preciso ganhar muito $$ ever”, enfim. Mas ainda assim, estou mal. Optar pela bela carreira MEGADISPUTADA que oferece apenas 30 vagas ou pela carreira SONHADA porém desvalorizada que oferece (acreditem!) 500 vagas? Letras? Jornalismo? Direito em Ribeirão? AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH! >-<‘
Disse à minha mãe que iria morrer (VONTADE NÃO FALTA T_T) . Sabe o que eu ouvi? “Primeiro passa, depois morre”.
Realmente, tá fodinha hoje.
Enfim, depois corrijo o post anterior e esse, agora vou tentar desencanar.

Anglo

“O Élcio de calcinha é uma gracinha / O Élcio de cueca é uma boneca / O Élcio de batom na boca é uma bicha loca é uma bicha loca / BICHA! / O Élcio vai na feira só por causa do quiabo – AHHH É VIADO, AHHH É VIADO / O Élcio come dogue só por causa da salsicha – AHHH ELE É BICHA, AHHH ELE É BICHA / O Élcio dá pro Play e acha que eu não sei – AHHH ELE É GAY! AHHH ELE É GAY! / Hey, Élcio, vai tomar no cú!”

Abertura oficial das aulas de termofísica HAHA

HAHAHAHAHAH. Os meus dias são os mais divertidos sempre. Não importa se estou deprimida, se estou feliz, se quero ficar calada, se estou a fim de sair gritando por aí. É, pois é, se eu não pago pelo menos um bafão naquele cursinho, não sou eu. Tá, tá, todo mundo (quase todo mundo) conhece a “Pitty” né. Nem vou comentar esse apelido. Se eu ainda gostasse de ser chamada assim… >.”Cala a boca e tira tudo, Gugu!” Como assim, bem na hora em que eu me manifesto todos ficam quietos? Só deu a minha voz. O professor nem ficou com vergonha, né? =X Disse só “Essas meninas que pensam que estão num clube de mulheres…”. A sala rachou né. MEEEEEEEEEEEU, SEM NOÇÃO, se eu fosse tão tarada quanto pareço pelas minhas brincadeiras, seria um perigo. HAHAHAH. Enfim, desencanada da aula do Gugu, fiz meu “tur” pelo Anglo nos intervalos, achando que o mico do dia já tinha passado. O QUÊ? Bem na última aula, após uma piada de um dos meninos para com o professor, eu me vi dando aquela gargalhada. Sim, minha gargakhada de bruxa >-<. E de novo todos ficaram em silêncio enquanto eu ria. Nem preciso dizer o quantos “pitty” eu ouvi né? -____-~. AAAAAAAAAAAAAH, mas o bafão mais tosco não foi o meu não. Uma menina estranha lá da sala dormiu na aula de geografia e começou a roncar! RONCAR! HAHAHAHAHA. Não bastasse isso, depois que bateu o sinal, ela levantou, pegou o telefone, e – imaginem a cena mais tosca! – dormiu enquanto esperava alguém atender. É, dormiu com o telefone no ouvido, com a cabeça despecando para o lado. HAHAHAH. Ai, se eu fosse enumerar a dezena de micos que as pessoas pagam naquele lugar, seria até maldoso. XD~~~

i¹: Eu saí branca? Se eu não saí vai ter que tirar outra!

i²: Ahhhhhhhhh, Paulo Zulu? Zulu tudo bem, agora Paulo… HAHAHAH

i³: A Léa é estranha, né?

Ouvindo: Na sua estante, Pitty.

Zumbido

“Would you believe me when I tell you / You’re the king of my heart / Please don’t deceive me when I hurt you / Just ain’t the way it seems / Can you feel my love buzz?”

Como é estranho o coração né? Uma hora está sofrendo, fazendo doer… E de repente, já nem ligamos pra isso. HAHAHAHA. Se eu não soubesse o quanto sentimentos são confusos, eu realmente diria que isso é bizarro (e não é?). O engraçado é o meu jeito de escolher: basta colocar um garoto com o qual eu sei que nunca terei a mínima chance e PUF!, é mágico, tudo acontece. Nem preciso falar que depois de algumas (muitas!) fronhas ensopadas, poesias melentas e desabafos incontrolados acaba tudo na mesma: eu sem ele, ele sem mim, um sem o outro. Quer dizer, quase sempre. Têm algumas vezes em que – como agora – a gente acaba se relacionando de tal forma que um não vive sem o outro (ou vive?), criando confiança, companheirismo, uma união incomparável. E (meeeeeeeeeeeu -.-) eu não consigo parar de pensar nisso. No como as coisas acontecem na vida. É, porque veja bem, há menos de dois meses atrás eu morreria por um Eu te amo, e ele sequer me dava atenção. Hoje eu ouço isso todos os dias. Da mesma boca que antes me fazia sentir a pior pessoa do mundo. É fato: Pessoas diferentes conseguem conviver juntas numa boa – por mais que muitas vezes evitem. Eu não tenho problemas com diferenças [haha], pelo contrário, me divirto com elas! Até porque, eu sempre sou “a diferente” em todos os grupos que costumo ‘frequentar’. Mas cansei de ver gente (diga-se: ELE) falando na minha cara: “Eu odeio menina que se veste de preto. Eu odeio menina que usa maquiagem pesada. Odeio cabelos coloridos. Odeio rock, punk, músicas pesadas. Eu odeio morenas. Eu odeio gordinhas.” […] dentre tantos outros “eu odeio” que agora não lembro pra citar. Pois é, pra você pode ser até engraçado ouvir isso de alguém, mas pra mim não era não. Afinal, eu tenho praticamente um guarda-roupa igual ao da Mônica (só que ao invés de vestidinhos vermelhos, o meu é cheio de cigarretes pretas =X) – e eu ADORO minhas roupas, tá? Além disso, eu sou a senhora-troca-a-cor-do-cabelo-segundo-o-humor (aliás, era!, porque estou ficando careca agora x-x~~) Enfim, pra resumir: EU SÓ USO PRETO (e vermelho, vai!), EU NÃO SAIO SEM O DELINEADOR SUPER FORTE NOS OLHOS, EU NÃO FICO SEM PINTAR OS CABELOS UM SÓ MÊS, EU SOU PUNK E EU SEMPRE FUI GORDINHA. Não era pra me sentir um lixo ouvindo essas coisas de um garoto por quem eu estava (supostamente) apaixonada? E eu me sentia. Quer dizer, eu sofria por saber que esse meu jeito todo fortão me impedia de mudar por ele – afinal, não troco minha personalidade por nada nem ninguém no mundo – mas eu queria que ele um dia reparasse que eu estava ali. Tá bom, tá bom. Eu fiquei aqui contando a minha história e esqueci do que estava falando. [duas horinhas depois…] Claro, claro! Lembrei onde queria chegar.(mas que tosca ¬¬’). Acho que é como no provérbio: O amor rege sem leis. Não adianta dizer NADA, não adianta escolher. As coisas acontecem como devem acontecer, não há padrões, não há manuais. Acontece. Eu fico pensando : Até que ponto tudo isso não pode ir ficando mais sério, ou o contrário, até que ponto isso não voltará a ser uma simples “colegagem” (que neologismo horroroso! mas realmente não conheço nenhum sinônimo para o que quero exprimir T-T), sem nenhum sentimento verdadeiro? E quer saber, eu nem vou encanar com isso! Não há nada melhor do que ouvir euteamos todos os dias, ou ter suas qualidades sempre sestacadas por alguém que você admira. É viver isso agora, e deixar o “e se…” pra depois. Experiência própria, já me ferrei bastante com esse tal subjuntivo…

[Eu nunca escrevo nada que realmente valha a pena o-o’ (ou faça sentido, que seja)!]

Agora vamos lá, hora de estudar.

[Segunda-feira] Energia, Eletromagnetismo, Geometria analítica, Geopolítica, Geografia brasileira e Gramática. Acho que rapidinho eu termino e volto pra cá, também. (vício?) HAHA :S

ps¹: Faltou dizer que eu não estou mais apaixonada por ele ( e que foi isso que fez a relação ficar tão boa).

ouvindo: Love Buzz – Shocking Blue

Desabafinho matinal

O que estará me fazendo tão mal? Esses surtos acompanhados de choro, as angústias inexplicadas, os apertos no peito de razão desconhecida… por que estou tão estranha? Está doendo tanto… Sentir que nada nunca dá certo pra mim (e não por drama, é a realidade!)… Ver que por mais que eu queira algo, por mais que eu lute e consiga chegar ao que anseio, isso só serve pra que em seguida eu perca tudo e o sofrimento seja ainda maior – de novo. Está me corroendo como nunca aconteceu, está me fazendo desistir daquilo que quero antes mesmo de tentar, e essa não sou eu, essa fraqueza não é minha! Não consigo mais escrever, não leio mais com a mesma facilidade, não rendo, não quero coisas que quero, e quero coisas que não quero, sinto falta daquilo que nem sei o que é e por que me falta. Tô precisando do prozac hoje. URGENTE!

Eu estou confusa, muito confusa.

Enfim, vou ali assistir à entrevista do Bucci pra descontrair! 🙂
http://maisvoce.globo.com/variedades.jsp?id=11402

My way

Por quantas vezes realmente precisamos passar por momentos frustrantes em nossas vidas? Até que ponto não forçamos decepções – sabendo que certas coisas não podem dar certo e mesmo assim injetando esperanças e correndo pra fazê-las? Não é questão de pessimismo, mas acho que devíamos nos conformar mais com certas verdades inquestionáveis – como a morte, ou mudanças, até mesmo com sentimentos.
Não estou aqui falando pra ninguém se tornar um ser humano frio não (só eu sei o quanto sofro sendo um!), mas acho que se se deixassem aceitar as coisas que não puderam evitar e simplesmente esforçassem-se para que o momento ficasse o mais suave possível, ao invés de se lamentar ou buscar culpados, isso tornaria suas vidas muito mais leves…
Sabe, eu tenho visto tanta coisa que nunca pensei que aconteceria: A morte chegando cada vez mais cedo, crianças sendo obrigadas pela vida a agirem com mais maturidade que muitos adultos, pessoas perdendo todo o tipo de fé que tanto tempo levaram a adquirir, jovens sofrendo com a pressão de não poder ser o que sonham – porque precisam ser aquilo que outros sonharam pra eles… É tudo muito difícil, eu sei.
Sei que não sou a pessoa mais adequada para falar sobre qualquer virtude – sei mesmo: não sou eu a garota que discute o tempo todo com os pais? Não sou eu a garota que não consegue perdoar outros por erros cometidos no passado? Não sou eu a garota que se acha no direito de julgar culpados e inocentes na morte daqueles que mais amou? A verdade é que nem sempre fui insensível assim, mas a vida foi me transformando num monstro… É o que eu acho – é o que vejo… E o mais impressionante é que na maioria das vezes eu sinto-me feliz por isso. Por ser, não digo livre, mas ‘imune’ à maioria dos sentimentos. Só eu sei o quanto já sofri de livre e espontânea vontade- sabendo que algo era contra a realidade e mesmo assim correndo atrás como se um dia tudo fosse mudar e eu realizasse alguns dos sonhos mais impossíveis… Não tenho mais esse tipo de decepções. O único problema é que algumas vezes não sou capaz de sentir nem mesmo aquilo que há de mais simples – mais puro… às vezes não sou capaz de sentir compaixão, ou de compartilhar dores e alegrias. Mas quer saber, tudo tem seu preço, não é?

Mas não deixo de ver o quanto tenho sido egoísta… será que valerá sempre a pena?
Nunca fiz mesmo muita questão de ser humana… acho que desde que nasci, nasci para ser esse monstro. Se ideais se adquirem com o tempo, por que a maldade não?
Prefiro fazer tudo do meu jeito…

Divagações

Já tinha até me esquecido do quanto odeio o metrô em horário de rush. Do quanto o Centro dessa cidade é lindo, ou mesmo de como é sentar numa sala e ver um cara lá na frente (achando que está) te enrolando e se sentindo no direito de fazê-lo – apenas porque já estudou um pouquinho mais e tem lá sua pós ou seu mestrado. Já tinha esquecido o quão difícil foi habituar-me à ‘viagem’ que é daqui de casa ao cursinho, ou à Paulista, ou mesmo à galeria. Enfim, de como minha casa parece ser longe de tudo quando o meio de transporte é público. Impressionante a quantidade de coisas que esqueci nesses quinze míseros dias de férias – coisas que levei cerca de seis meses para aceitar, entender, seja lá qual for a palavra.
Enfim, bom ou não, hoje pude lembrar tudo isso outra vez. Avenida Paulista, Universidade Cásper Líbero, professor/palestrante enrolão, viagem hipercansativa, metrô abarrotado de gente, jantar no McDonald’s com a Gabi, risadas e internas mil, saudades de uns, raiva de outros, gastar fortunas em chocolate (fortunas mesmo 🙁)… Enfim, hoje foi o dia de lembrar que minha vida não é ir dormir de madrugada, acordar quase meio-dia, ler o dia todo, ver um filme ao entardecer e passar a noite na internet. Não mesmo. E que essa ‘mordomia’ (pra não dizer vadiação, né?) acaba hoje. E lá se foram as férias, la se foi meio anoooo. E foi embora, pra longe. Fácil, fácil.. Tá, tá bom. (Se leu até aqui esperando chegar a um final glorioso, desista: É só mais uma das minhas divagações que não fazem sentido nenhum). E bateu de repente – foi bem na hora em que eu estava colocando catchup naquele potinho estranho, lá no Mc (momento poético, fala sério!), e começou a tocar um das minhas músicas favoritas – Easy, do Faith no More. Foi quando aquelas minhas confusões mentais começaram a me atordoar de novo (poxa, bem na hora de comer!) e eu resolvi que botaria no papel – mas depois de comer. Nada de indigestões filosóficas. Pois bem… escrevê-lo-ei.
Sabe o que é? Enquanto Easy tocava,[e eu pegava catchup e a Gabi esperava pelas suas batatinhas haha], a letra ia se repetindo na minha cabeça. E foi aquele momento da frase mais clichê do mundo: “a vida passou como um filme em minha cabeça”… Tem tanta gente que canta músicas (embroma, devo dizer) sem nem saber o que está cantando e acha o máximo… Não sei por que, mas desde pequena não consigo cantar (nem mesmo ouvir) algo que não sei o que significa. Sim sim. Nunca fez sentido pra mim ver uma criança dançando e cantando histérica “tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha…” (Tá, eu acho que isso não deveria fazer sentido pra ninguém, mas não vem ao caso). Pois é. E de repente eu ouvia “I wanna be high, so high… I wanna be free to know the things I do are right… i wanna be free – just me… oh babe”… É isso. Eu quero me sentir livre, sem essas encanações, sem essas preocupações e exigências do mundo sobre mim – eu quero estar certa DA MINHA MANEIRA. (E sim, eu fui muito além da música, quem liga? Não é pra isso que arte serve, pra nos levar além – cada um com sua interpretação?)É, tanta coisa entra e sai das nossas vidas com facilidade! Tantas pessoas conhecidas, esquecidas, amores e desamores, relacionamentos começados e terminados… ultimamente a única coisa que tenho concluído é que a vida passa. (UHUL /o/~Como eu sou inteligente!) Mas não apenas passa, ela muda, muda constantemente… e eu não tenho lidado da maneira correta com as mudanças – o medo tem feito com que eu perca momentos especiais e não veja… ahhh, vida, Fácil fácil ela vai embora…

O bom é que amanhã já terei esquecido de tudo outr avez…

[eu avisei que era uma divagação-nada-a-ver-que-não-teria-conclusão]

Insônia

Sábado, passa de meia-noite, eu na frente de um computador – não sei se por vício, ou por tédio, nem mesmo se por falta do que fazer. Aquele aperto que todo mundo um dia já sentiu, aquela vontadee de gritar e o sentimento de que falta alguma coisa aqui – mesmo sem saber o que é, tudo isso me possuindo. Aquele beeeeeela salada na cabeça né. Também, não posso dizer que foi minha semana de sorte. Uma-desgraça-puxa-a-outra-e-de-desilusões-se-faz-a-vida, voltaram as aulas, crise aérea, greve metroviária, depressão … Mas e comigo? O que, de fato, está acontecendo? Acho que parece algo ridículo se lido assim (e quem sabe a minha vida não é ridícula mesmo?), mas não é simples não. Tanta coisa passa pela minha cabeça e eu entendo tão pouco… Eu quero (preciso!) tomar decisões, aceitar problemas, enfim! Eu quero encarar toda e qualquer ‘ziquinha’ que aparecer dando risada, e não surtar à cada obstáculo mínimo por que eu tenha que passar. Talvez Saramago estivesse certo. Talvez nossa maior tragédia seja mesmo não saber o que fazer com a vida. A minha, pelo menos, tem sido. Que carreira seguir? Que destino escolher? Quem aceitar? Como não me apaixonar? Como dizer não às coisas que tanto desejo? Como esquecer meus sonhos – que parecem tão infantis? Ah, tantos desejos, tantos sonhos e pesadelos, e vontades e atitudes invasivas que ferem meus ideais mais secretos! Eu quero poder sorrir de novo, é isso! Mas com tanta mágoa não dá, não dá. Preciso aprender a perdoar! Preciso aprender a ser humana… Mas não dá (?).

ps. Por favor, alguém tire esse maldito homem da minha cabeça. Só está servindo pra me confundir ainda mais. Nada de paixões por enquanto. Nada.

—————————- Minha patética [e trágica] semana.

[Segunda-feira]
Foi um dia normal. É, a volta ao cursinho, as saudades sendo desfeitas uma-à-uma, abraços, carinhos, beijinhooos… Mas um aperto que eu não sei explicar começou a tomar conta de mim.
[Terça-feira]
Fiz questão de me isolar – qualquer coisa me irritava e eu não queria brigar com ninguém. Passei no Fran’s Café, tomei um shake ‘frescura’ de limão. Cheguei em casa e me joguei no sofá. Pois é, surtada – totalmente surtada. E pedi pra não me dirigirem a palavra. Só que alguém soltou minhas cachorras e elas fizeram o favor de comer meu fone favorito. Foi horrível: gritei, chorei, esperneei, solucei… Sabe quando você só está precisando de um motivo pra soltar todas as mágoas e qualquer coisa serve pra te fazer pirar? Então, foi isso.
[Quarta-feira]
Tá, acordei beeem mais calma. Distribuindo sorrisos, piadas, risadas. Mas quem disse que a ‘maré de azar’ tinha acabado? Sentei com minha calça nova num chiclete e fiquei com uma mancha verde enoooooooooorme na minha bunda. (Nem preciso dizer que tive um daqueles surtos-de-raiva-disfarçados-por-sorrisos, né?). Corri pra casa e tinha zingbilhões de coisas pra fazer: correções, tarefas, leituras… Tinha muito a fazer, mas nada fiz.
[Quinta-feira]
Greve no metrô. Nada que me atrapalhe mais. De fato, meu pai não queria me levar ao cursinho, mas eu reivindiquei. Perder aulas é a última coisa que quero, tá chegando a hora da verdade… Enfim, foi divertido. Aula de inglês à tarde, aquela descontração… Achei até que a zica tinha ido embora. Mas lá pelas 18h, sentada no McDonald’s conversando com minha amiga, a cadeira virou. Sim, e eu caí, no meio de várias pessoas comendo, e bati com a cara na mesa. Trágico, não quero falar sobre isso.
[Sexta-feira]
Contrariando TODAS as expectativas de uma sexta, não aconteceu nada. É, nada, puramente nada, absolutamente nada. Welcome to my life.

E que o mês do cachorro louco não seja todo assim – QUEIRA DEUS u-u~