madrugada
eu sinto dores e desespero, às vezes eu choro, às vezes eu escrevo.
algumas noites não durmo, noutras tenho pesadelo – algumas idéias são raras, outras mais um flagelo.
eu leio, releio, faço de conta que não vi, escrevo aquilo que não quis, fujo de mim só pra estar perto de ti
e, no fundo, quando canto, na verdade é pra ver se espanto esse desejo louco de fugir.