Nesse mundo só meu…

Alice no país das maravilhas – No Meu Mundo

Criei “O Fantástico Mundo de Ariane” (a bem dizer esse Fantástico Mundo sempre existiu, só não tinha sua versão virtual), há mais ou menos uns três ou quatro anos, inspirada n’O Fantástico Mundo de Bobby. Mas sempre teve algo de Alice no País das Maravilhas também. Quem nunca quis um mundo só seu? Eu, desde pequena, vivo no meu mundinho paralelo, fazendo esporádicas visitas ao mundo real (e depois me arrependendo amargamente delas, porque a gente descobre que só tem controle sobre determinadas coisas no nosso próprio mundinho).

Quando você é criança, é perdoável – é até saudável – você viver fora do mundo real. Muita coisa ruim pra absorver cedo demais. Mas chega um momento na vida em que o excesso de sensibilidade causado pela estadia num universo paralelo começa a prejudicar. Ninguém é criança para sempre, não vou conseguir para sempre fugir dos meus problemas, das minhas decepções, nem sempre as paixões que acabam, os amores que não dão certo e as lacunas na minha vida social serão passíveis de transformação, adaptação, nem tudo na minha vida pode ser escrito e adaptado de modo a sempre envolver castelinhos, diálogos com as flores e os passarinhos… E aí os dois mundos começam a se misturar. Surge sangue, surgem batalhas, lágrimas, suor… Tudo fica distante do paraíso confuso que sonhei pra mim.

Em dias como hoje eu vejo que a solução talvez seja abrir mão desse meu mundo só meu. Só que aí eu ficaria completamente sem chão, eternamente estrangeira, sempre pensando em voltar para a casa que nunca existiu. No meio das minhas confusões, no meio dos meus conflitos internos, surge ainda mais uma decisão a tomar. E não existe Terra do Nunca, nem País das Maravilhas, eu não posso MESMO ser criança para sempre. Já não sou mais uma criança. Quando vou contar minhas histórias paras as flores, elas não querem mais me ouvir. Já não vejo passarinhos, nem ninhos, nem nada. Aos poucos, meu mundo se diluiu no mundo real. Não há mais refúgio. Responsabilidades, cobranças, paixões e amores não correspondidos, eu sou obrigada agora a encarar tudo de frente. É. Os finais alternativos que antes eu criava com facilidade agora não consigo imaginar nem com muito esforço. Então eu vou enfrentar a vida. Tem sido difícil, tem sido doloroso. Vira e mexe sou chamada de sonhadora, de Lisbela, vira e mexe eu me vejo perdida, me vejo criança, correndo atrás de um coelho branco enquanto um bando de malucos divide comigo a mesa de chá. Até hesito em nomeá-los malucos, porque, afinal, se só eu sou teoricamente normal entre eles, na prática eles é que são normais, não eu.

Eu tenho feito de tudo pra encarar esse mundo dos outros. Mas, no fundo mesmo, eu só desejo que o mundo real seja como era meu mundo. Que os amores sejam correspondidos, que os amigos sejam compreensivos, que a compreensão seja maior que a cobrança… Ah! Quem me dera que ele fosse assim… Maravilhosamente só pra mim.




Crying rivers

Ouça:

Se precisar, acompanhe a letra:

Now you say you’re lonely
Said you cried the whole night through
Well you can cry me a river
Cry me a river
‘Cause I cried a river over you

Oohhh
Now you say you’re sorry
For being so untrue
So what?
Just cry me a river
Cry me a river
I cried a river over you

You drove me
(Bye-bye, my love)
You nearly drove me out of my head
(Bye-bye, my love)
While you never shed a tear
Remember?
I remember all you said

Told me love was too plebeian
Told me you were through with me
And now you say you love me
Well, just to prove you do
Go on and cry me a river
I’d like to see you cry me a river
‘Cause I’m tired of crying over
You

Agora chora comigo.




tentou satisfazer os pais. deu seu melhor. falhou.
tentou ser uma boa amiga. fez o que soube e o que pôde. falhou.
tentou se sentir bem consigo mesma, se esforçou pra isso. falhou.

insistiu no amor, e, quando já não havia perspectivas, se rebaixou, se humilhou. óbvio, falhou de novo.

então pensou que talvez o certo fosse desistir de si mesma.
acho que acertou.




Mãe, eu quero!

Da série “EU RI” brought to you by Francisco e seu orkut…
Stéfhany do CrossFox ETERNIZADA na versão Barbie!!!
Não me segura! Quero agora, onde quer que seja, a qualquer preço! Minha musaa inspiradooora!!
Tá, parei! Mas vai, não ficou uma gracinha?

Absoluta.

Absoluta.




me li ali

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Desvirginei, Brasil!

E a Tory também. É, nossa primeira vez foi juntinha! E ainda fomos chamadas de “Vitroleiros!” vãriãz vêzis .
Tão legal quando um projeto que tu criou no chuveiro vai pra frente…

bonequinha :)

bonequinha :)


Fritando.

Fritando.


Ah, esses pés...

Ah, esses pés...


Gracinhas!

Gracinhas!


Brilha muito na Leela!

Brilha muito na Leela!


Plateia comportada

Plateia comportada


Leela

Leela


Bianca Jhordão

Bianca Jhordão


Meio Jonas Brother, meio Jota Quest... Com um olhar pro céu digno de banda gospel.

Meio Jonas Brother, meio Jota Quest... Com um olhar pro céu digno de banda gospel.

(tem mais fotos aqui.)




Dica do dia.

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via @bcanato, que não me deixa mentir.

A minha vida, fora algumas verdades de amor que eu preferia não ter proferido por aí, vai muito bem, obrigada. =D




You know her life was saved by Rock ‘n’ Roll

Pra um domingo alto astral. :)




Quentão e edredom

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You said you’d never erase me.

Primeiro eu ri da minha imaturidade. Ri pra não chorar, fato, mas ri. Depois o cenário aqui dentro foi mudando, mudou de um azul escuro pra um laranja claro, que foi se distanciando, tomando forma, me deixando curiosa, e aí o pontinho laranja era sua cabeça, como foi que não reconheci antes? De repente lembrei que prometi não sofrer, não surtar, prometi que dessa vez não haveria neura alguma. A melhor coisa que fiz então foi desligar o celular.

Não vou mais te esperar ligar, nunca mais.
E, quando eu tiver vontade, não importa orgulho, não importa nada: eu mesma vou ligar pra você.




all about us

tudo via tumblr.
tudo lotado de significado.
virei um poço de saudades.




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Vitroleiros
grifatexto

Autora

  • profileAriane Freitas, 19 outonos na terra. Gordinha, nerd, vitroleira. Faço meu rock de livros, café, pubs, amigos, poesia, fotografia, pin-ups e um bom samba: é isso que é a vida, essa mistura doida. Essa loucura doída da qual a gente nunca quer se livrar, por mais que às vezes diga que sim.

Meu não tão fantástico mundo

  • Acordo às cinco da manhã e corro pra USP, onde faço Letras. Assisto às aulas, almoço e passo o dia na seção de recursos Audiovisuais da Faculdade de Educação, fazendo as leituras necessárias. Lá pelas três da tarde eu corro pra Avenida Paulista. É que à noite faço Jornalismo na Cásper Líbero. Sim, jornada dupla. No meio tempo, twitto milhões, fotografo um pouquinho e ainda blogo horrores. Chego em casa lá pela meia noite, deito... E às cinco começa tudo de novo. :)

Era uma vez…

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